© José Adelino Maltez, Tópicos Político-Jurídicos, revisão feita em Dili, finais de 2008, e concluída no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009

 
Leca, Jean

· «La Science Politique dans le Champs Intellectuel Français»~In Revue Française de Science Politique, vol. 32, Paris, Presses de la Fondation Nationale des Sciences Politiques/CERI, 1982.

· «À Propos de l’État. La Leçon des États Non-Occidentaux» In Études Dediés à Madeleine Grawitz, Paris, Éditions Dalloz, 1982.

· Traité de Science Politique Com Madeleine Grawitz, eds.. 4 vols., vol. I - La Science Politique; vol. II - Les Régimes Politiques; vol. III - L’Action Politique; vol. IV - Les Politiques Publiques, Paris, Presses Universitaires de France, 1985.

· «La Théorie Politique» In Grawitz, Madeleine, Leca, Jean, Traité de Science Politique, vol. I, pp. 47 segs., Paris, Presses Universitaires de France, 1985.

· Les Démocraties sont-elles Gouvernables? Paris, Éditions Oeconomica, 1985. Com Roberto Papini.

· Sur l’Individualisme. Théories et Méthodes Paris, Presses de FNSP, 1986. Com Pierre Birnbaum.

· Une Conceptualisation Politique de l’Europe du Traité de Maastricht Barcelona, Institut de Cièncis Politiques i Socials, 1993.

Para Jean Leca e Bruno Jobert,"à força de enfiar o poder na sociedade e de o meter em todo o lado,acaba-se por já não distinguir uma rixa de uma guerra,a prisão de dois bandidos e a organização de um sistema concentracionário,o funcionamento de um serviço hospitalar e o internamento de opositores políticos. Jean Leca salienta que a política é " a actividade pela qual um grupo pretende impôr pela força ou propôr pela influência numa competição,um conjunto de soluções aos problemas de uma sociedade"."o paradoxo dos anos setenta não é certamente o do não compromisso do Estado; mas, pelo contrário, o facto da sua intervenção ter aumentado, ao mesmo que a sua acção ser cada vez menos compreensiva e o seu poder de arbitragem se reduzir.Em certo sentido o 'governo limitado', este sonho da direita americana e dos economistas neo-liberais, é já uma realidade, não quanto ao volume das suas intervenções mas quanto à sua qualidade.talvez seja mais exacto falar dentro de cada Estado numa pluralidade de 'governos' cada vez mais intervencionistas e de uma 'governação' cada vez menos eficaz" Daí que seja de defender que "um bom sistema de política pública não seja o que satisfaz um máximo de pessoas num determinado momento, mas sim o que ensine os cidadãos a corrigir os respectivos erros, permitindo um fluxo de informações contraditórias, admitindo a expressão de opiniões conflituais, a avaliação das operações anteriores , fornecendo, assim, ocasiões para se mudar de opinião ou para se modificarem preferências". Jean Leca que repudia o cálculo utilitarista, que mede a eficácia pelo custo-benefício, adopta os conceitos de Aaron Wildavsky, par quem as políticas públicas são "processos de aprendizagem da cidadania". O neo-liberalismo nosso contemporâneo vai procurar retomar o individualismo clássico,trabalhando para "a promoção de uma cidadania privatizada segundo a qual cada um servirá o bem comum enquanto prossegue o seu interesse próprio no seio de um Estado Mercado,regido por leis abstractas", como assinala Jean Leca.

© José Adelino Maltez

 

Última revisão:12-04-2009

 

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