José Adelino Maltez, Tópicos Jurídicos e Políticos, estruturados em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008, revistos no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009
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Teocracia
Fórmula vaga que invoca uma relação privilegiada entre o poder político e a divindade. Em sentido estrito significa o governo directo ou indirecto do próprio Deus, pressupondo uma intervenção sobrenatural constante, conforme a definição de Marcel Prélot, para quem, nestes moldes só o povo de Israel praticou. Em sentido intermédio, significa o governo dos homens inspirados por Deus ou por ele directamente designados. Diverge da teologia, ou ciência de Deus, ciência das coisas divinas, e da teosofia, ou a sabedoria divina, propriamente dita. Pode ser o modelo do profetismo, típico da cidade-igreja ou de Calvino em Genebra, aqui dito de bibliocracia. Pode também ser o tipo de monarquia de direito divino das monarquias absolutas. A democracia clássica da polis grega quando incluía a religião como parcela da política, configurava uma cidade-Estado que também era uma cidade-igreja. Os funcionalistas como David Apter* têm uma noção mais ampla de teocracia, caracterizando como tal um sistema político tradicional caracterizado, ao memso tempo, pela predominância de valores sagrados e por relações de autoridade de tipo piramidal. Teocracia regalista Um dos vícios do barroco político em Portugal, pois, segundo D. António Ferreira Gomes levou à defesa da fé por meios temporais e pelo critério da razão do Estado, mais,em verdade,defesa social do que promoção do reino de Deus. © José Adelino Maltez |

Última revisão:12-04-2009
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