Grécia  (Elliniki Dimokratia ou Hellas)

 

 

 

 

Na Grécia (Elliniki Dimokratia), república presidida por Konstantinos Dimitriou [Kostis] Stefanopoulos (desde 22-01-1996) temos um governo socialista, presidido por Kostantinos Georgiou [Kostas] Simitis (desde 1996), depois do PASOK governar des 13-10-1993, com Andreas Papandreou.

As principais forças políticas, segundo os resultados eleitorais para o parlamento grego (Vouli ton Ellinon), de 09-04-2000, são o Movimento Socialista Pan-Helénico do PASOK (Panellino Socialistiko Kinima), com 43,8%, e os conservadores da Nova Democracia (Nea Dimokratia), com 42,7%. A terceira força é KKE, o Partido Comunista da Grécia (Kommounistiko Komma Ellados), com 5.5%. 

 

Vouli ton Ellinon 09-04-2000

9,373,439

75.0%

 

300

 

PASOK Movimento Socialista Pan-Helénico do PASOK (Panellino Socialistiko Kinima)

3,007,947 

43.79

(+02.30

157

(-4)

ND Nova Democracia (Nea Dimokratia)

2,935,242 

42.73

(+04.61) 

126

(+23)

KKE Partido Comunista da Grécia (Kommounistiko Komma Ellados)

379,517

05.53

(-00.08)  

11

 

DIKKI

184,586

02.69

(-01.74

 

(-8)

Synaspismos

219,918 

03.20

(-01.92

6

(-4)

 

141,274 

02.07

 

 

 

 

 

1.       Alexandros Papagos                

19-11-1952

 

2.       Konstantinos Karamanlis (1ª vez)

6-10-1955

 

3.       Konstantinos Georgakopoulos (interim)

5-03-1958

 

4.       Konstantinos Karamanlis (2ª vez)

17-05-1958

 

5.       Konstantinos Dovas (interim)      

20-09-1961

 

6.       Konstantinos Karamanlis (3ª vez)

4-11-1961

 

7.       Panagiotis Pipinelis              

17-06-1963

 

8.       Stylianos Mavromichalis           

29-09-1963

 

9.       Georgios Papandreou (2ª vez)    

8-11-1963

 

10.   Ioannis Paraskevopoulos (1ª vez)

30-12-1963

 

11.   Georgios Papandreou (3ª vez)    

18-02-1964

 

12.   Georgios Athanasiadis-Novas       

15-07-1965

 

13.   Ilias Tsirimokos                  

20-08-1965

 

14.   Stephanos Stephanopoulos(2ª vez)

17-09-1965

 

15.   Ioannis Paraskevopoulos (2ª vez)

22-12-1966

 

16.   Panagiotis Kanellopoulos(2ª vez)

3-04-1967

 

17.   Konstantinos Kollias              

21-04-1967

 

18.   Georgios Papadopoulos             

13-12-1967

 

19.   Spyros Markezinis                 

8-10-1973

 

20.   Adamantios Androutsopoulos        

25-11-1973

 

21.   Konstantinos Karamanlis(4ª vez)     

23-07-1974

Regresso à democracia

22.   Georgios Rallis                   

9-05-1980

 

23.   Andreas Papandreou

21-10-1981

 

24.   Tzannis Tzannetakis               

2-07-1989

 

25.   Ioannis Grivas (interim)          

11-10-1989

 

26.   Xenophon Zolotas                  

23-11-1989

 

27.   Konstantinos Mitsotakis           

11-04-1990

 

28.   Andreas Papandreou (2ª vez)     

13-10-1993

 

29.   Kostas Simitis                    

22-01-1996

 

 

 

PASOK Movimento Socialista Pan-Helénico do PASOK (Panellino Socialistiko Kinima)

Mouvement socialiste panhellénique (Pasok : Panellinion Socialistikon Kinima) fondé sept. 1974 par Andréas Papandréou, Pt : Costas Simitis depuis 30-6-96.

ND Nova Democracia (Nea Dimokratia)

Nouvelle Démocratie (nd) fondée juin 1974 par Constantin Caramanlis, Pt : Costas Coramanlis depuis 21-3-97.

KKE Partido Comunista da Grécia (Kommounistiko Komma Ellados)

P. communiste de Grèce (kke : Kommounistiko Komma Ellados) fondé nov. 1918, secr. gén. : Aléka Papariga depuis 1992 avant, Charilaos Florakis (né 1914) de 1972 à fin 91, 30 000 m

DIKKI

Mouvement social démocratique (Dikki : Dimokratiki Kinoniki Kinisi) fondé 1995, Pt : Dimitri Tsovolas, socialiste

Synaspismos

Coalition de gauche et du progrès (Synaspismos) fondée 1989. Pt : Nicos Constantopoulos depuis déc. 1993 avant, Maria Damanaki (mars 91), Leonidas Kyrkos, ex-pc de Grèce de l'intérieur fondé 1968

Printemps politique (Pola : Politiki Anixi)

fondé 1993, Pt : Antonis Samaras, droite.

Démocratie christianique (ch. d)

fondée mai 1953, Pt : Nikos Psaroudakis

Écologistes alternatifs

, direction collective.

Gauche démocratique unifiée (eda)

fondée 1951, Pt : Manolis Glezos.

Regroupement socialiste unifié de la Grèce (espe)

fondé mars 1984, secr. gén. : Stathis Panagoulis (qui a quitté le Pasok).

Union démocratique du centre (Edik)

fondée 1974, Pt : Neoklis Sarris.

Union politique nationale (Epen : Ethniki Politiki Enosi)

fondée janv. 1984, Pt : Chryssanthos Dimitriadis, extrême droite.

P. du socialisme démocratique (Kodiso)

fondé 1979, Pt : Charalambos Protopapas depuis juillet 84.

P. agraire (kae),

Pt : K. Nassis.

 

Superf. 132 milliers de km2  Pop. 11 millions  PNB 127,6 mds de dollars (1999) PNB/hab. 12 110 dollars (1999) Croiss. 3,4 % (1998-1999) Budg. éduc. 3,1 % du PNB Mort. inf. 6 pour mille naissances Esp. vie 78 ans IDH 23e rang mondial sur 162 pays IPF 39e rang mondial sur 64 pays Budg. déf. 3 300 millions de dollars (2001) Armée 159 170 actifs et 291 000 réservistes

Com 131 990 km2 e 10 269 000 habitantes, 94 % de gregos e 4% de turcos, a actual Grécia esteve integrada no Império otomano desde 1453, assumindo a independência depois da guerra de 1821-1829. Foi durante séculos um povo (etnos) sem Estado (cratos), até que, em 1821 iniciou um processo de guerra pela independência. Antes, ocorreram alguns importantes sinais de revolta, nomeadamente o levantamento do Peloponeso, de 1770, bem como a revolta dos Souliotas em 1786, ambos apoiados pelos russos. Contudo, é só nas primeiras décadas do século XIX que o processo de luta pela independência ganha corentes apoios intelectuais e consolidados apoios internacionais, bem como adequads bases de penetração.

As Ilhas Jónias são sucessivamente ocupadas por franceses (1797-1799), russsos (1799-1800), franceses, de novo (1807-1814) e depois ingleses, a partir de 1814, enquanto patriotas gregos se instalam na Rússia, Viena e Paris.

A Rússia, principalmente com Alexandre I, trata de apoiar os movementos de forma consequente. O próprio czar tem dois conselheiros gregos Capo de Istria e Ypsilanti.

De Outubro de 1827 a Setembro de 1829, os gregos vão ter o apoio da Rússia, da França e da Inglaterra. Um movimento que teve como substancial impulso o nacionalismo liberal, mais ou menos maçónico e carbonari que tentava fazer uma adaptação da Revolução Francesa. O seu principal impulsionador foi o poeta Rhigas, instalado em Viena, e teve também importantes núcleos de apoio em Odessa e Moscovo, estes com a condescendência dos russos e de Alexandre. A guerra foi desencadeada a partir de 25 de Março de 1821, pelo arcebispo de Patras, Germanos. O combate revestiu uma forma anárquica até que em 12 de Janeiro de 1822, já um congresso nacional reunido em Epidauro, proclamava a independência da Grécia.

Contudo, os turcos vão pouco a pouco recuperando as posições perdidas e só com a intervenção militar de russos, franceses e ingleses se consegue garantir o movimento independentista, obrigando-se o sultão, pelo Tratado de Andrinopla, de 14 de Setembro de 1829 a reconhecer a independência grega, confirmada pelo protocolo de Londres de 3 de Fevereiro de 1830. A nova unidade política começa por assumir a forma de uma república sob a direcção de Capo de Istria, antigo conselheiro do czar Alexandre I, que, entretanto, acaba assassinado em 1831. Entram então em jogo as três potências protectoras da independência grega que optam pela forma monárquica.

