© José Adelino Maltez, Tópicos Político-Jurídicos, revisão feita em Dili, finais de 2008, e concluída no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009

 

Sociedade de massa

 

Vários autores analisaram o fenómeno contemporâneo da sociedade de resultante da industrialização, da burocratização estatizante e centralista, bem como da urbanização. Sociedade que destruiu oa anteriores vínculos de coesão da sociedade tradicional, onde dominava o face to face, bem como os vínculos comunitários da família, da vizinhança, ou os laços de classe, etnia ou religião. Com o advento da sociedade de massa, as relações sociais tornaram-se assim impessoais, chegando o reino da quantidade e desaparecendo a própria moralidade. As massas passaram a ser dominadas pela emoção e epela moda, sendo, pois, susceptíveis de manipulação. O estatismo, aliado ao individualismo, ao eliminar os corpos intermediários que relacionavam a pessoa com o centro do poder político, desprotegeu-a e o consequente crescimento do poder estadual eliminou progressivamente o pluralismo político, principalmente as autoridades tradicionais, como o eram a família, a igreja institucional, a comunidade local, a corporação e  o sindicato.

 

© José Adelino Maltez

Última revisão:12-04-2009

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