© José Adelino Maltez, Tópicos Político-Jurídicos, revisão feita em Dili, finais de 2008, e concluída no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009
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Conspiração Conluio de dois ou mais indivíduos contra as autoridades políticas estabelecidas.
Conspiração, Teoria da A ideia de que muitos importantes acontecimentos politicos econonómicos e sociais resultam de conspirações e maquinações desconhecidas do grande público. Considera-se que as autoridades políticas actuam em segredo e desconfia-se sempre das versões oficiais. Quando se dá um magnícidio, a teoria floresce. Em Portugal, ainda hoje não se conhecem os exactos meandros do regicídio de D. Carlos I, em 1908, do assassinato de Sidónio Pais, em 1918 ou da Noite Sangrenta de 1922, quando mataram o chefe do governo António Granjo, bem como o fundador da República Machado Santos. Se para uns tais acontecimentos resultaram das actividades da maçonaria, já para outros, na base do processo estiveram congregações religiosas. Da mesma forma continuam msiteriosas as motivações do assassinato de Humbero Delgado em 1965 ou a morte de Francisco Sá Carneiro e de Adelino Amaro da Costa em 1980, onde a versão do acidente tem sido confrontada com a do atentado. Nos crimes de 1908, 1918, 1922 e 1965 se foi possível detectar o autor material, jamais foi detectado o autor moral e nem sequer está excluída a hipótese dos executantes terem actuado em regime de autogestão, não cumprindo ordens das entidades superiores que os acicataram ou aramaram. Daí que, entre nós, seja inevitável a suspeição face aos posteriores investigadores estaduais de tais eventos. |
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© José Adelino Maltez |

Última revisão:06-05-2009
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