José Adelino Maltez, Tópicos Jurídicos e Políticos, estruturados em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008, revistos no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009

 

Moral e Poder

 

 

As questões do poder e da moral não podem isolar-se e muito menos opor-se. A actividade política tem que ser orientada por valores e regulada por fins que estão para além dos estreitos limites da conquista, manutenção e gestão do poder. Importa, pois, dar à política  não só uma filosofia política, como também um impulso moral, levando à prática, todos os dias, no interior de cada um, uma espécie de revolução moral, para que, depois, as maiorias sociológicas, assim regeneradas por uma conversão, possam dar corpo a maiorias políticas, mobilizadas pelos que, com honra e inteligência, possam cumprir aquilo que prometeram.

Uma atitude política essencialmente antropocêntrica, se assume que tudo tende a ser política, também reconhece que a política não é tudo, na vida do homem. Apenas se exige uma espécie de primado metodológico da praxis, de maneira que as acções dos homens não sejam apenas inspeccionadas de fora para dentro, em nome de farisaicos ou puritanos princípios teóricos e morais, mas antes que sejam configuradas como uma praxis de libertação tendo em vista a humanização da sociedade, da história e da natureza, um novo humanismo no qual o homem se define principalmente pela sua responsabilidade face aos outros e face à história, como reconhece Roberto Papini.

 

 

 © José Adelino Maltez

 

Última revisão:12-04-2009

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