© José Adelino Maltez, Tópicos Político-Jurídicos, revisão feita em Dili, finais de 2008, e concluída no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009

 

Temor e Tremor, 1843

 

 

wObra de Soren Aabye Kierkegaard (1813-1855). filósofo dinamarquês, inspirador do existencialismo. Licenciado e doutorado em Teologia (1840 e 1841). Aluno de Schelling em Berlim em 1842. Atacando o cristianismo burgês, considera que a essência do cristianismo é uma vida infeliz e de sofrimento, marcado pelo temor e pelo tremor. No temor o homem tem medo de perder o que possui; no tremor, na angústia, tem medo de perder-se a si mesmo.

wContra o hegelianismo, que defende o intelectual, o universal e o necessário, insiste na vontade, no singular e na liberdade, valorizando o singular.

 

wConsidera a liberdade não nasce da certeza, mas da incerteza. Neste sentido, assinala a via do paradoxo, ou do absurdo, onde se manifesta uma oposição de termos irreconcliáveis. Também defende a necessidade de um desespero autêntico, o do finito que permite elevar o homem até à eternidade.

 

wA fé é um dos exemplos do paradoxo, exigindo adesão sem compreensão.  Com Cristo, Deus e Homem ao mesmo tempo.

wObserva que a política, o Estado e a Sociedade são causas de alienação e obstáculos à autenticidade da existência. Entre outras obras, O Conceito de Angústia, 1844; O Desespero Humano, 1849; A Escola do Cristianismo, 1850.

 

 

© José Adelino Maltez

 

Última revisão:12-04-2009

 

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