França

Na viragem do milénio a França (République Française), com as suas dependências da Polinésia Francesa, Mayotte, Nova Caledónia, Saint-Pierre and Miquelon, Wallis and Futuna, vivia em regime de coabitação, com um Presidente da República da direita, Jacques Chirac, eleito em 1995, e um chefe do governo socialista,  Lionel Jospin, desde 1997.

Superf. 552 milliers de km2  Pop. 59 millions  PNB 1 453,20 mds de  ollars (1999) PNB/hab. 24 170 dollars (1999) Croiss. 2,9 % (1998-1999) Budg. éduc. 6 % du PNB Mort. inf. 5 pour mille naissances Esp. vie 79 ans IDH 13e rang mondial sur 162 pays Budg. déf. 25 300 millions de dollars (2001) Armée 273 740 actifs et 419 000 réservistes

A actual République Française tem 550 000 km2 e 56 595 000 habitantes. Constitui um dos principais paradigmas de organização do político do nosso tempo, continuando a ser uma das principais potências culturais do mundo. Originária num reino medieval, foi mudando de corpo e de feição até chegar ao hexágono uniformizado, provocado por Luís XIV, pela Revolução Francesa e pelo bonapartismo, principalmente através do aparelho militar e da escola única; de um aparelho militar em regime de conscrição nacional e de serviço militar obrigatório e de uma escola única oficial, obrigatória, de livro único.

A França, com efeito, construiu com o absolutismo um Estado centralizado dotado de geométricas fronteiras a que a Revolução francesa deu nação. Transformou-se no paradigma da modernidade estadual e na nation par excelence. Foram as longas batalhas que deram origem à centralização. Um exército real, o monopólio do centro no domínio fiscal. Assim se deu unidade à relação norte/ sul. A França militar é sobretudo o confronto com os vizinhos. A guerra com a Inglaterra, a Guerra dos Cem Anos (1346-1453); a guerra com os Habsburgos, principalmente a guerra dos Trinta Anos (1618-1648)A vitória de Valmy em 1792.As campanhas napoleónicasOs sucesivos confrontos com alemães. As derrotas de 1871, de Verdun (270 000 mortos), Junho de 1940.

A França nas vésperas de 1789 ainda é, segundo a célebre expressão de Mirabeau une agrégation inconstituée de peuples désunis. De facto o absolutismo do ancien régime se havia criado uma monarquia centralizada, não estabelecera ainda uma monarquia unitária e muito menos vestindo um modelo de administração uniformizado e unidimensionalizado. O território estava dividido de forma complexa.No plano administrativo existiam cerca de quarenta  gouvernements, cada qual com o seu gouverneur, ao lado de 36 generalités cada uma com o seu intendant. No plano fiscal havia também vários tipos de territórios, desde os pays d'État, onde a repartição do imposto cabia aos deputados locais, enquanto nos pays d'élection tal repartição era levada a cabo pelos agentes do rei. Da mesma forma no plano jurídico, dado que se no sul dominava o chamada droit écrit, já no norte se vivia o pluralismo do droit coutumier.O rei de França também não mandava sob o mesmo título para todos os súbditos, dado que na Provença, por exemplo, se assumia como conde da Provença, enquanto as gentes do Dauphiné se orgulhavam em dizer que o respectivo estatuto era dans le royaume et non pas du royaume.SYMBOL 183 \f "Symbol"A França da restauração.SYMBOL 183 \f "Symbol"A França da Revolução de Julho  de 1830SYMBOL 183 \f "Symbol"Com Charles de Gaulle surge une certaine idée de la France

Aquilo que no final da II Guerra Mundial ainda era um vasto Império Colonial

Entretanto, em 2002, realizaram-se eleições presidenciais e legislativas, com a reeleição de Jacques Chirac e a nomeação de um novo chefe do governo, Jean-Pierre Raffarin.

 Em termos político-partidários, há uma divisão tradicional entre a direita e a esquerda. Atendendo aos resultados eleitorais da primeira volta das presidenciais e das legislativas, de 9 e 16-06-2002, são os seguintes os principais partidos franceses.

Na extrema-direita, a Front National (11.3%, nas legislativas) e com  Jean-Marie le Pen a obeter 16.9% na primeira volta das presidenciais.

O neo-gaullista Rassemblement pour la République, que na primeira volta das presidenciais deu a Jacques Chirac 19.9%.

O liberal e centrista Démocratie Libérale, que deu o primeiro-ministro Raffarin.

A Union pour la Dèmocratie Française, com 4.8% nas legislativas, mas com François Bayrou a ter 6.8% nas presidenciais.

O Parti Socialiste, com 24,1% nas legislativas, mas com Lionel Jospin a ter 16.2% nas presidenciais.

Os Verts, com 4.5% nas legislativas e com Noël Mamère

O Parti Communiste Français, com 4.8% nas legislativas e a dar apenas nas presidenciais 3,4% a  Robert Hue

O Parti Radical de Gauche, com 1.5% nas legislativas.

A Ligue Communiste Révolutionnaire, com Olivier Besancenot nas presidenciais a ter 4.2.

A Lutte Ouvrière, com Arlette Laguiller a ter 5.7% nas presidenciais.

O Pôle Républicain a dar 5,3% a Jean-Pierre Chevènement nas presidenciais.

 

Partido

21-04-2002 e 05-05-2002

1ª volta nº votos

1ª %

RPR             

Jacques Chirac

2ª volta  25,537,956  (82.2)

5,665,855 

19.9

FN         

Jean-Marie Le Pen    

2ª volta 5,525,032  (17.8)           

4,804,713

16.9

PS

Lionel Jospin                      

4,610,113

16.2

UDF             

François Bayrou             

1,949,170 

06.8

LO

Arlette Laguiller                    

1,630,045

05.7

DL 

Alain Madelin                            

1,113,484

03.9

Cap-21            

Corinne Lepage              

535,837 

01.9

PR  

Jean-Pierre Chevenement                 

1,518,528

05.3

PCF

Robert Hue                                

960,480 

03.4

Verts 

Noël Mamere                           

1,495,724 

05.2

CPNT 

Jean Saint-Josse                       

1,204,689 

04.2

LCR 

Olivier Besancenot                      

1,210,562 

04.2

MNR  

Bruno Megret                          

667,026 

02.3

PRG 

Christine Taubira                         

660,447 

02.3

PT   

Daniel Gluckstein                        

132,686 

00.5

 

Christine Boutin                               

339,112 

01.2

 

Total

28,498,471

 

 

 

Legislativas  9 e 16-06-2002

Nº votos 1ª

% 1ª

567

UMP - Union pour la Majorité Présidentielle

8,408,023 

33.3       

356

PS - Parti Socialiste

6,086,599 

24.1        

141

FN - Front National

2,862,960          

11.3

 

PCF - Parti Communiste Français

1,216,187 

04.8         

21

UDF - Union pour la Démocratie Française

1,226,462

04.8        

29

Verts - Les Verts

1,138,224 

04.5        

3

CPNT - Chasse Pêche Nature Traditions

422,448

01.7

 

PRG –Parti radicale de Gauche

388,891 

01.5        

7

LCR - Ligue Communiste Révolutionnaire

320,467 

01.3

 

LO - Lutte Ouvrière

301,984 

01.2        

 

PR - Pôle Républicain

299,897 

01.2        

 

MNR - Mouvement National Républicain

276,376 

01.1        

 

Outros

2,297,527

09.1

20

Total

25,246,045             

 

567

 

 

1.       Charles de Gaulle                 

3-06-1944

 

2.       Félix Gouin                       

26-01-1946

 

3.       Georges Bidault                   

24-06-1946

 

4.       Léon Blum                         

16-12-1946

 

5.       Paul Ramadier                     

22-01-1947

 

6.       Robert Schuman (1ª vez)         

24-11-1947

 

7.       André Marie                       

26-07-1948

 

8.       Robert Schuman (2ª vez)         

5-09-1948

 

9.       Henri Queuille (1ª vez)         

11-09-1948

 

10.   Georges Bidault                   

28-10-1949

 

11.   Henri Queuille (2ª vez)          

2-07-1950 

 

12.   René Pleven (1ª vez)            

12-07-1950

 

13.   Henri Queuille (3ª vez)         

10-03-1951

 

14.   René Pleven (2ª vez)            

11-08-1951

 

15.   Edgar Faure (1ª vez)            

20-01-1952

 

16.   Antoine Pinay                     

8-03-1952

 

17.   René Mayer                        

8-01-1953

 

18.   Joseph Laniel                     

27-06-1953

 

19.   Pierre Mendès-France              

18-06-1954

 

20.   Edgar Faure (2ª vez)            

23-02-1955

 

21.   Guy Mollet                        

31-01-1956

 

22.   Maurice Bourgès-Maunoury          

12-06-1957

 

23.   Félix Gaillard                    

6-11-1957

 

24.   Pierre Pflimlin                   

13-05-1958

 

 

 

1.       Charles de Gaulle                 

1-06-1958

 

2.       Michel Debré                      

8-01-1959

 

3.       Georges Pompidou                   

14-04-1962

 

4.       Maurice Couve de Murville         

10-07-1968

 

5.       Jacques Chaban-Delmas             

20-06-1969

 

6.       Pierre Messmer                    

5-07-1972

 

7.       Jacques Chirac (1ª vez)         

27-05-1974

 

8.       Raymond Barre                     

25-08-1976

 

9.       Pierre Mauroy                     

21-05-1981

 

10.   Laurent Fabius                    

17-07-1984

 

11.   Jacques Chirac (2ª vez)         

20-03-1986

 

12.   Michel Rocard                     

10-05-1988

 

13.   Edith Cresson

15-05-1991

 

14.   Pierre Bérégovoy                   

2-04-1992

 

15.   Édouard Balladur                  

29-03-1993

 

16.   Alain Juppé           

17-05-1995

 

17.   Lionel Jospin                     

3-06-1997

 

18.   Jean-Pierre Raffarin              

6-05-2002

 

 

 Em 1880, os marxistas revolucionário da herança jacobina Jules Guesde e Paul Lafarque, genro de Marx, fundam o POF, partido operário francês, estritamente marxista. Dois anos depois dá-se a dissidência dos possibilistas de Paul Brousse. Os blanquistas, dirigidos por Édouard Vaillant formaram em 1898 o Partido Socialista Revolucionário, fiel às tradições da Comuna de Paris de 1871. Surgem também os socialistas independentes de Jean Jaurès que pretendiam uma aliança entre o marxismo e as tradições republicanas. Em 1901 os blanquistas e os guesdistas fundam o Partido Socialista de França (cerca de cinquenta deputados nas eleições de 1903), enquanto em 1902, socialistas independentes e possibilistas formam o Partido Socialista Francês. Estes dois movimentos unificam-se em 1905 na SFIO (Section Française de l'International Ouvrière). Destaca-se como dirigente Jean Jaurès, adepto de uma aliança com os radicais. No ano seguinte Jaurés entra em ruptura com Clemenceau, criticando a política colonial e a eventual participação na guerra. Jaurès é assassinado em 31 de Julho de 1914, mas a maioria dos socialistas acaba por apoiar o esforço de guerra e alguns são mobilizados para o governo da União Sagrada. Em Dezembro de 1920, a maioria da SFIO constitui  a SFIC (Section Française de l'International Communiste) que tem como órgão L'Humanité. A minoria mantém o nome de SFIC e permanece na II Internacional, editando Le Populaire, dirigido por Jean Longuet, e contando com o apoio da CGT. Este último grupo, dominado por Léon Blum, com o apoio de Paul Faure, acaba por aliar-se aos radicais. Ganham as eleições de Maio de 1936 e constituem a Frente Popular, surgindo um governo presidido por Léon Blum, que subscreve os Acordos de Matignon, consagrando o direito às férias e a semana das 40 horas. Em 1940, 90 dos 126 deputados da SFIC apoiam Pétain. Alguns acabam por aderir à Revolução nacional, mas a maioria integra-se na Resistência.

Comunistas. Desde 1930 que é secretário geral dos comunistas, o antigo mineiro Maurice Thorez (1900-1964). promove uma aliança com os socialistas em 1934, apoiando o governo da Frente Popular, a partir de 1936, ao mesmo tempo que estende a mão aos católicos. Em 1945-1946 integra o chamado tripartisme

Partidos e movimentos fascistas. Em 1936 surge o partido Social Francês, dirigido pelo coronel de La Rocque, depois da ler ter dissolvido o anterior movimento da Croix-de-feu. Tem por divisa trabalho, família, pátria. Desaparece em 1940.

 

SFIO

 

 

Daniel Mayer        

1943-1946

 SFIO (f. 23-25 Apr 1905, Globe Congress);.

 

Guy Mollet          

1946-1969

 

PS

 

 

Alain Savary        

1969-1971

History 11-13 Jul 1969 (Issy-les-Moulineaux Congress): the new PS is founded and several socialist clubs; 11-13 Jun 1971 (Épinay-sur-Seine Congress): CIR, led by F. Mitterrand (+1996), merges with PS

François Mitterrand 

1971-1981

1974 and after: some members of PSU (see below) join

Lionel Jospin       

1981-1988        

 

Pierre Mauroy       

1988-1992        

 

Laurent Fabius      

1992-1993        

 

Michel Rocard       

1993-1994        

 

Henri Emmanuelli    

1994-1995        

 

Lionel Jospin       

1995-1997        

 

François Hollande   

 

 

 

 

RPF

 

 

Jacques Soustelle    

1947-1951

7 Apr 1947: C. de Gaulle founds RPF

Louis Terrenoire     

1951-1954

6 May 1953: de Gaulle announces the party's suspension of all parliamentary and electoral activities; subsequently, in 1954 the RPF caucus at the National Assembly reorganizes itself as URAS

Jacques Foccart      

1954-1955

13 Sep 1955: RPF is definitively disbanded

 

 

1 Oct 1958: several Gaullist leaders creates UNR as the merger of CNRS (formerly URAS), Union for the French Renewal (URF) and Republican Convention (CR

URAS

 

 

Jacques Chaban-Delmas

1954-1958

 

Edmond Michelet      

1958

 

UDT 

 

 

René Capitant        

1959-1962        

Dec 1962: UDT (f. 14 Apr 1959) joins the party, which adopts the name of UNR-UDT

UDR

 

27 Nov 1967: UNR-UDT changes its name to UDVe

Robert Poujade       

1968-1971        

Oct 1968: UDVe changes its name to Union for the Defense of the Republic (UDR);

René Tomasini        

1971-1972

1971: UDR is kept, but meaning now Union of Democrats for the Republic

Alain Peyrefitte     

1972-1973

 

Alexandre Sanguinetti

1973-1974

 

Jacques Chirac       

1974-1975        

 

André Bord           

1975-1976

 

Yves Guéna            

1976      

 

RPR

 

 

Jacques Chirac       

1976-1994        

5 Dec 1976: RPR is launched as the successor of UDR

Alain Juppé          

1994-1997        

 

Philippe Séguin      

1997-1999        

 

Nicolas Sarkozy       (interim)

1999          

 

Michèle Alliot-Marie 

1999-            

 

 

 

 

 

1 Feb 1978: UDF is launched as a confederation of five center and right, non-Gaullist parties. The original members were-PR: leader: Jean-Pierre Soisson; called FNRI to 1977 and DL since 1997 (see below).

-CDS: leader: Jean Lecanuet (+1993); called FD since 1995 in the merger with PSD (see below).

-Rad.: leader: Jean-Jacques Servan-Schreiber (see below)

-MDSF: leader: Max Lejeune (+1995);, f. 1973 by dissidents of PS; Oct 1982: MDSF changes its name to PSD; 25 Nov 1995: merges with CDS to form FD.

-CPR: leader: Jean-Pierre Fourcade: f. May 1965; 1 Jul 1995: is replaced by PPDF, launched by H. de Charette.

 

Jean Lecanuet            

1978-1988

 

Valéry Giscard d'Estaing 

1988-1996        

 

François Léotard         

1996-1998        

 

François Bayrou          

1998-            

16 Sep 1998: the New UDF is introduced as a single party, comprising FD, Rad., PPDF and the so-called adhérents directs. PRIL is absorbed by FD.

 

 

 

 

 

 

 

CDS / FD (member of UDF)

 

 

Jean Lecanuet       

1976-1982

23 May 1976 (Rennes Congress). CDS is founded as the merger of: CD, f. 2 Feb 1966 by Jean Lecanuet (+1993) and Pierre Abelin (+1977) with members of MRP (see below), UDSR (f. 25 Jun 1945, d. Sep 1967) and CNIP (f. 6 Jan 1949), and CDP, f. 8 Jun 1969 by Jacques Duhamel (+1977) and Joseph Fontanet (+1980) as a breakaway faction of CD); 1 Feb 1978: CDS is a founding member of UDF (see above); 25 Nov 1995: CDS merges with PSD (see UDF) to form FD.

Pierre Méhaignerie  

1982-1994        

 

François Bayrou     

1994-            

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FNRI / PR / DL 

 

 

Valéry Giscard d'Estaing

1966-1974        

1 Jun 1966: V. Giscard d'Estaing founds FNRI from the previous RI (f. Dec 1962) and joins the presidential majority supporting de Gaulle

Michel Poniatowski      

1975-1977

19-20 May 1977 (Fréjus Congress): FNRI merges with several groups and committees pro-Giscard and forms RI

Jean-Pierre Soisson     

1977- ?          

1 Feb 1978: PR is the leading founding member of UDF (see above); 24 Jun 1997: PR changes its name to DL with the addition of some members of PPDF

François Léotard        

1988-1990        

16 May 1998: DL quits UDF and some dissidents forms PRIL

Gérard Longuet          

1990-1995        

 

François Léotard        

1995-1997        

 

Alain Madelin           

1997-            

 

 

 

Rad. (member of UDF) 

 

21-23 Jun 1901 (Paris Congress): the historical Radical Republican Party and Radical-Socialist (Rad.) is founded

Jean-Jacques Servan-Schreiber

1971-1979

4 Oct 1972: the leftist (properly radical-socialist) faction led by R. Fabre breaks away and constitues itself as a party, MRG; the moderate faction led by J.-J. Servan-Schreiber keeps on the party

Didier Bariani               

1979-1983

1 Feb 1978: Rad. is a founding member of UDF

André Rossinot               

1983-1988

 

Yves Galland                 

1988-1994

 

 

André Rossinot               

1994-1999

 

François Loos                

1999-    

 

 

 

MRP (1944-1967)

 

 

Maurice Schumann    

1944-1949

25-26 Nov 1944: MRP is founded

Georges Bidault     

1949-1952

 

Pierre-Henri Teitgen

1952-1956

 

Pierre Pflimlin     

1956-1959

 

André Colin         

1959-1963

 

Jean Lecanuet 

      1963-1965

2 Feb 1966: Jean Lecanuet and other MRP members form CD

 

 

Sep 1967: MRP is finally disbanded; the remaining members join UDVe

 

 

PCF 

 

31 Dec 1920 (Tours Congress): the French Section of the Communist International (SFIC) splits from SFIO

Maurice Thorez      

1930-1964

1943: SFIC changes its name to PCF

Waldeck Rochet      

1964-1972

 

Georges Marchais    

1972-1994

 

Robert Hue          

1994-2001        

 

Marie-George Buffet 

2001-            

2001: R. Hue leaves the National Secretary buy continues in top as the party's president.

 

 

MDC

 

1966: J.-P. Chevènement founds the Center for Socialist Studies, Researchs and Education (CERES) as a club linked to SFIO and then to PS

Jean-Pierre Chevènement 

1993-2001       

Apr 1986: CERES becomes Socialism and Republic (SR);

Georges Sarre           

2001-           

30 Sep 1992: SR becomes MDC

 

 

3-5 Dec 1993 (Saint-Egrève Congress): MDC constitues itself as a party

 

 

 

 

 

 

 

 

MGRS / MRG / PRS / PRG 

 

 

Robert Fabre              

1972-1978        

17 Nov 1971: R. Fabre establishes the Group of Studies and Radical-Socialist Action as a faction within Rad

Michel Crépeau            

1978-1981

.; 4 Oct 1972: Fabre's group constitues itself as a party, MGRS, allied to PS

Roger-Gérad Schwartzenberg

1981-1983        

1-2 Dec 1973: MGRS changes its name to MRG;

Jean-Michel Baylet        

1983-1985        

6 Aug 1996: MRG changes its name to PRS

François Doubin           

1985-1988

 

Yvon Collin               

1988-1989        

 

Émile Zuccarelli          

1989-1992        

 

Jean-François Hory        

1992-1996        

 

Jean-Michel Baylet        

1996-            

13 Jan 1998: PRS changes its name to PRG.

 

 

FN

 

 

Jean-Marie Le Pen   

1972-            

5 Oct 1972: FN is founded; 24 Jan 1999: the breakaway faction of Bruno Mégret forms the National Front-National Movement (FN-MN); 2 Oct 1999: FN-MN becomes the National Republican Movement (MNR).

MPF 

 

 

Philippe de Villiers  

1994-            

f. 20 Nov 1994 by P. de Villiers after leaving UDF. Nov 1999: MPF joins RPF; Jul 2000: MPF quits RPF and becomes again an independent party.

 

RPF 

 

 

Charles Pasqua      

1999-         

f. 20 Nov 1999 by C. Pasqua after leaving RPR.

 

 

 

PSU (1960-1990)

 

 

Édouard Depreux       

1960-1967

3 Apr 1960: PSU is founded as the merger of the Autonomous Socialist Party (PSA) and other minor groups and splinters of SFIO

Michel Rocard         

1967-1973        

1974 and after: several members join PS

Robert Chapuis        

1973-1974

24 Nov 1989: the party decides to dissolve

Michel Mousel         

1974-1979

7 Apr 1990: the party is effectively disbanded

Huguette Bouchardeau  

1979-1981

 

Jacques Salvator      

1981-1983        

 

Serge Depaquit        

1983-1984

 

Jean-Claude Le Scornet

1984-1989

 

 

 

 

O complexo colaboracionista

Toda a Europa continental vivia o remorso de, em parte, ter sido colaboracionista. Porque Hitler não apenas cresceu pela conquista, mas também pela adesão de muitos nacionalistas e outros tantos socialistas, mobilizando apoios tanto nas direitas como nas esquerdas da República de Weimar. A Europa tinha remorso e sentia-se envergonhada, voltando-se sobre as suas próprias culpas.

Também os italianos vão viver a confusão. Em 9-07-1943, com o desembarque aliado na Sicília, inicia-se todo um processo que vai levar à queda de Mussolini, no seguinte dia 24, não tanto por causa da agressividade da resistência antifascista, mas mais por um acto do rei Vitor Emanuel II, que o demitiu, substituindo-o pelo marechal Badoglio. E é este que em 3 de Setembro, assina um armistício com os aliados, para levar a Itália, em 13-10-seguinte, a passar para o estatuto de co-beligerante, declarando guerra à Alemanha (Grosser, p. 44).

A situação de outros Estados europeus não era inequívoca. Os reis da Noruega e da Holanda estacionavam em Londres e o rei dos belgas, Leopoldo III, era prisioneiro dos alemães.

Aliás, o rei dos belgas, em 14-10-1936, tinha sido forçado a estabelecer uma política de neutralidade, depois de Hitler ter integrado a Renânia. Mesmo assim, em 10-05-1940, Hitler ocupa a Bélgica (10-05-1949), que é obrigada a capitular logo em 28 de Maio. Formou-se imediatamente em Londres um governo belga no exílio, ao mesmo tempo que surgia no território ocupado outro governo pró-alemão, com o apoio de Léon Degrelle e dos rexistas, contando com evidentes apoios na população, principalmente entre os flamengos. Só em Setembro-Outubro de 1944 é que surge a libertação.

Toda a Europa ocupada estava sapada nas suas legitimidades de antes da guerra. Mesmo no campo das potências neutrais era grande a ambiguidade. Sem falarmos no caso português, ensaiando a chamada neutralidade colaborante com os anglo-americanos, importa salientar que a Suécia e a Suíça, quase até aos últimos dias da guerra, sempre fizeram fornecimentos aos alemães, desde ferro, no caso sueco, a armamentos, no caso suíço.

A questão francesa

A França vivia o drama de ter estado dividida entre a libération  e a collaboration, tinha de vencer o complexo de milhões de franceses terem sido ao mesmo tempo pétainistas e gaullistas, considerando a condenação do movimento da França livre como puramente formal e persuadidos que o general De Gaulle e o marechal Pétain acabariam por se juntar (Peyrefitte, p. 664).

Em 16-06-1940 formara-se o governo de Pétain que, no dia seguinte, havia apelado ao cessar fogo que que, no dia 21, vai assinar o armistício com o invasor alemão, enquanto, no dia 18, a partir da BBC de Londres, De Gaulle lança o apelo para resistência.

Eu, general De Gaulle, actualmente em Londres, convido os oficiais e os soldados franceses que se encontram em território britânico, ou que venham a encontrar-se nele, a pôr-se em contacto comigo. Haja o que houver, a chama da resistência francesa não deve extinguir-se e não se extinguirá.

O governo de Vichy vai gerir em regime de colaboração dois quintos do território do hexágono, instalando um État Français. Entretanto, De Gaulle ensaiava uma nova forma de legitimidade, com a criação em 24-09-1941 do comité nacional francês.

Que o diga a visita de Pétain a Paris, em Abril de 1944, onde este foi saudado entusiasticamente pela multidão, de forma tão calorosa quanto esta vai receber De Gaulle, cujo governo se instala aí, a partir-09-1944.

O État Français de Vichy fora instalado pelo parlamento legítimo da III República eo governo de Pétain não se reduzia ao apoio dos fascistas franceses. Para não falarmos nas recentes revelações sobre a adesão de François Mitterrand, importa sublinhar que entre as forças vivas que o apoiaram estiveram desde antigos partidários da Europa briandista como homens de esquerda que acabaram por adoptar o nacional-socialismo.

Veja-se Marcel Déat (1894-1955), antigo deputado socialista, adepto do pacifismo esquerda, que criticando o conservadorismo pétainista fundou um partido o Rassemblement National Populaire, que aderiu ao revolucionarismo nacional-socialista. Repare-se em Pierre Laval (1883-1945), ex-militante da extrema-esquerda, que foi chefe do governo em 1931-1932, ministro dos estrangeiros em 1934 e novamente primeiro-ministro de 1935-1936, que foi um dos principais colaboradores de Pétain.

