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Angola
(República de Angola)
Angola
Superf. 1 247 milliers de km2 Pop. 12 millions PNB 3,3 mds de dollars (1999) PNB/hab. 270 dollars (1999) Croiss. 2,7 % (1998-1999) Serv. dette 21,1 % des exportations Mort. inf. 127 pour mille naissances Esp. vie 47 ans IDH 146e rang mondial sur 162 pays Budg. déf. 542 millions de dollars (2000) Armée 130 500 actifs
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Agostinho Neto |
11-11-1975 |
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11-11-1975 |
Lopo do Nascimento |
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José Eduardo dos Santos |
10-09-1979 |
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19-07-1991 |
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2-12-1992 |
Marcolino Moco |
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3-06-1996 |
Fernando José de Franca Dias van Dúnem (2ª vez) |
Antiga colónia portuguesa, com uma área total de 1 124 670 km2, abrange uma população de 11,1 milhões, compreendendo três etnias principais: ovimbundu (37%), bakongo (13%) e Mbundu (25%).
A chegada dos portugueses, em 1483, a que se seguiu a criação de entrepostos comerciais, que foram utilizados para o comércio de escravos até 1836, suscitou uma resistência armada por parte dos locais, que durou até à década de 1930, com episódios violentos em 1922 e 1935.
A transformação da colónia de Angola em província ultramarina, em 1952, não impediu a formação, logo em 1956, do primeiro movimento político independentista, o MPLA (Movimento Popular para a Libertação de Angola), de orientação marxista-leninista, fundado por Agostinho Neto e Amílcar Cabral e apoiado maioritariamente pela etnia mbundu, a que se segue a criação, em 1962, da FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola), por Holden Roberto, e da UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), por Jonas Malheiro Savimbi, nascida em 1966 de uma cisão na FNLA e apoiada pelo grupo ovimbundu. A luta, iniciada a partir de 1961, só termina após a mudança de regime ocorrida em Portugal com a revolução do 25 de Abril de 1974, e que possibilita a assinatura, em 15 de Janeiro de 1975, dos Acordos de Alvor, onde se reconhece a independência de Angola e se transfere o poder para os três movimentos de libertação, que, enquanto únicos representantes legítimos do povo angolano, deveriam integrar um Governo de transição, que se constituíu em 1 de Janeiro de 1975. Após a concessão da independência, a 11 de Novembro de 1975, as primeiras eleições dão a vitória ao MPLA, mas, em Março de 1976, o partido governamental afasta os outros dois movimentos, facto que se torna o ponto de partida para a guerra civil. FNLA e UNITA formam então uma frente comum contra o MPLA, a primeira auxiliada pelo Zaire e pela China e a segunda pelos EUA e pela África do Sul, enquanto o MPLA se apoiava em Cuba e na URSS. A rendição da FNLA, em 1984, deixou a UNITA isolada no combate, até que, a partir de 1988, surgem algumas iniciativas de paz, destacando-se a Conferência de Gbadolite, no Zaire, a 24 de Junho de 1989, mas que apenas dão frutos a 31 de Maio de 1991, com a assinatura dos Acordos de Paz para Angola, conhecidos por Acordos de Bicesse. Segue-se a realização de eleições gerais, em Setembro de 1992, com a presença de uma missão de observação da ONU, vencidas pelo MPLA e por José Eduardo dos Santos, que havia substituído Agostinho Neto na presidência em 1979, após a sua morte. A recusa da UNITA em aceitar os resultados conduz ao recomeço das hostilidades, a que a assinatura do Protocolo de Paz de Lusaca (Zâmbia), em Novembro de 1994, pôs fim. Mais uma vez, a violação do protocolo conduz à conclusão de novos acordos de paz, a 6 de Janeiro de 1997, sob a égide da ONU, que desembocam, em 11 de Abril de 1997, na formação de um Governo de Unidade e Reconciliação Nacional, com representantes dos dois partidos, mas com a ausência de Savimbi, tendo a guerra recomeçado pouco depois.
© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: