Congo (Brazzaville)

República do Congo

La République du Congo

 

341 500 km2. 2,6 milhões de habitantes, dos quais 54% são católicos e 25% protestantes. Principais etnias: bakongo (48%), sangha (20%), teke (17%) e mbochi (12%).

O território foi explorado inicialmente por portugueses traficantes de escravos e depois pelo conde Pierre Savorgnan de Brazza a partir de meados do século XIX, abrindo caminho a que, em 1886, se tornasse uma colónia francesa. Em 1910 integra a África Equatorial Francesa, sob o nome de Congo Médio, juntamente com o Gabão, o Chade e Oubangui-Chari (actualmente República Centro-Africana). Em 1958, a autonomia, no seio da Comunidade Francesa, antecede a independência, em 15 de Agosto de 1960, sendo o seu primeiro Presidente o padre Fulbert Youlou. Três anos depois, é forçado a demitir-se, na sequência de distúrbios, sucedendo-lhe Alphonse Massemba-Débat, que institui um "socialismo científico", de partido único, o Movimento Nacional Revolucionário (MNR). Em 1968, um golpe de Estado substitui a assembleia nacional pelo Conselho Nacional da Revolução, chefiado por Marien Ngouabi, que mantém o regime comunista e transforma, em 1970, o MNR no Partido Congolês do Trabalho. Em 1977, Ngoumbi é assassinado, na sequência de um golpe de Estado, e Joachim Yhompi-Opango é nomeado Chefe de Estado, mas, em 1979, entrega o poder ao coronel Denis Sassou-Nguesso, que, entre Janeiro e Junho de 1991, viu os seus poderes reduzidos, situação que abre caminho à instituição da democracia. As eleições gerais de Março de 1992 dão a vitória Pascal Lissouba e ao seu partido, a União Pan-Africana para a Democracia Social (UPADS). As eleições legislativas realizadas um ano depois, em Janeiro de 1993, motivadas pela rejeição de um voto de confiança ao Governo, são marcadas pela contestação à vitória da UPADS e a instabilidade culmina na guerra civil, que rebenta em 1997, opondo Lissouba a Denis Sassou-Nguesso, o qual, apoiado por Angola (que acusava o Presidente Lissouba de apoiar a UNITA), acaba por conquistar o poder.

 

© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: