© José Adelino Maltez, Tópicos Político-Jurídicos, revisão feita em Dili, finais de 2008, e concluída no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009
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Die Krisis der europäischen Wissenschaften, 1935
Edmund Husserl, numa obra póstuma, apenas publicada em 1954, critica o modelo positivista dominante, baseado da regra da evidência, considerada um preconceito e um engodo. A ciência positivista considera que apenas é possível uma ciência dos factos puros e simples, baseando-se na matematização da natureza, oriunda de Galileu, onde a natureza é idealizada sob a inspiração da nova matemática. Surge também uma naturalização do espírito, mas não é pelo facto de reflectir-se que se define a relação entre o objecto e o pensamento, mas pelo sentido do objecto e da sua existência. O positivismo gera dois erros complementares e simetricamente inversos: o objectivismo fisicista, ou materialismo mecanicista, e o subjectivismo transcendental, de Kant.
Porque a exclusividade com que, na segunda metade do século XIX, a visão de conjunto do mundo do homem moderno se deixou determinar pelas ciências positivas e com que se deixou deslumbrar pela “prosperity” que daí derivava significou o afastamento dos problemas decisivos para uma autêntica humanidade. As meras ciências de factos criam homens de facto.
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© José Adelino Maltez |

Última revisão:12-04-2009
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