E nem sequer pode deixar de falar-se numa resistência à maneira de Vichy, especialmente a partir do governo do almirante François Darlan (1881-1942), a partir de 13-10-1940, especialmente com os delegados deste Governo no norte de áfrica, como o general Weygand e depois o general Giraud, representantes de um importante grupo de oficiais franceses que eram ao mesmo tempo anti-alemães e anti-gaullistas.

Aliás, este grupo de oficiais chegou a concluir, em Junho de 1942, um acordo com os norte-americanos, que permitiu o desembarque aliado no norte de África.

Desde 17-09-1944 estava instalado em Paris o governo provisório da República Francesa, presidido por De Gaulle, mas a memórias doíam.

Em 11-11-1942 os aliados desembarcavam no norte de África. O almirante Darlan, vice-presidente do regime de Vichy, estacionado em Argel, não impede as tropas aliadas da ocupação militar. Como reconhece o próprio Eisenhower (1890-1969), em telegrama enviado a Roosevelt, é preciso recordar que as hostilidades em Marrocos cessaram por ordem de Darlan e não pela conquista militar completa

Surgiriam então as divergências entre Giraud, apoiado pelos Estados Unidos, e De Gaulle, levando a que em 3-06-1943, quando se constitui o comité de libertação nacional, este ainda tenha um presidência colegial dos dois generais, que só terminará em Novembro, com a ascensão de De Gaulle, até à transformação do comité em governo provisório, que ocorre em 2-06-1944.

Os desentendimentos do norte de áfrica, onde também intervém Monnet XE "Monnet, Jean"  como intermediário junto dos americanos e o ofuscamento de De Gaulle nas grandes conferências de partilha do mundo, deixam-no, para sempre, com um ressentimento face aos norte-americanos. Como ele vai dizer nas suas Mémoires de Guerre, eis que os Estados Unidos trazem para os grandes negócios sentimentos elementares e um política complicada (Grosser, p. 39).

A França entra na épuration e redescobre a justiça política robespierrriana da salvação pública. A nova democracia vai entrar no corte cirúrgico das memórias, através de tribunais revolucionários e de justiças populares e fuzilamentos.

Havia pena de morte. Pétain, Laval, Brasillach, Maurras...A partir de que momento deixou de se condenar um francês. Quandos os comunistas deixaram de obedecer ao pacto Hitler-Estaline. Ou desde quando Mitterrand passou da colaboração à colaboração e começou a entrar na resistência.

A França era ela própria a Europa. Era o processo da Europa que estava em causa.

 

A actual République Française tem 550 000 km2 e 56 595 000 habitantes. Constitui um dos principais paradigmas de organização do político do nosso tempo, continuando a ser uma das principais potências culturais do mundo. Originária num reino medieval, foi mudando de corpo e de feição até chegar ao hexágono uniformizado, provocado por Luís XIV, pela Revolução Francesa e pelo bonapartismo, principalmente através do aparelho militar e da escola única; de um aparelho militar em regime de conscrição nacional e de serviço militar obrigatório e de uma escola única oficial, obrigatória, de livro único. A França, com efeito, construiu com o absolutismo um Estado centralizado dotado de geométricas fronteiras a que a Revolução francesa deu nação. Transformou-se no paradigma da modernidade estadual e na nation par excelence. Foram as longas batalhas que deram origem à centralização. Um exército real, o monopólio do centro no domínio fiscal. Assim se deu unidade à relação norte/ sul. A França militar é sobretudo o confronto com os vizinhos. A guerra com a Inglaterra, a Guerra dos Cem Anos (1346-1453); a guerra com os Habsburgos, principalmente a guerra dos Trinta Anos (1618-1648)A vitória de Valmy em 1792.As campanhas napoleónicasOs sucesivos confrontos com alemães. As derrotas de 1871, de Verdun (270 000 mortos), Junho de 1940.

Os Capetos

Em 987 Hugo o Capeto foi eleito rei de França, até então mero ducado; o rei governava um domaine royale que não abrangia o resto do reino repartido pelo conde de Champagne, pelo conde da Flandres, pelo duque da Normandia, pelo duque da Bretanha, pelo duque da Borgonha e pelo duque da Aquitânia, para além de muitos outros senhores laicos e eclesiásticos.Em 1066 o duque da Normandia, Guilherme o Conquistador, passou a governar a Inglaterra. O rei Filipe Augusto conquistou a Normandia, transformando-a em domínio real, com o mesmo estatuto do  ducado de França. Foi também este rei que enfrentou em Bouvines, em 1214, um exército conjunto do Imperador Otão, aliado ao rei inglês e ao duque da Flandres, Ferrand, feito prisioneiro no recontro. O filho deste rei de França, Luís VIII, integra no domínio real Beaucaire e Cracassona.

Luís IX

Com Luís IX (1226-1270) consolida-se a unidade.Com a guerra dos Cem Anos, fica enfranquecida a Borgonha.

Filipe IV, o Belo

Com o neto de Luís IX, Filipe IV (1285-1314), destaca-se a acção dos legistas e a arquitectura política inspirada no renascimento do direito romano, destacando-se a acção de Guillaume Nogaret, chanceler. Criam-se os Estados Gerais em 1302, pela primeira vez com representantes dos burgueses, ao mesmo tempo que se institui a taille, um imposto individual quase geral e permanente. Nesse reinado dá-se um importante conflito com o Papa Bonifácio VIII.

A centralização do poder real.

Com a subida ao trono de Luís XI (1423-1483), em 1461, a França estava fragmentada em cerca de meia centena de senhorios feudais, que tentaram opor-se ao rei com a chamada Liga do Bem Público, liderada pelos duques da Borgonha, da Bretanha, de Bourbon e d'Alençon, bem como pelo duque de Berry, irmão do rei, e pelo conde de d'Armagnac. Foi particularmente duro o confronto com o duque da Borgonha, Carlos o Temerário.Segui-se a integração da Provença, do Maine e de Anjou, alargando-se substancialmente o domaine royale.Com Luís XII (1498-1515) é anexado o ducado de Orleães (1498); com a subida ao trono de Francisco I (1515-1547), é anexado o ducado de Angoulême (1515); em 1589, com a subida ao trono de Henrique IV ((1589-1610), integram-se na coroa as casas de Albret, do Béarn e de Navarra; Francisco I vai depois adquirir os feudos da casa de Bourbon, como o Boubonnais, o Auvergne, a Marche, o Beaujolais, transformando o titular dos mesmos, Carlos de Bourbon, príncipe de sangue real, descendente dos Capetos, condestável da França

O soberanismo

Primeiro, Jean Bodin. Ou de como a soberania vence a questão religiosa. Ou de como o estado  pode transformar-se numa religião secular, como o terceiro caminho entre o catolicismo e o protestantismo.Henrique de Navarra é o produto desta teoria, ou de como Paris vaut bien une messe. Sobe ao trono em 1589 e será assassinado em 1610. Converte-se ao catolicismo em 1593 e promulga o Edito de Nantes em 1589.Os neopolíticos pegam na ideia de reino e desenvolvem-na. O território passa a ser corps du Prince. O soberanismo não tarda a conduzir ao absolutismo.

O absolutismo

Em 1610 sobe ao poder Richelieu que domina a França até 1642. O seu projecto é claro: mettre la France en tous lieux où fut la France. O principal adversário era a Espanha que, dentro daquilo que Paris considerava os limites naturais  da França ocupava a Flandres, o Luxemburgo  e o Franco-Condado.

