Dominica

 

750 km2 e 71 mil habitantes, cuja maioria descende dos escravos africanos trazidos para as plantações nos séculos XVII e XVIII. Existem, ainda, minorias de europeus e sírios, bem como uma pequena percentagem de índios Carib.

Embora Cristovão Colombo tenha sido o primeiro europeu a desembarcar na ilha, em 1493, a sua posição estratégica rapidamente suscitou a cobiça de franceses e britânicos, que alternaram entre si a sua posse, até 1783, ano em que passa definitivamente para o controlo dos últimos. Dependeu administrativamente de Barbados até 1771 e, a partir de 1871, integra a Federação das Ilhas Leeward, a partir de 1940, a Federação das Ilhas Windward, e, em 1958, a Federação das Índias Ocidentais. O sufrágio universal, introduzido em 1951, antecede a obtenção do auto-governo, em 1967, mantendo-se a Grã-Bretanha responsável pela defesa e pelas relações externas, e da independência, em 3 de Novembro de 1978, tornando-se numa república no seio da Commonwealth.

A vida política (desde sempre caracterizada pelo predomínio dos médicos e dos advogados no meio) é então dominada pelo Partido Trabalhista da Dominica (DLP), cujo líder, Patrick John, estará por detrás de duas tentativas falhadas de golpe de Estado, em 1981, após ter perdido as eleições no ano anterior para o Partido da Liberdade da Dominica. Durante os seus quinze anos de Governo, a Primeira Ministra Eugenia Charles adoptará um programa económico liberal e, no plano externo, uma política de aproximação com a França e os EUA, que auxiliam aquando da invasão de Granada, e, também, a tentativa de reanimar a Federação das Ilhas Windward, juntamente com Santa Lucia, São Vicente e Grenadinas e Granada. Em 1995, as eleições legislativas resultam na vitória do Partido dos Trabalhadores Unidos da Dominica, liderado por Edison James.

© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: