José Adelino Maltez, Tópicos Jurídicos e Políticos, estruturados em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008, revistos no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009

 

Teatrocracia

 

A política da teatrocracia se teve êxito nalguns homens de cara de plástico, mesmo sem sedução dental, começa a mostrar-nos que os ídolos ocasionais não podem ter pés de barro e que o crime pode nem sempre compensar.

 

Só que os cinzentos donos do poder que sustentam os fios que elevam tais (para)seres ao palco da vaidade continuam por aí a lavar as mãos como Pilatos e talvez a fingir que nunca com eles privaram.

 

Não saúdo a queda dos anjinhos decaídos desta política de imagem, enquanto não acontecer a efectiva derrocada dos anjos escondidos, cujos periscópios ainda andam por aí à procura de novos vermes.

 

Quem efectivamente mandou alguns diabinhos para a papuda selva das asinhas celestiais continua a comandar e a fabricar novos fantoches politiqueiros e intelectuários, num sobe e desce da fama que foge, moldando emoções, instrumentalizando ideias e demonstrando como a cobardia, a luxúria, a vaidade e a inveja nos continuam a apodrecer.

 

Há por aí muitos narcisos intelectuais que, obrando coisas e loisas, têm a uma enorme capacidade de gerirem editores, de manipularem conferencismos, chamando os dependentes para estes louvaminharem o respectivo ego.

 

Confesso não querer fazer parte dessa procissão dos que andam sempre em procura de protagonismo, fazendo salamaleques aos sucessivos donos do poder para que estes os tratem como uma espécie de bicho exótico conservado em formol.

 

© José Adelino Maltez

 

Última revisão:12-04-2009

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