Luís XIV, que os holandeses alcunhavam como devorador de países e de Estados a torto e a direito de 1613 a 1715 ensaia o imperialismo francês. Primeiro, usa o cardeal Mazarino (1602-1661). Depois da morte deste proclama-se o seu próprio Primeiro-Ministro, não tarda que como rei-sol proclame que l'état c'est moi. Com ele Colbert. Em 1667-1668, em nome do direito de devolução da sua esposa Maria Teresa (um antigo costume do Brabante segundo o qual os filhos nascidos de um primeiro casamento seriam os únicos herdeiros dos respectivos pais, excluindo os filhos nascidos de um segundo casamento) contra a Espanha. Ataque aos Países Baixos do Sul e à Borgonha. A Holanda, a Inglaterra e a Suécia aliam-se à França contra a Espanha. Pela Paz de Aix-la-Chapelle, a França obtém Lille. Guilherme de Orange tem como aliado o Brandeburgo-Prússia. 1670, ocupação da Lorena. Reagem as restantes potências da Europa com uma Coligação da Áustria, de Espanha e de principes alemães contra a França. Entre 1672 e 1674, os ingleses de Carlos II entram e guerra contra a Holanda, apoiando a França. Mas o parlamento impõe a neutralidade. Em 1675, a Suécia, aliada da França, invade o Brandeburgo e é derrotada na batalha de Fehrbellin. Em 1678, pela Paz de Nimega, com a Holanda e a Espanha, a França alarga as suas fronteiras para o Norte, obtendo Borgonha (Franche Comté), Cambrai, Valenciennes.  Luís XIV, com um exército de 200 000 homens já pode assumir-se como o árbitro da Europa. Em 1679, paz com o Imperador, a França obtém Friburgo. Os suecos dão expulsos da Prússia oriental. Fora deste processo, a França ocupa a Lorena e a Alsácia, invocando-se direitos históricos. Em 1681, Estrasburgo é ocupada. Ninguém apoia a Espanha quando Luís XIV ocupa os territórios luxemburgueses dela. Entre 1688 e 1697 guerra contra o Palatinado que termina com a Paz de Ryswijk, o primeiro retrocesso de Luís XIV. Deu o pretexto a Guilherme de Orange para se tornar rei inglês. Logo em 1689, forma-se contra a França uma grande coligação  com o Imperador, a Espanha, a Holanda, a Suécia, a Sabóia, a Inglaterra e os mais importantes Estados do norte da Alemanha, a Liga de Augsburgo. A partir de 1688 o rei inglês Guilherme III, de Orange, tranforma-se na alma da resistência. Ingleses e holandeses em 1692 aniquilam o poder naval francês na batalha deBarfleur-La Hogue. No fim da guerra, a Lorena volta a ser independente, mas a Alsácia permanece francesa.É neste período que é revogado o édito de Nantes. Começa em 1700. A França ocupa rapidamente os Países-baixos do Sul.Em 1701, holandeses, britânicos e austríacos juntam-se contra os franceses. A chamada grande aliança.Portugal entra na guerra. Ingleses conquistam Gibraltar, Minorca e a Sardenha1709 ocupam MadridEm 1712, os ingleses e holandeses saem da guerra após a subida de Carlos ao trono de VienaTratdo de Utrecht de 1713. Tratado de Rastadt de 1714Em 1713 são perdidas as últimas liberdades da Catalunha. A partir de 1715, uma détente entre a França e os ingleses durante duas décadas. Em 1719, a França e a Inglaterra impedem o expansionismo espanhol em ItáliaEm 1733 ataque francês aos domínios austríacos da Lorena e de Milão. Em 1738, paz de compromisso com a Áustria. Na Guerra da Sucessão da Polónia (1733-1738), os Bourbons ganham aos Habsburgos. Obtêm Nancy e o Condado da Lorena. Instalam  o principe Carlos, filho de Filipe V de Espanha no trono das Duas Sicílias, em 1738. Termina com o Tratade de Viena de 1738. Na Guerra da sucessão da Áustria (1740-1748), Vitória francesa em Fontenoy (1745). Termina com a Paz de ix-la-Chapelle de 1748, onde a Prússia obtém a Silésia. Na Guerra dos Sete Anos (1756-1763), a França junta-se à Áustria e à Rússia na guerra contra a Prússia, aliada dos ingleses. O objectivo era a subversão do Tratdo e Utrecht, 1713,  e de Aix la Chapelle, de 1748. A França perde com a Prússia a Batalha de Rossbach (1757). Perdem para os ingleses grande parte do império ultramarino: o Canadá em 1760 e a Índia em 1761. Termina com o Tratado de Paris de 1763.Na Guerra da independência norte-americanaA partir de Janeiro de 1778 a França apoia os independenetistas, contra os ingleses. Seguem-se espanhóis, em 1779, e holandeses, em 1780. Em 1783, pela Paz de Vesalhes, os ingleses já reconhecem a independência.

O ancien régime

A França nas vésperas de 1789 ainda é, segundo a célebre expressão de Mirabeau une agrégation inconstituée de peuples désunis. De facto o absolutismo do ancien régime se havia criado uma monarquia centralizada, não estabelecera ainda uma monarquia unitária e muito menos vestindo um modelo de administração uniformizado e unidimensionalizado. O território estava dividido de forma complexa.No plano administrativo existiam cerca de quarenta  gouvernements, cada qual com o seu gouverneur, ao lado de 36 generalités cada uma com o seu intendant. No plano fiscal havia também vários tipos de territórios, desde os pays d'État, onde a repartição do imposto cabia aos deputados locais, enquanto nos pays d'élection tal repartição era levada a cabo pelos agentes do rei. Da mesma forma no plano jurídico, dado que se no sul dominava o chamada droit écrit, já no norte se vivia o pluralismo do droit coutumier.O rei de França também não mandava sob o mesmo título para todos os súbditos, dado que na Provença, por exemplo, se assumia como conde da Provença, enquanto as gentes do Dauphiné se orgulhavam em dizer que o respectivo estatuto era dans le royaume et non pas du royaume.
A França da restauração.A França da Revolução de Julho  de 1830Com Charles de Gaulle surge une certaine idée de la France

França. Constituições  A história constitucional francesa, marcada por uma postura absolutista, de carácter estadualista, considerando que , pelo "contrato social", muitas vezes confundido com a ideia de constituição escrita, os indivíduos conferem ao Estado os seus  direitos naturais e este, posteriormente, volta a devolvê-los, mas transformados em direitos civis, estadualmente consagrados.     Refira-se que , segundo o liberalismo anglo-saxónico, patente  na Constituição norte-americana de 1787, há sempre um grupo de direitos individuais e naturais que não pode ser racionalmente reduzido à sociedade - como, por exemplo, o de propriedade - cabendo tão só ao Estado a garantia do jogo espontâneo das liberdades. Se a primeira postura origina a concepção democratista, já a segunda tem a ver com o modelo liberalista. Segundo Guglielmo Ferrero não houve uma, mas duas Revoluções Francesas: uma, começada em 5 de Maio de 1789, com a reunião dos estados gerais em Versalhes, que apenas visava uma reforma consensualista da monarquia absoluta, à maneira do que visionava Montesquieu; outra, desencadeada em 14 de Julho de 1789, com a Tomada da Bastilha, esta, não à regionalização!, verdadeiramente revolucionária.    Para o mesmo autor,a chamada Revolução francesa é, pois, uma revolução dupla:ao mesmo tempo, uma das mais audaciosas tentativas de orientação nova do poder e da sociedade, e uma das mais gigantescas, rápidas e violentas destruições da legalidade. As duas revoluções, misturando-se, confundem-se, combatem-se, desfiguram-se, até se tornarem mutuamente incompreensíveis.    Vejamos os principais passos do constitucionalismo francês: -

Constituição de 1791. Votada pela Assembleia Constituinte de 3 a 14 de Setembro , estabelecendo uma monarquia constitucional, onde cabe ao rei o poder executivo e à assembleia, o legislativo, nela também se incluindo a "declaração dos direitos do homem e do cidadão". -

Constituição do Ano I (1793). Elaborada, sob inspiração jacobina, pela Convenção e depois referendada popularmente, criando um órgão político único, o Corpo Legislativo, de que depende o Conselho Executivo. Refira-se que esta constituição quase não se aplicou, dado que a partir de 10 de Outubro de instituiu o chamado regime do Terror, dominado pelo "Comité de Salut Public", onde predominava Maximilien Robespierre.-

Constituição do Ano III (1795), do Directório, , na sequência do golpe de estado de Thermidor, de 27 de Julho de 1794, estabelecendo um executivo de cinco membros e um legislativo com duas Câmaras, acentuando-se a separação de poderes e voltando-se ao sufrágio indirecto e censitário. -Constituição do Ano VIII (1799),do Consulado (três consules) , com quatro assembleias (Senado, Conselho de Estado, Tribunado e Corpo Legislativo), resultante de um projecto elaborado por Sieyès e alterado por Napoleão, sob o princípio de que "a confiança deve vir de baixo, mas a autoridade tem de vir de cima". O Senado, dito Sénat Conservateur, elege os consules, os membros do Tribunado, do Corpo Legislativo e do Tribunal de Cassação. Coroava uma hierarquia de corpos eleitorais, das listas de notabilidades, em três graus: comunais, departamentais e nacionais. -

Constituição de 1802, resultante do senatusconsulto do Ano X, de 4 de Agosto de 1802, depois de um plebiscito do anterior mês de Maio que instituiu Napoleão como cônsul vitalício.

