Reino Unido (United Kingdom of Great Britain and Northern Ireland)

 

No Reino Unido, com a rainha Isabel II no trono desde 1952, o primeiro-ministro é o trabalhista Tony Blair, de nome oficial Anthony Charles Lynton Blair, desde 02-05-1997, depois de uma sucessão de governos conservadores, com Margaret Thatcher, desde 04-05-1979, a que sucedeu John Major, desde 28-11-1990.

O United Kingdom of Great Britain and Northern Ireland, que mantém inúmeras dependências, como Anguilla, Bermuda, British Virgin Islands, Cayman Islands, Falkland Islands, Gibraltar, Guernsey, Jersey, Man, Montserrat, Northern Ireland, Pitcairn, Saint Helena, Turks and Caicos Islands.

Nas últimas eleições para os 659 membros da House of Commons, de 07-06-2001, manteve-se a superioridade dos dois principais partidos britânicos, o Labour Party, com 40,7%, e 413 deputados, e o Conservative Party, com 31,7%, e 166 deputados. A terceira força, os Liberal-Democrats, apesar de 18,3% de sufrágios, apenas tem 52 deputados.

 

07-06-2001

26,365,192

%

1997

659

1997

Labour Party               

10,740,168

40.7 

-02.6

413

-6

Conservative Party                  

8,355,267

31.7 

+01.0

166

+1

Liberal Democrats           

4,815,249 

18.3 

+01.5      

52 

+6

Ulster Unionist Party         

216,839 

00.8  

00.0       

-4

Scottish National Party                  

464,314 

01.8 

-00.2

5

-1

Democratic Unionist Party     

181,999 

00.7

 

5

+3

Sinn Fein              

175,933 

00.7

 

4

+2

Social Dem and Labour Party   

169,874 

00.6  

00.0       

3

 

UK Independence Party           

390,575

01.5 

+01

2        

 

Green

166,477 

00.6 

+00.4

 

 

Outros

492,605

 

 

 

 

 

REINO UNIDO

 

Labour Party

 

Conservative Party

Clement Richard Attlee        

1935-1955

 

 

1940-1955

Winston Spencer Churchill     

Hugh Gaitskell                

1955-1963

 

 

1955-1957

Anthony Eden         

 

1957-1963

Harold Macmillan    

Harold Wilson         

1963-1976

 

 

1963-1965

Douglas-Home 

 

1965-1975

Edward Richard George Heath   

 

1975-1990

Margaret Hilda Thatcher       

James Callaghan     

1976-1980

 

Michael Foot                   

1980-1983

 

 

1990-1997

 

John Roy Major                

Neil Kinnock                  

1983-1992

 

John Smith                    

1992-1994

 

Anthony C. L. (Tony) Blair  

1994-

 

 

1997-2001

William Hague                 

 

2001-

Iain Duncan Smith             

 

 

Liberal Party/ Liberal Democrats 

 

Social Democratic Party

Clement Davies                

1945-1956

 

Joseph (Jo) Grimond           

1956-1967

 

Jeremy Thorpe                 

1967-1976        

 

David Steel                    

1976-1988        

 

 

1982-1983

Roy Harris Jenkins 

 

1983-1987

 

David Owen         

 

1987-1988

Robert Maclennan   

Jeremy J. D. (Paddy) Ashdown  

1988-1999        

 

Charles Kennedy               

1999-            

 

Em 1988 funde-se com o SDP, recebendo o nome Social and Liberal Democrats (SLD). Em 1989 adopta o nome de Liberal Democrats (LD)

 

 

Fundado em 1982 por dissidentes do Labour Party. Funde-se em 1988 com o Liberal Party, formando o SLD.

 

Depois da morte de Cromwell em 1658, foi restaurada a monarquia. Em 1660 sobe ao trono Carlos II que apenas tinha descendência feminina, pelo que lhe deveria suceder o irmão, Jaime II, católico. As pretensões deste são apoiadas pelos tories, nome que então se dava aos rebeldes católicos irlandeses que resistiam contra o anglicanismo. Baseavam-se nas teses de Robert Filmer, na obra por este publicada em 1680, Patriarcha, onde defendia o direito divino dos reis. Influenciados também pelo pensamento de Lord Halifax (1633-1695). A partir de então surgem os dois pontos fundacionais do partido tory: defesa da monarquia de direito divino e dos privilégios da igreja anglicana.

Wighs

Os que se opõem a Jaime II, recebem o nome de wighs, nome dado aos presbiterianos ingleses que se tinham oposto ao anglicanismo.Em 1688 os wighs  revoltam-se contra Jaime II, iniciando a Glorious Revolution. Baseiam-se nas teses de John Locke e dão o trono a Guilherme de Orange, casado como Maria, a primogénita de Carlos II. Em 1689 é firmado o Bill of Rights.

Com a dinastia de Hannover, os tories praticamente não exercem o poder. Contudo, a partir da subida ao poder de Wiliam Pitt, the Younger, entre 1783 e 1801 e, depois, entre 1804 e 1806,  surge uma nova configuraçaão do modelo tory, dado que os seguidores daquele que a si mesmo se qualificava como wigh vão qualificar-se como tories, ocupando o poder quase ininterruptamente de 1783 a 1830, dado que apenas estiveram afastados do mesmo em 1806-1807. A partir de então começa a surgir ao lado da designação de conservatives.

Depois dos chamados anos reaccionários de 1812-1821, surge o chamdo liberal toryism entre 1822 e 1830, depois do suicídio de Castlereagh em Agosto de 1822, liderado por Canning

O modelo britânico, nasce das reformas eleitorais de 1832 (o aparecimento das registration societies) e de 1867 (o aparecimento do caucus). O binómio conservadores (tories)/liberais(wighs).

