© José Adelino Maltez, Tópicos Político-Jurídicos, revisão feita em Dili, finais de 2008, e concluída no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009
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Amaral, Diogo Freitas do (n. 1941)
Diogo Pinto Freitas do Amaral. Professor
universitário e político português. Licenciado em direito em 1963.
Doutorado em 1967. Professor associado em 1979. Agregação em 1983.
Catedrático em 1984. Fundador e presidente do CDS, chega a presidente da
UEDC. Director da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa.
Fundador do CDS em 1974, quando era membro do Conselho de Estado. Apoia
governo presidido por Mário Soares no primeiro semestre de 1978.
Fundador da Aliança Democrática em 1979, ministro dos estrangeiros em
1980, no governo presidido por Sá Carneiro. Vice-primeiro ministro e
ministro da defesa no III e último governo da AD (de 4 de Setembro de
1981 a 19 de Dezembro de 1982), influenciando a revisão constitucional e
a nova lei de defesa nacional. Demite-se da presidência do CDS em 29 de
Dezembro desse ano. Candidata-se a presidente da república, sendo
derrotado por Mário Soares em 16 de Fevereiro de 1986. Regressa à
presidência do CDS em 31 de Janeiro de 1988, mas perde as eleições de
1991 e volta abandonar a liderança. Com a direcção de Manuel Monteiro,
demite-se até de militante do partido, em Novembro de 1992. Como
representante de Portugal, exerce as funções de presidente da Assembleia
Geral da ONU. Depois disso, dedica-se ao lançamento da Faculdade de
Direito da Universidade Nova de Lisboa. Volta à política activa como
ministro dos negócios estrangeiros do PS de Sócrates e com várias
intervenções em comícios do Bloco de Esquerda. Contudo, invocando
motivos de doença, reita-se um ano depois do regresso à
ministerialidade, abandona o ensino e deica-se à parecerística.
·Ciência Política Apontamentos policopiados. Lisboa, Universidade Católica Portuguesa, 1983.
·«Estado» In Polis, Enciclopédia Verbo da Sociedade e do Estado, vol. 2, pp. 1126-1177, Lisboa, Editorial Verbo, 1984.
·Ciência Política 3 vols., Lisboa, , FDUL, 1990-1991 [reed. vol. I, 1994], de que se destaca: Volume II - A Idade Moderna (Renascimento, Maquiavel, Erasmo, Thomas Morus, Lutero, Jaime I, Francisco Suárez, Jean Bodin, Thomas Hobbes). O Iluminismo (Locke, Montesquieu, Voltaire, Quesnay, Rousseau). A Idade Contemporânea (Revolução Americana, Thomas Paine, John Adams, Federalistas, Revolução Francesa, Liberais e Jacobinos, Robespierre, Saint-Just, Napoleão, Constitucionalismo liberal, Benjamin Constant, Tocqueville, Liberalismo católico e primeira Democracia-Cristã, Liberalismo económico); Volume III - As ideias socialistas (o Socialismo utópico, Saint-Simon e Sismondi, Fourier e Owen, Proudhon e Bakunine, Marx e Engels, Kautsky, Guesde, Plekhanov, Bernstein, Jaurès, Sorel), a Democracia-Cristã, o Marxismo-Leninismo, o Fascismo e o Nazismo.
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© José Adelino Maltez |

Última revisão:06-05-2009
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