Guiné (Conakri)

República da Guiné

La République de Guinée

245 860 km2 e 6,7 milhões de habitantes, dos quais 90% praticam o Islão, introduzido pelos fulani entre 1725 e o século XIX.

Os soussou, oriundos do Sahara, conquistaram o actual território da Guiné aos baga, a partir do ano 900 d.C., e estabeleceram, no século XV, os primeiros contactos com os europeus, os portugueses, que logo passam a dominar o tráfico de escravos, situação que se manteria até ao século XIX. É nessa altura, em 1849, que os franceses obtêm o domínio do rio Nunez, que haviam tentado desde o século XVII, e transformam a Guiné em protectorado, designado por Riviera do Sul e administrado juntamente com o Senegal. Em 1891 passa a colónia, desligando-se do Senegal e adoptando o nome de Guiné Francesa, e, em 1895, torna-se parte da África Ocidental Francesa.

Obtém a independência em 2 de Outubro de 1958, após a rejeição, por referendo, da autonomia dentro da Comunidade Francesa. Torna-se Presidente Ahmed Sékou Touré, que cria um Estado regido por um "neutralismo positivo", de orientação marxista, e empenhado em eliminar o tribalismo e a religião, onde apenas era permitido um único partido, o Partido Democrático da Guiné (PDG). Tentativas de golpe de Estado em 1961, 1965, 1967 e 1970 foram reprimidas violentamente. A partir de 1979, Sékou Touré introduz uma economia mista e, em Março de 1984, morre, desencadeando-se um golpe de Estado militar, liderado pelo major general Lansana Conté, à frente de um Comité Militar de Restauração Nacional, que suspende a Constituição e ilegaliza o PDG.

Em 1991, após a realização de um referendo, é introduzida a democracia multipartidária, e, em 1993, Conté vence as eleições presidenciais. Em 1995, a vitória do seu partido, o Partido da Unidade e Progresso nas eleições legislativas é contestada pela oposição. Em Dezembro de 1998, o principal dirigente da oposição, Alpha Condé, é detido.

 

© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: