© José Adelino Maltez, Tópicos Político-Jurídicos, revisão feita em Dili, finais de 2008, e concluída no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009
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Essência
As essências não se inventam nem se deduzem: vêem‑se e contemplam‑se
Essência, ou Eidos começou por ser a ideia de Platão, equivalente à forma de Aristóteles. Para Edmund Husserl, a essência ou eidos seria aquilo que no meio da variabilidade se apresenta como invariável ou necessariamente comum. Não se inventam nem se deduzem:veem‑se e contemplam‑se.São dados, coisas que se podem descrever através da fenomenologia,entendida como simples ciência descritiva dessas mesmas essências. As essências das coisas são anteriores à experiência, sendo imanentes aos objectos, isto é, cada objecto possui uma ideia, um valor ou um conceito que a nossa consciência apreende.
Por exemplo, para a fenomenologia o dever-ser constitui no pensamento do direito um seu objecto intencional,sendo assim que ele se nos apresenta imediatamente à consciência. Considerava,assim, que as ciências eidéticas teriam que intus legere, teriam que procurar uma visão das coisas, ao contrário das ciências empíricas , que teriam de conhecer, que estabelecer relações causais entre os fenómenos |
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© José Adelino Maltez |

Última revisão:06-05-2009
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