José Adelino Maltez, Tópicos Jurídicos e Políticos, estruturados em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008, revistos no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009
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Anarquia
Above all we should not forget that government is an evil, a usurpation upon the private judgement and individual conscience of mankind.
O Homem foi feito para ser proprietário de todas as coisas e não pode ser possuído por ninguém Por mais que me esforce, não posso compreender que nenhum dos homens que o rodeiam lhe tenha dito que as decisões que estão a ser tomadas, lembram os tempos obscuros da Idade Média e das cruzadas. Se tais métodos são agora tolerados, não nos será difícil pensar que um dia, não muito distante, será usada a tortura como na Idade Média
O governo não passa de um grupo de homens que trata de violentar os restantes homens
O Estado Moderno tende no sentido , não da integração do poder económico no próprio Estado, mas no sentido duma cada vez maior descentralização do poder político, até à sua dissolução, em face duma mais perfeita coordenação das diversas actividades económicas, que garanta uma mais completa subordinação dos homens ao direito
Quando a Política nega o Direito, levanta-se o espectro da Tirania. Quando o Direito nega a Política, o espectro que se levanta é o da Anarquia... Lima, Alceu Amoroso ou Tristão d'Athayde
O anarquismo, embora não sendo talvez a filosofia política mais atraente é, sem dúvida, excelente remédio para a epistemologia e para a filosofia da ciência Feyerabend Paul K. If anarchy is identified with chaos, destruction and death, then the distinction between anarchy and government does not tell us much
Anarquia vem do fr. anarchie e este do grego anarchia. A palavra foi introduzida através das traduções latinas de Aristóteles. Em sentido etimológico era o mesmo que ausência de chefe. Do grego an (privação de), mais arche (poder, ordem).
Se a primeira teoria anarquista terá sido elaborada pela contestação hiper-individualista de Godwin ao Ancien Régime, em 1793, defendendo-se uma sociedade sem Estado, foi Proudhon, em 1840, quem primeiro se qualificou como anarquista, gerando-se, a partir de então um movimento social e político revolucionário que, durante a vigência da I Internacional, entre 1864 e 1872, rivalizou com o marxismo. Contudo, para Proudhon, tratava-se de uma anarquia positiva, assente no renascimento da vida local, destruída pelo jacobinismo.
O movimento foi particularmente assumido por autores russos. A ala de Bukunine defendia a utilização da violência para a destruição do capitalismo e do Estado. A de Kropotkine assumia uma via não violenta, assente na cooperação voluntária. Mas a primária e permanecente forma anarquista é a do anarquismo filosófico, depois assumida pelo anarquismo cristão do escritor russo Lev Tolstoi, invocando o pacifismo da lei do amor do Sermão da Montanha, contra o estadualismo, entendido como a violência organizada, semente donde brota o anarco-pacifismo de Gandhi, visando o estabelecimento de uma revolução não-violenta. Anarquia como despotismo de Todos Montesquieu Esprit des lois Anarquia naturalista de Rousseau Anarquia positiva Proudhon Anarquia. Direito negando a política Lima, Alceu Amoroso Anarquismo epistemológico. Feyeranbend, Paul K Anarquismo religioso Dostoievski Anarquismo Stammler Anarquismo Stirner, Max Anarquismo teocrático Buber, Martin © José Adelino Maltez |

Última revisão:06-05-2009
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