José Adelino Maltez, Tópicos Jurídicos e Políticos, estruturados em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008, revistos no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009

 

Rebelião das Massas

 

 

A globalização pode gerar uma nova Rebélion de las Masas, para falarmos na célebre obra de José Ortega y Gasset (1883-1955), que começou a publicar-se em folhetim no jornal madrileno El Sol, em 1926. Basta recordar que aí se parte da noção de sociedade como unidade dinâmica de dois factores: minorias e massas, onde as primeiras são constituídas por indivíduos especialmente qualificados e as segundas, pelo homem médio.

 

Daí considerar que a revolução não é a sublevação contra a ordem preexistente, mas a implantação de uma nova ordem que tergiversa a tradicional.

 

Porque teria sido o errado intervencionismo dos Estados que agravou o problema, dado que o homem massa tende a ver nos mesmos Estados um poder anónimo. E como ele se sente igualmente anónimo julga que o Estado é uma coisa sua.

Acresce até que o Estado absolutista, muito instintivamente, respeitava mais a sociedade que o Estado democrático.

 

Daí o grito de revolta contra o maior perigo que hoje ameaça a civilização: a estadualização da vida, o intervencionismo do Estado, a absorção de toda a espontaneidade social pelo Estado.

 

 

© José Adelino Maltez

 

Última revisão:12-04-2009

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