© José Adelino Maltez, Tópicos Político-Jurídicos, revisão feita em Dili, finais de 2008, e concluída no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009
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Chefatura (chefferie)
Se nas sociedades com Estado a palavra é o direito do poder, nas sociedades sem Estado, pelo contrário, a palavra é o dever do poder. Ou, por outras palavras, as sociedades índias não reconhecem ao chefe o direito à palavra porque ele é o chefe: exigem do homem destinado a ser chefe que ele prove o seu domínio sobre as palavras. Falar é, para o chefe, uma obrigação imperativa, a tribo quer ouvi‑lo: um chefe silencioso já não é chefe.
Competência técnica sem poder, um espaço onde não existe poder (l'éspace de la chefferie n’est pas un lieu de pouvoir. Há um chefe sem poder, porque as sociedades primitivas são igualitárias e não estão marcadas pela dissemetria. O chefe apenas tem prestígio, pelos dons oratórios, pelo carismo, pela sua capacidade técnica, nomeadamente a militar. Só acontece isso quando surge a grande revolução do Estado, no neolítico. A partir de então, há uma divisão entre dominantes e dominados. Surgem, a partir de então, as noções de autoridade e de coerção.
Chefe político Na Grécia, o chefe político recebia o nome de archein, palavra que tanto queria dizer comandar como começar.
Chefe Segundo Xenofonte Chefes são aqueles que sabem comandar… é chefe, qualquer que seja a sua situação de direito, aquele que é superior… está ao serviço dos que são comandados por ele, visto que estes o escolheram, em razão das suas qualidades, para defender os seus interesses.
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© José Adelino Maltez |

Última revisão:06-05-2009
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