© José Adelino Maltez, Tópicos Político-Jurídicos, revisão feita em Dili, finais de 2008, e concluída no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009

 

Der Einzige und sein Eigenstuhm, 1844

 

 

Max Stirner assume-se como um anarquista libertário, marcado por um individualismo radical que, ao contrário do anarquismo de Proudhon, rejeita o Estado. Considera o homem como o único (Einzige) que não pode ser propriedade de ninguém, nomeadamente do Estado, mesmo que seja liberal. Critica frontalmente este modelo de política que conduz à escravidão do eu. Considera que o Homem feito para ser proprietário de todas as coisas não pode ser possuído por ninguém. propondo que a sociedade seja fundada no egoísmo, no culto de um eu  soberano, propondo a constituição de uma associação de egoístas, todos eles soberanos.

 

Refere que a Revolução Francesa substituiu a monarquia limitada por corpos intermediários por uma monarquia absoluta que sujeita directamente o indivíduo à lei. Em nome dos interesses da nação triunfaram apenas os interesses da burguesia, surgindo um Estado entendido como totalidade, detentor de um poder que se pretende justificado.

 

Propõe que se faça guerra a qualquer espécie de Estado, salientando que a liberdade reclamada pelo liberalismo não passa da máscara de uma nova dominação. Distanciando-se de Hegel e dos neo-hegelianos como Feuerbach e Bauer, considera que a ideia, a consciência ou a espécie não passam de alienaçãoes oriundas da teologia tradicional.

 

Observa que a burguesia elevou o dinheiro à categoria de Deus, desenvolvendo o lucro em vez do uso . e que a concorrência, em vez de melhorar as coisa, apenas as pretende tornar mais lucrativas (cfr. trad. fr. L’Unique et sa Proprieté, Lausanne, Éditions l’Âge de l'Homme, 1988).

 

© José Adelino Maltez

 

Última revisão:06-05-2009

 

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