José Adelino Maltez, Tópicos Jurídicos e Políticos, estruturados em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008, revistos no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009

 

Virtude

 

 

Virtude vem do lat. virtute. De vir, o homem. Segundo os dicionários, uma disposição constante, habitual ou firme da alma que levam o homem a praticar o bem ou a evitar o mal, equivalendo a uma força moral. Para Ferrater Mora, força, poder, poder de uma coisa, eficácia.

 

Há virtudes morais, como a prudência, a justiça, a fortaleza e a temperança, bem como as chamadas três virtudes teologias da fé, da esperança e da caridade. Paradoxalmente, virtude tem a mesma raiz etimológica que força e ambas queriam traduzir as qualidades típicas do homem (vir).

 

Segundo Montesquieu, consiste na probidade, na preferência contínua pelo interesse público sobre o interesse próprio, no amor pelas leis, pela pátria, pela igualdade e pela frugalidade. Na virtude, estaria o princípio do governo republicano. A este respeito, salienta que não é necessária muita probidade para que um governo monárquico ou um governo despótico se mantenham ou sustentem. Num, a força das leis, no outro, o braço sempre levantado do príncipe, regulam ou contêm tudo. Mas num Estado popular é necessário um grau mais elevado que é a virtude entendida como uma renúncia a si mesmo, que é sempre uma coisa muito dolorosa.

 

 

© José Adelino Maltez

 

Última revisão:12-04-2009

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