Moçambique

República de Moçambique

 

784 090 km2 e 16 milhões de habitantes, dos quais 30% de cristãos e 10% de muçulmanos.

Vasco da Gama foi o primeiro europeu a atingir o território, em 1498. Em 1752, torna-se colónia portuguesa e, em 1951, província ultramarina.

O movimento independentista surge nos anos 60, impulsionado com a criação, em 1962, da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), liderada por Eduardo Mondlane, que iniciará a luta armada em 1964. Pressionado pela ONU a reconhecer a independência de Moçambique, Portugal só em o fará em 25 de Junho de 1975. O novo Estado, presidido pelo líder da FRELIMO, Samora Machel, que, em 1966, havia sucedido a Mondlane, após a sua morte, será de partido único e orientado pelos princípios socialistas e com o apoio soviético. Em 1976 nasce, pois, clandestinamente, a Resistência Nacional de Moçambique (RENAMO), apoiada pelos regimes brancos da Rodésia e da África do Sul, dando início à guerra civil.

Em 1986, Joaquim Chissano, anterior Ministro dos Negócios Estrangeiros, torna-se líder da FRELIMO e Presidente da República, na sequência da morte de Machel, e, a partir de 1989, começa a desmontar o aparelho marxista-lenisnista, para, em 1990, introduzir o multipartidarismo. Em 4 de Outubro de 1992, a assinatura do acordo de paz com a RENAMO permite a realização das primeiras eleições legislativas e presidenciais, em 1994, vencidas pela FRELIMO e por Joaquim Chissano, resultado que se repetiria em Dezembro de 1999, por entre as alegações de fraude por parte da RENAMO. Em 1995, Moçambique torna-se membro da Commonwealth.

 

© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: