José Adelino Maltez, Tópicos Jurídicos e Políticos, estruturados em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008, revistos no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009

 

 

Populismo Quando falamos em populismo, estamos a referir um específico modelo de legitimidade que, segundo R. Bendix, caracteriza os sistemas políticos nos quais a autoridade é exercida em função de um mandato confiado pelo povo e não em virtude de um direito possuído pelo príncipe.

Em sentido pejorativo passou a abranger aquilo que Alexandre Herculano qualificou como o despotismo dos césares de multidões. Mais recentemente a expressão passou a qualificar as experiências políticas sul-americanas de Getúlio Vargas e de Péron.

Acentua as virtudes carismáticas do chefe e a exaltação das características específicas da comunidade popular, com valorização da nação e eventual xenofobia, quando não da pureza étnica.

powerpolitics é o mesmo que Machtpolitik, expressões típicas do chamado realismo político. Dizem os defensores do modelo que tratam da política como ela efectivamente é, sem caírem na tentação do normativismo, daqueles que confundem o que é com aquilo que deve ser.

A perspectiva considera que trata a política como um todo, excluindo todos os factores que não dizem respeito ao poder.

 Almeida, C. Mendes, Beyond Populism, Albany, State University of New York Press, 1976. }Canovan, Margaret, Populism, Londres, Junction Books, 1981. }Germani, Gino, Authoritarianism, Fascism and National Populism, New Brunswick, Transaction Books, 1978. }Riker, William H., Liberalism Against Populism, São Francisco, W. H. Freeman, 1982. }Wieviorka, Michel, La Démocratie à l’Épreuve. Nationalisme, Populisme, Ethnicité, Paris, Éditions La Découverte, 1993.

 

© José Adelino Maltez

 

Última revisão:12-04-2009

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