© José Adelino Maltez, Tópicos Político-Jurídicos, revisão feita em Dili, finais de 2008, e concluída no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009
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Civitas
A civitas era entendida, segundo os ensinamentos do Professor Sebastião Cruz, como um agrupamento de homens livres, estabelecidos num pequeno território, todos dispostos a defendê-lo contra qualquer ingerência estranha e sobretudo onde todos detêm uma parcela de poder, bem diversa daqueles modelos políticos territorialistas, onde um só homem exerce o poder duma forma absoluta e exclusiva. Aliás, o modelo de civitas apenas teria surgido quando as tribus por comum acordo ou por necessidade de se unirem para se defenderem, se coligam e escolhem um chefe (rex). Ora, a primeira coisa a fazer, ao constituir-se uma civitas era acender o fogo sagrado, que representava a pátria comum e sobretudo, à semelhança do que sucedeu com os outros órgãos políticos (família, gens, curia e tribus), levantar altares às divindades da comunidade. Por isso, a primeira e grande missão do rex é a de sumo sacerdote. |
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© José Adelino Maltez |

Última revisão:06-05-2009
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