O novo reino, nascido das negociações internacionais entre os interesses britânicos, franceses e russos, esteve até para ter como rei o mesmo Leopoldo que acabará por ser o rei dos belgas. Acabará por escolher-se outro principe alemão, Otão da Baviera que, por muito jovem, pouco dura, até chegar a vez de Guilherme, filho do rei da Dinamarca. Mas esta Grécia independente ainda era um pequeno país, apenas com 750 000 habitantes, com a maioria dos gregos na diáspora. Pouco a pouco, vai procurando congregar o etnos num cratos, através de um processo que tanto passa pela expansão territorial, como pelo repatriamento, sempre em tensão com o poder turco.

A Grécia, a actual Elliniki Dimokratia ou Hellas, estava integrada no Império Otomano desde 1453, constituindo o caso típico de um povo (ethnos) sem Estado (cratos). Só em 1770 e 1786 surgem revoltas autonomistas. Entre 1821 e 1827, os gregos começaram a lutar sozinhos contra os turcos, transformando-se no símbolo de um combate romântico, onde morreu o próprio Lord Byron. Mas, a partir de Outubro de 1827, o movimento perde a inicial forma anárquica e recebe fortes apoios de potências como a Rússia, a França e a Grã-Bretanha. O principal impulso para tal movimento radica num nacionalismo liberal, de matriz maçónica e carbonária, que tentava fazer uma adaptação da Revolução Francesa, destacando-se a figura do poeta Rhigas, instalado em Viena, e contando com importantes núcleos de apoio em Odessa e Moscovo. A guerra foi desencadeada a partir de 25 de Março de 1821, pelo arcebispo de Patras, Germanos. Em 12 de Janeiro de 1822, já um congresso nacional reunido em Epidauro, proclamava a independência da Grécia. Contudo, os turcos vão pouco a pouco recuperando as posições perdidas e é só com a intervenção militar de russos, franceses e ingleses que consegue garantir-se o objectivo independentista, obrigando-se o sultão, pelo Tratado de Adrianopla, de 14 de Setembro de 1829 a reconhecer a independência grega, confirmada pelo protocolo de Londres de 3 de Fevereiro de 1830. A nova unidade política assumiu a forma de uma república sob a direcção de Capo d’Istria, antigo conselheiro do czar Alexandre I, que, entretanto, é assassinado em 1831. Entram então em jogo as três potências protectoras da independência grega que optam pela forma monárquica. O novo reino, nascido das negociações internacionais entre os interesses britânicos, franceses e russos, quase teve como rei aquele príncipe alemão que será o rei dos belgas. Será escolhido outro príncipe alemão, Otão da Baviera que, por muito jovem, pouco dura, até chegar a vez de Guilherme, filho do rei da Dinamarca. Em 1863, consegue que os ingleses lhe cedam as ilhas Jónias, que ocupam desde 1814, onde haviam sucedido aos franceses (1807-1814).  Em 1881, pelo Tratado de Constantinopla, obtêm a Tessália e Arta.  Em 1913, o Épiro, a Macedónia e as ilhas do mar Egeu, incluindo Creta, depois de terem participado  nas guerras balcânicas de 1912-1913. Depois de terem participado na Grande Guerra de 1914-1918, contra os Impérios Centrais, obtêm, pelos Tratados de Neuilly e de Sèvres, de 1919-1920, a Trácia ocidental e as ilhas de Imbros, de Tenedos, Esmirna e uma parte das costas da Anatólia. Contra isto se revoltam os turcos, liderados por Mustafá Kemal Ataturk. Os gregos, apoiados pelos britânicos tentam um golpe de força, ocupando toda a zona ocidental da Anatólia, ocorrendo então a chamada grande catástrofe, ocorrência que virá a ser regulada pelo Tratado de Lausanne, onde se contratou a saída de cerca de 1 500 000 gregos da Turquia, em troca com  500 000 turcos instalados no território grego. Assim terminava o sonho da grande ideia do pan-helenismo que assumia o projecto de construção de uma Grécia com a capital em Constantinopla. Com esse sonho, regressava o autoritarismo. Em 1935, restaurava-se a monarquia; no ano seguinte, instituía-se a ditadura de Métaxas; vem depois a guerra, uma vitória sobre a Itália fascista, mas depois a ocupação nazi.  e em 1947, o Dodecaneso, até então administrado pelos italianos. Quanto aos repatriamentos, saliente-se em 1908, a chegada dos gregos instalados nas costas do Mar Negro, da Bulgária. Segue-se nos anos vinte deste século o grande repatriamento dos gregos da Turquia. Com efeito, em 1922, os gregos tentram conquistar parte das zonas costeiras da Turquia, sofrendo a derrota da chamada Um processo semelhante à própria Enosis, pela qual os gregos de Chipre tentaram integrar-se na Grécia e que teve os seus fundamentais episódios nos anos sessenta deste século. Outro episódio fundamental na história grega é a guerra civil de 1946-1949

© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: