José Adelino Maltez, Tópicos Jurídicos e Políticos, estruturados em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008, revistos no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009

 

Terrorismo do Estado Segundo Albert Camus, todas as revoluções modernas conduziram ao revigoramento do Estado. Precedidas pelo terrorismo da razão, geraram o terrorismo do Estado. 1789 produziu Napoleão. 1917 gerou Estaline. Observa que o sonho profético de Marx e as potentes antecipações de Hegel ou de Nietzsche acabaram por suscitar um Estado, racional ou irracional, mas terrorista em qualquer caso. Um Estado que se identifica com a máquina, isto é, com o conjunto dos mecanismos da conquista e repressão.A conquista dirigida para o interior do país chama‑se propaganda ou repressão.Dirigida para o exterior cria o exército, porque para adorar por tempos e tempos um teorema, a fé não chega; há ainda que mobilizar a polícia.E enquanto houver inimigos, reinará o terror, e haverá sempre inimigos enquanto o dinamismo existir e para que ele exista. Ver Albert Camus, O Homem Revoltado.

© José Adelino Maltez

 

Última revisão:12-04-2009

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