© José Adelino Maltez, Tópicos Político-Jurídicos, revisão feita em Dili, finais de 2008, e concluída no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009
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Questão Coimbrã, 1865
wPolémica político-literária que opôs António Feliciano de Castilho e Manuel Pinheiro Chagas a Antero de Quental e Teófilo Braga*. Castilho desencadeou o processo num prefácio ao livro Poema da Mocidade de Chagas. wCoimbra está sendo um ninho de águias. Ali fazem-se religiões novas, os apóstolos recebem o espírito-santo no O da ponte, falam de tudo e em todos os idiomas, sem eles mesmos saberem como infusamente lhes cai a ciência por eles dentro!... Cada rapaz que leu o Vico, bem ou mal percebido, atira um pontapé ao globo, e diz: faça-se luz nova! Alguns no pontapé quebram a ferradura, e os cavalos saltam à cara dos cidadãos pacíficos que vão à sua via (Camilo Castelo Branco). wAntero de Quental, com 25 anos, dirige, em 2 de Novembro, a António Feliciano de Castilho, com 60, o opúsculo Bom-Senso e Bom-Gosto. wComo, mais tarde, vai reconhecer o próprio Antero: abrira-se uma nova é para o pensamento português. O velho Portugal, ainda conservado artificialmente por uma literatura de convenção, morrera definitivamente... Se a uma ordem social se seguiu uma espécie de anarquia, é isso ainda assim preferível, porque uma contém gérmens de vida, e da outra nada havia a esperar.
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© José Adelino Maltez |

Última revisão:12-04-2009
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