-Constituição de 1804, que confia o governo da República a um Imperador. -

Carta Constitucional de 1814, de Luís XVIII, fixando uma monarquia limitada e o Acto Adicional de 1815, de Benjamin Constant, que estabeleceu a Camara dos Pares ao lado da Câmara dos Representantes. -

Carta Constitucional de 1830, aprovada pelas Câmaras que aclamaram Luís Filipe de Orleães como novo rei. -

Constituição de 1848, da 2ª República, estabelecendo um regime presidencialista. -

Constituição de 1852, do 2ºImpério, de Napoleão III, na sequência do golpe de Estado de 2 de dezembro de 1851, depois do qual, através de um plebiscito se delegaram em Luís Napoleão os poderes necessários para fazer uma constituição, que veio a ser decretada em 14 de Janeiro de 1852, confiando, por dez anos, o governo da República,como Presidente.Só em 7 de Novembro desse ano, o então Presidente foi investido na qualidade de Imperador. -Constituição de 1870, marcando a evolução parlamentar do Império. -

Constituição de 1875, da 3ª República, parlamentarista. -

Constituição de 1946,da 4ª República, aprovada pela Assembleia Constituinte em 27 de Outubro de 1946 -

Constituição de 1958, da 5ª República, aprovada por referendo em 28 de Setembro de 1958

1950

Demitem-se os ministros socialistas do governo de Georges Bidault em França; é a primeira vez desde 1945 que os socialistas deixam de participar no governo (7 de Fevereiro)

França reconhece autonomia ao Sarre (3 de Março)

Morte de Emmanuel Mounier (22 de Março)

Adenauer propõe união franco-alemã de carácter económico (23 de Março)

Morte de Léon Blum (30 de Março)

Surge o governo de René Pleven em França: nos estrangeiros, Schuman; na defesa, Jules Moch; como ministro de Estado encarregado do Conselho da Europa, Guy Mollet (12 de Julho)

1951

Novo governo francês de Henri Queuille (8 de Março)

Adoptada em França uma nova lei eleitoral, a loi des apparentements, pela qual várias listas podem, antes do escrutínio, declarar-se aparentadas; tentava-se, deste modo, não pôr em causa o princípio da proporcionalidade o modelo destinava-se a favorecer os partidos do centro e teve oposição dos gaullistas (7 de Maio)

Eleições francesas; crescimento eleitoral do PCF (26% e 97 deputados) e do RPF (21% e 117 deputados); os socialistas da SFIO obtêm 106 deputados, o MRP, 88 e os radicais socialistas, 76  (17 de Junho)

Édouard Herriot reeleito presidente da Assembleia Nacional francesa; surge a questão do apoio ao ensino privado, com o confronto entre os laicos e os defensores do ensino livre (10 de Julho)

Morre na prisão da ilha de Yeu o Marechal Philippe Pétain, então com 95 anos de idade (23 de Julho)

Segundo governo de René Pleven, em França; oposição de comunistas e gaullistas (13 de Agosto)

Em França é votada a extensão do sistema de bolsas de estudo ao ensino privado, com oposição dos socialistas (21 de Setembro)

Funda-se a FPLN em Argélia (5 de Agosto)

Tumultos anti-franceses em Casablanca (1 de Novembro)

Assembleia Nacional francesa ratifica o Tratado de Paris, por 377 contra 233 votos (31 de Dezembro)

1952

Queda do governo Pléven em França (8 de Janeiro)

A Assembleia Nacional francesa, por uma fraca maioria, autoriza o governo a conduzir as negociações tendo em vista a instituição da CED, com a condição de participarem os britânicos e de uma autoridade política controlar a autoridade militar (19 de Janeiro)

Governo de Edgar Faure em França; comunistas e gaullistas abstêm-se Schuman continua nos estrangeiros e Bidault na defesa; vai durar quarenta dias (20 de Janeiro)

Assembleia Nacional francesa adopta o princípio do exército europeu (19 de Fevereiro)

Antoine Pinay, independente, chefe do governo francês; iniciada uma experiência liberal de centro-direita, havendo uma dissidência gaullista para apoio ao novo governo, com o consequente começo de integração do gaullismo no sistema; Schuman conserva os estrangeiros e René Pleven na defesa; até 23 de Dezembro  (6 de Março)

Congresso dos radicais franceses em Bordéus, onde Herriot critica o exército europeu (17 de Outubro)

Morte de Charles Maurras (16 de Novembro)

Demissão do governo Pinay em França, pela falta de apoio do MRP  (23 de Dezembro)

1953

Governo de René Mayer em França, com apoio dos gaullistas e a oposição de socialistas e comunistas; nos estrangeiros, Georges Bidault substitui Schuman; René Pleven na defesa; Mayer defende a reforma da CED através de protocolos anexos (7 de Janeiro)

A nova administração americana pressiona os franceses no sentido da ratificação da CED; Fuster Dulles ameaça rever de forma radical a política americana no caso de não ratificação do mesmo (Fevereiro)

Projecto de tratado sobre o exército europeu entra na Assembleia Nacional francesa (19 de Fevereiro)

René Mayer e Georges Bidault nos USA (25-28 de Março)

Eleições municipais em França; vitória do centro e derrota gaullista; a esquerda consolida-se os socialistas da SFIO recusam um entendimento com os comunistas (26 de Abril- 3 de Maio).

De Gaulle dá liberdade aos eleitos do RPR para colaborarem com a IV República; forma-se então o grupo dos republicanos sociais(6 de Maio)

Queda do governo Mayer, em França; gaullistas opõem-se ao exército europeu; crise governamental durante 40 dias  (21 de Maio)

Governo de Joseph Laniel em França; nos estrangeiros, Bidault; na defesa, Pleven (26 de Junho)

Inicia-se o movimento de Pierre Poujade (22 de Julho)

François Mitterrand demite-se do governo, protestando contra a política marroquina (2 de Setembro).

De Gaulle chama inspirador  a Jean Monnet, criticando a hipótese de um exército europeu apátrida (Novembro)

Fuster Dulles, numa conferência de imprensa em Paris, declara que os USA reverão a respectiva política externa se a França não ratificar o tratado que instituiu a CED, falando em reexame trágico e fundamental (14 de Dezembro).

René Coty, um independente, depois de um turbulento processo eleitoral é eleito Presidente da República em França, sycedendo a Vincent Auriol,  ao que parece por nunca ser ter pronunciado publicamente sobre a questão da CED (23 de Dezembro)

1954

Começa a batalha de Dien Bien Phu que termina em 7 de Maio com a derrota dos franceses (13 de Março)

Conferência de Genebra sobre a paz na Indochina (26 de Abril)

Conferência de Genebra sobre a paz na Indochina (26 de Abril- 21 de Julho)

Queda do governo Laniel (12 de Junho)

Governo de Mendès-France na defesa o gaullista General Koenig; nos estrangeiros o próprio presidente do conselho; Mitterand e Chaban-Delmas ascendem a ministros (18 de Junho)

Acordo de paz de Genebra assinado (21 de Julho)

Concedida autonomia à Tunísia ( 31 de Julho)

Tumultos e atentados em Marrocos (Agosto)

A França transfere para a União Indiana os seus estabelecimentos coloniais no Indostão (21 de Outubro)

Começa a guerra de Argélia; os nacionalistas argelinos são comandados por um antigo major do exército francês, Ahmed Ben Bella; o governo francês, então presidido pelo socialista Pierre Mendes-France defende então a tese da Argélia Francesa (1 de Novembro)

1956

Eleições em França; não houve maioria clara para nenhuma das forças; vitória da esquerda comunista, com 145 lugares,  e crescimento dos poujadistas, com 54 lugares; derrocada gaullista, com 5,5%  (2 de Janeiro)

Governo de Guy Mollet em França (1 de Fevereiro)

Independência de Marrocos (Março)

França e Reino Unido concordam na criação de uma força armada conjunta por causa da nacionalização do Canal do Suez, ocorrida em 26 de Julho (7 de Agosto)

Acordo franco-alemão sobre a europeização do Sarre (29 de Setembro)

Tratado do Luxemburgo entre a França e a RFA sobre a questão do Sarre, que seria integrado politicamente na RFA a partir de 1957 e economicamente em 1960 (27 de Outubro)

Reembarque das forças anglo-francesas (24 de Dezembro)

1957

Queda do governo Guy Mollet em França; sucede-lhe em 5 de Junho o governo Bourgès-Maunory (21 de Maio)

Desvalorização do franco francês em 20 % (11 de Agosto)

Proclamação da República da Tunísia (25 de Julho)

Governo Félix Gaillard em França; Chaban Delmas na defesa; Christian Pineau, nos estrangeiros (6 de Novembro)

1958

Queda do governo Gaillard em França, sucedendo-lhe o governo Pflimlin (15 de Abril)

Insurreição de Salan em Argel; formado um comité de salvação pública que se revolta contra o governo de Paris, clamando pela Algérie Française (13 de Maio)

Charles de Gaulle regressa ao poder, face à revolta dos pieds noirs; o Presidente Coty pede-lhe para suceder a Pflimlin. (29 de Maio)

De Gaulle obtém plenos poderes (2 de Junho)

De Gaulle visita Argélia e proclama: je vous ai compris (4  de Junho)

Discurso de de Gaulle em Mostarganem: vive l'Algérie Française, considerando que os argelinos são dix millions de Français à part entière (7 de Junho)

·Encontro em Paris, entre de Gaulle e Fanfani (7 de Agosto)

Malraux, ministro dos assuntos culturais e Jacques Soustelle com a pasta da informação (7 de Julho)

Primeira reunião entre De Gaulle e Adenauer em Colombey (14 de Setembro)

De Gaulle, em memorando secreto, propõe a criação de um directório entre ingleses, franceses e norte-americanos para o comando da NATO ( 24 de Setembro)

Referendo institui a V República em França; aprovada por 80% a nova Constituição; surge a Comunidade Francesa, apenas rejeitada pela Guiné-Conakry  (28 de Setembro)

Criado o novo partido gaullista, UNR,  a Union pour la Nouvelle République (1 de Outubro)

De Gaulle propõe para o fim da guerra de Argélia a paix des braves (23 de Outubro)

Carta de Monnet a Adenauer, defendendo a proposta de cooperação política gaullista (21 de Novembro)

De Gaulle visita Adenauer em Bad-Kreuznach (26 de Novembro)

Segunda volta das eleições legislativas em França; UNR obtém 126 lugares, MRP- 30; SFIO, 19; CNI-67, PCF- 6 (1 de Dezembro)

De Gaulle é eleito para a Presidência da República Francesa e da Comunidade Francesa por um colégio de grandes eleitores (21 de Dezembro)

Surge o plano Pinay-Rueff de saneamento financeiro (Dezembro)

1959

Michel Debré, Primeiro Ministro francês; socialistas recusam participar no novo governo; Couve de Murville nos estrangeiros; mantém-se Pinay nas finanças (8 Janeiro)

Encontro entre De Gaulle e Adenauer (4-5 de Março).

De Gaulle emite o primeiro sinal de independência face à NATO quando decide manter, em caso de guerra, um comando nacional quanto aos navios estacionados no Mediterrâneo (11 de Março)

Discurso de Michel Debré previne contra a servidão a uma nação estrangeira, os USA (15 de Agosto)

De Gaulle reconhece o direito à auto-determinação da Argélia (16 Setembro)

1960

Antoine Pinay abandona o governo francês (13 de Janeiro)

Semana das barricadas na Argélia (Janeiro)

Explosão da primeira bomba atómica francesa (13 de Fevereiro)

Criação do Partido Socialista Unificado em França, pela fusão da Union de Gauche Démocratique, Parti Socialiste Autonome  e tribune du Communisme  (2 de Abril)

·De Gaulle visita o Reino Unido (5 de Abril)

De Gaulle propõe uma Argélia argelina ligada à França (14 Junho)

·De Gaulle propõe a Adenauer um plano de cooperação política entre os Seis (29 de Julho)

·De Gaulle propõe, em conferência de imprensa un concert  organisé, régulier des gouvernements responsables, bem como o estabelecimento de organismos especializados, subordinados aos governos, bem como a organização de um referendo europeu (5 de Setembro)

·Encontros franco-alemãos em Bona sobre os projectos europeus apresentados por Paris (7 de Outubro)

·Conversações franco-italianas sobre política europeia (28 de Novembro)

1961

1962

1963

1964

1965

1966

1967

1968

1968

Confrontos violentos no Bairro Latino de Paris (6 de Maio).

Noite das barricadas na rue Gay Lussac em Paris (10 de Maio)

Greve geral em França (13 de Maio)

De Gaulle dissolve a Assembleia Nacional. Um milhão de gaullistas desfila nos Campos Elíseos (30 de Maio)

Vitória gaullista nas eleições (23 e 30 de Junho).

Intervenção militar francesa no Chade (28 de Agosto)

De Gaulle recusa a desvalorização do franco e anuncia medidas de austeridade (24 de Novembro)

1969

De Gaulle anuncia referendo sobre a regionalização e a reforma do Senado (2 de Fevereiro)

França abandona o Conselho da UEO (17 de Fevereiro)

Cimeira franco-alemã entre De Gaulle e Kiesinger em Paris; decidida a construção do airbus (13-14 de Março)

Referendo francês sobre a regionalização e a reforma do Senado rejeita as propostas de De Gaulle. Contra estas, tinham surgido posições dos comunistas, socialistas e dos centristas de Lecanuet, bem como das grandes centrais sindicais (27 de Março)

Demissão de De Gaulle substituído interinamente por Alain Poher (28 de Abril)

Georges Pompidou eleito Presidente francês, com 44,6%.; outros candidatos são Alain Poher, 23,3%, Jacques Duclos, 21,27%, Gaston Deferre, 5,01%, Michel Rocard, 3,61%(15 de Junho)

Novo governo francês com Chaban-Delmas, até Julho de 1972 (21 de Junho)

Primeira conferência de imprensa de Georges Pompidou; anunciada a nova política europeia francesa, a defesa da Europa das realidades (10 de Julho)

Conferência dos ministros das finanças, leva a acordo dos Seis sobre o Plano Barre de cooperação monetária (17 de Julho)

Desvalorização do franco em 18,5%, por impulso do ministro das finanças Giscard d'Éstaing, contra as anteriores posições de De Gaulle (8 de Agosto).

Cimeira franco-alemã em Bona entre Pompidou e Kiesinger (8-9 de Setembro)

Maratona agrícola; acordo de princípio quanto à questão dos recursos próprios da CEE (19 a 22 de Dezembro)

1970

Aprovado o Plano Barre, acordo entre os Seis sobre a criação de um mecanismo de apoio monetário a curto prazo (26 de Janeiro)

França retoma o seu lugar no Conselho da UEO, que havia abandonado em Fevereiro de 1969 (5 de Junho)

Assembleia Nacional frances ratifica o Tratado do Luxemburgo (23 de Junho)

Submetido aos ministros dos estrangeiros o Plano Davignon (20 de Julho)

Adoptado o Plano Davignon sobre a unificação política, instituindo um processo de cooperação política entre os países comunitários fora do quadro institucional comunitário (27 de Outubro).

Morte de Charles De Gaulle (9 de Novembro)

Primeira reunião dos ministros dos negócios estrangeiros da CEE em Munique, de acordo com o Plano Davignon, no quadro da cooperação política europeia (19 de Novembro).

1971

Entra em vigor o Tratado do Luxemburgo de 22 de Abril de 1970 sobre os recursos próprios (1 de Janeiro)

Conferência de imprensa de Georges Pompidou, criticando a posição britânica nas negociações: aos ingleses são reconhecidas três qualidades: o humor, a tenacidade e o realismo. Chego a pensar que ainda estamosno estádio do humor  (21 de Janeiro)

Acordo dos Seis sobre a União Económica e Monetária; adoptado o Projecto Werner ( 9 de Fevereiro)

Encontro entre Pompidou e Heath acelera o processo de negociações (20 e 21 de Maio)

François Mitterrand assume a liderança do PS francês no Congresso de Épinay (11-13 de Junho).

Acordo dos Seis sobre o alargamento (23 de Junho)

Conselho dos ministros das finanças dos seis; desacordo entre Giscard e Schiller (19 de Agosto)

Assinatura do acordo quadripartido sobre Berlim (3 de Setembro)

Acordo entre os seis sobre problemas monetários (13 de Setembro)

Ratificado o tratado de união do Reino Unido à CEE nos Comuns; a favor, estão 365 deputados - 282 conservadores, pró-Heath; 69 trabalhistas e 5 liberais; contra, estão 244 deputados - 39 conservadores, 199 trabalhistas e 1 liberal (28 de Outubro)

Encontro de Nixon e Pompidou nos Açores (13-14 de Dezembro)

Reunião do grupo dos Dez no Smithsonian Institute em Washington - os seis membros da CEE, Grã-Bretanha, Estados Unidos, Canadá e Japão ; decidida a supressão da sobretaxa americana de 10%  sobre as importações e uma desvalorização do dólar (17-18 de Dezembro)

1972

Assinados em Bruxelas os Tratados sobre o alargamento das C E (22 de Janeiro).

 Socialistas franceses no Congresso de Suresnes reassumem programa dito revolucionário (12 de Março).

Os seis decidem reduzir a as margens de flutuação entre as moedas europeias (21 de Março)

Referendo francês aprova o alargamento da CEe 68% de votos favoráveis, mas forte percentagem de abstenções (24 de Abril)

Acordo entre socialistas e comunistas franceses quanto a um programa comum de governo; os comunistas franceses aceitam pela primeira vez o princípio da alternância de poder e o empenho na política europeia (27 de Junho)

Chaban Delmas é substituído por Pierre Messmer à frente do governo francês; Giscard na economia e finanças e Debré na defesa ( 5 de Julho).

Alain Peyrefitte, secretário geral da UDR (6 de Setembro)

Giscard visita Lisboa (10 e 11 de Julho)

Maurice Schuman em Pequim(Julho)

Quinta Cimeira Europeia em Paris, a primeira dos Nove anunciada a instituição de uma União Europeia antes de 1980 (19-20 de Outubro)

1973

Entra em vigor o tratado de adesão da Dinamarca, Irlanda e Reino Unido; aplicação de uma política comum da CEE com o Leste, no âmbito da competência exclusiva da Comunidade em matéria de política comercial comum (1 de Janeiro)

Eleições legislativas em França; apesar do crescimento da esquerda, a direita consegue vencer; UDR, 181 lugares; Republicanos Independentes, 54; PS, 89 (4-11 de Março)

Decisão relativa à criação de um bloco monetário uniforme, a serpente europeia, incluindo a RFA, a França, os três do Benelux e a Dinamarca, com taxas de câmbio em flutuação comum (19 de Março)

Pompidou na URSS (11 de Janeiro)

Criação no Luxemburgo do Fundo Monetário Europeu (1 de Abril)

Segundo governo de Messmer; Peyrefitte na reforma administrativa e Jobert nos estrangeiros (6 de Abril)

Jean Monnet sugere que as cimeiras europeias se transformem num governo provisório europeu e que seja eleita uma assembleia europeia por sufrágio universal e directo (Agosto)

Começa em Helsínquia a primeira fase da CSCE-Conferência sobre Segurança e Cooperação Europeias (3 a 7 de Julho).

Pompidou propõe o reforço das cimeiras europeias, no quadro da cooperação política; apoio da RFA, mas reticências da Comissão e dos pequenos Estados que temem a hipótese de instauração do Plano Fouchet  (31 de Outubro)

1974

Morte de Georges Pompidou; substituído interinamente por Alain Poher (2 de Abril)

Giscard d'Estaing eleito Presidente da República em França (19 de Maio)

Chirac, Primeiro Ministro francês (27 de Maio)

Criada uma Agência Internacional de Energia no seio da OCDe a França recusa aderir (15 de Novembro)

Sétima e última Cimeira Europeia, em Paris; instituído o Conselho Europeu, participado pelos chefes dos executivos e não apenas pelos ministros dos estrangeiros, a reunir, pelo menos, três vezes por ano. Decidida a eleição do Parlamento Europeu por sufrágio universal directo (9 de Dezembro)

1975

Reune o primeiro Conselho Europeu em Dublin; adoptado um compromisso relativo à contribuição financeira britânica (10 e 11 de Março)

Jean-Paul Sartre em Lisboa (4 de Abril)

Parlamento Europeu adopta o relatório Bertrand sobre a União Europeia; poderes orçamentais para o Parlamento Europeu; criação de um centro de decisão europeu, independente dos governos nacionais e responsável perante o parlamento; criação de uma Câmara dos Estados; apoio dos conservadores, democratas-cristãos e socialistas, com abstenção dos trabalhistas e dos liberais dinamarqueses; voto contra dos comunistas (10 de Julho)

Acta Final da CSCE, assinada em Helsinquia (1 de Agosto)

Reúnem em Rambouillet os seis grandes do Ocidente, por iniciativa da França, o que contribuiu para uma melhoria de relações com os USA  (Novembro)

Conselho Europeu decide a organização das primeiras eleições europeias por sufrágio universal para o Parlamento Europeu; fixadas as primeiras leições para a primavera de 1978; prevista a passagem da Europa dos Estados e dos funcionários à Europa dos Cidadãos (1 a 2 de Dezembro)

1976

Barre entra no governo de Chirac como Ministro do Comércio Externo (12 de Janeiro)

Giscard d'Estaing propõe método conciliador para a eleição do Parlamento Europeu por forma directa no Conselho Europeu do Luxemburgo (1 de Fevereiro)

Jean Monnet declarado Cidadão honorário da Europa pelo Conselho Europeu (2 de Abril)

Raymond Barre substitui Chirac na chefia do governo francês (25 de Agosto)

Morte de André Malraux (Novembro)

1977

Termina em Paris a Conferência Norte-Sul (3 de Junho)

Ruptura da União de Esquerda em França (23 de Setembro)

1978

Surge a UDF de Giscard d'Estaing pelo agrupamento do PR, CDS e Partido Radical (1 de Fevereiro)

Vitória da direita RPF-UDF nas eleições legislativas francesas (12-19 de Março)

1979

Cimeira de Guadalupe entre os USA, a França, o Reino Unido e a RFA (6 a 8 de Janeiro)

Conselho Europeu de Paris coloca em vigor o Sistema Monetário Europeu; a decisão já tomada em Dezembro, sofreu atraso devido à falta de acordo sobre os montantes compensatórios monetários aplicados no âmbito da PAC (9-10 de Março)

Morte de Jean Monnet (16 de Março)

Primeiras eleições directas para o Parlamento Europeu (7 - 10 de Junho)

Reunião do primeiro Parlamento Europeu eleito directamente eleição de Simone Veil para a presidência (17 de Julho)

1980

Morte de Sartre e de Roland Barthes  (Abril)

Colóquio dos socialistas europeus em Roma; Delors fala na ideia de Europa de geometria variável, a prpósito da atitude britânica: a atitude dos britânicos provém de um desacordo profundo. Em vez de os ver afastarem-se deliberadamente do Conselho Europeu, eu preferiria propor-lhes uma Europa de geometria variável (5 e 6 de Maio)

Raymond Barre em Triers considera que nem todos os Estados Membros precisam de fazer tudo do mesmo modo, ao mesmo tempo (20 de Junho)

1981

François Mitterrand eleito Presidente da República em França (10 de Maio)

Dissolução da Assembleia Nacional francesa (22 de Maio)

Eleições legislativas em França; vitória dos socialistas (14-21 de Junho)

Governo socialista de Pierre Mauroy; tenta alterar-se a tradicional política do governo socialista francês;  Mitterrand criticara em Giscard o facto deste privilegiar o diálogo directo com o governo alemão; neste sentido, desloca-se a várias capitais europeias, mas não obtém sucesso (23 de Junho)

Abolição da pena de morte em França (18 de Setembro)

Manifestações pacifistas em Londres, Roma, Bruxelas e Paris clamam antes vermelhos que mortos (24 e 25 de Outubro)

Deputados franceses votam a nacionalização de 12 grupos industriais e de 35 bancos (26 de Outubro)

1982

Reajustamento das paridades monetárias no seio do SMe desvalorização do franco belga e da coroa dinamarquesa (22 de Fevereiro)

Reino Unido não cede nos preços agrícolas, senão mediante uma diminuição da contribuição britânica para o orçamento da CEe franceses e alemães  reencontram-se pela oposição às teses britânicas (18-25 de Maio)

Desvalorização em 10% dos francos relativamente ao marco (12 de Junho)

Helmut Kohl sucede a Helmut Schmidt; regressa-se ao sistema do eixo franco-alemão e Mitterrand retoma a atitude que De Gaulle tomou relativamente a Adenauer (1 de Outubro)

1983

Discurso de Mitterrand no Bundestag; aconselha os alemães a aceitar a instalação de míseis Pershing norte-americanos, para fazer face aos SS20 soviéticos: os pacifistas estão no Ocidente, os mísseis estão a leste; esta posição terá ajudado Kohl a vencer as eleições  (20 de Janeiro)

Morte de Georges Bidault (28 de Janeiro)

Remodelação do governo francês de Pierre Mauroy; Jacques Delors, superministro da economia, finanças e orçamento; Michel Rocard substitui Edith Cresson na agricultura (24 de Março)

Paris expulsa 47 diplomatas soviéticos (4 de Abril)

Reunião em Williamsburg na Virgínia do G7; apoio à instalação de mísseis americanos de alcance intermédio na Europa; Aprovado modelo de luta coordenada contra a inflação, os défices orçamentais e o proteccionismo (28-30 de Maio)

Intervenção militar francesa no Chade ( 9 de Agosto)

Manifestações pacifistas em Bona, Roma, Londres, Bruxelas, Paris e Madrid (23 de Outubro)

1984

Mitterrand em Haia considera a Europa um edifício abandonado (7 de Fevereiro)

Discurso de Mitterrand no Parlamento Europeu: mostra-se disposto a analisar o projecto de União europeia; propõe um secretariado permanente no domínio da Europa política; fala na possibilidade de uma geometria variável (24 de Maio)

Segundas eleições europeias (14-17 de Junho)

Eleições em França; derrocada do PCF -11%-, aumento da extrema-direita -11%- e vitória da oposição de direita -43% (17 de Junho)

Manifestação da direita francesa em Paris a favor da escola livre (24 de Junho)

Conselho Europeu de Fontainebleau; os dez acordam definitivamente sobre a redução da contribuição britânica para o orçamento comunitário; a aprtir da presidência irlandesa, são criados dois comités ad hoc : o comité Dooge sobre as instituições e o comité Adonino sobre a Europa dos cidadãos (26 de Junho)

Demissão de Pierre Mauroy; governo francês passa a ser liderado por Laurent Fabius (17 de Julho)