O nome conservative torna-se oficial em 1830 e consagra-se em 1834 com o Tamworth Manifesto de Robert Peel que lança as bases da respectiva vitória eleitoral de 1841, levando-os ao poder até 1846. Nesse manifesto aceitam a reforma de 1832, alargando as bases de apoio do partido, até então restritas à gentry a à Igreja Anglicana.

Com a reforma de 1867 que duplicou o eleitorado,  os conservadores, inspirados por Disraelli lançam a chamada tory democracy onde os conservadores se assumem como the national party ... the really democratic party of England.

Disraelli morre em 1881 e a liderança dos conservadores é disputada até 1885 por Northcote e Salisbury, até que este, que se opusera à tory democracy, a conquista em 1885. Será primeiro ministro em 1885-1886, 1886-1892 e 1895-1902. Com efeito, entre 1886 e 1895, os conservadores, liderados por Salisbury, apesar de terem conseguido uma maioria parlamentar, formam uma coligação com os liberais unionistas de Chamberlain. Uma união que se formaliza em 1912 com a criação do Conservative and Unionist Party.

A superação do liberalismo: do trabalhismo à new left. — O modelo francês (a partir de 1848). A invenção da direita e da esquerda. O republicanismo.

O primeiro governo que assume oficialmente a designação liberal é o de William Gladstone entre 1868 e 1874, mas a formação de um partido de massas com esse nome apenas surge em 1877 com a criação da National Liberal Federation. Gladstone voltará a ser primeiro ministro em 1880-1885, em 1886 e em 1892-1894.

Antes de Gladstone, que aliás começa como deputado tory em 1832, os wighs foram liderados por Palmerston, morto em 1865, e, depois, por Russell, morto em 1867.

Gladstone, na campanha eleitoral de 1868 adopta o lema de justiça para a Irlanda, obtendo 61,5% dos sufrágios. Depois de perder as eleições de 1874, deixa a liderança dos liberais. Em 1886 surge a dissidência dos unionistas liberais de Joseph Chamberlain que mais tarde se junta aos conservadores. Deste modo, os liberais estão fora do governo entre 1886 e 1905, à excepção do período de 1892-1895.

Depois da formação de Independent Labour Party em 1893, liderado por Keir Hardie, que falhou estrondosamente as eleições de 1895, surge em 1900, com o apoio dos fabianos, surgidos em 1883, e do TUC um Labour Representation Committee que consegue eleger dois deputados em 1903. O líder Ramsay MacDonald faz então um acordo com os liberais (a chamada coligação lib-lab), aumentando a representação dos trabalhistas para 29 deputados em 1906, ano em que o partido passa a assumir-se como Labour Party.

Depois de 1975 são dirigidos por Margaret Hilda Thatcher (n. 1925), licenciada em química por Oxford e deputada desde 1959. Vencem as eleições de Maio de 1979, assumindo um governo de feição neo-liberal.

Nas últimas eleições para os  membros da, de, manteve-se a superioridade dos dois principais partidos britânicos, o, com, e  deputados, e o, com, e  deputados. A terceira força, os, apesar de de sufrágios, apenas tem  deputados.

 

House of Commons

07-06-2001

%

659

Labour Party

 

40,7

413

Conservative Party

 

31,7%

166

Liberal-Democrats

 

18,3%

52

 

Superf. 245 milliers de km2  Pop. 60 millions  PNB 1 403,80 mds de dollars (1999) PNB/hab. 23 590 dollars (1999) Croiss. 2,1 % (1998-1999) Budg. éduc. 5,3 % du PNB Mort. inf. 6 pour mille naissances Esp. vie 77 ans IDH 14e rang mondial sur 162 pays IPF 16e rang mondial sur 64 pays Budg. déf. 23 800 millions de dollars (2001) Armée 211 430 actifs et 247 100 réservistes

242 407 km2 e 57 410 000 habitantes; segundo a fórmula de Cline, 68. O núcleo genético dominante do Reino Unido, a Inglaterra, é de origem medieval; a ele se foram juntando o País de Gales, em 1563, a Escócia, em 1707, e a Irlanda, em 1800, embora esta parcela, a partir de 1921, se tenha cindido, apenas permanecendo o Ulster.

Foi este Reino Unido que sempre manteve uma relação ambígua com a restante Europa, bem expressa por Winston Churchill que quando pugnava por uns estados Unidos da Europa sempre dizia que we are with it but not of it. Com efeito, os britânicos, sempre assumiram relativamente aos assuntos europeus, não uma relação de alheamento, mas sim um pleno intervencionismo marcado pelo ritmo da balance of power, isto é, uma promoção das divisões entre as potências dominantes no continente, para que o processo de intervenção fosse o menos custoso possível.

O Reino Unido é sobretudo Henrique VIII e a formação da Estado-Igreja anglicano, feito contra Roma, mas também contra os luteranos e os calvinistas. Um anglicanismo que constitui uma espécie de catolicismo de Estado. bem como o estabelecimento do conceito de balance of power. Aquela que vai ser  a matriz do liberalismo, da tolerância, da separação de poderes e da democracia constitucional, tem o seu ponto de partida na tirania de uma coroa que torna súbditos os dependentes e até vai entrar na modernidade teórica com o soberanismo de Thomas Hobbes.

Em 1707, quando se deu a união definitiva entre a Inglaterra e a Escócia, em regime de união pessoal desde 1603, essa entidade passa a constituir a Grã-Bretanha; o tratado refere  que as duas entidades forever united into one kingdom by the name of Great-Britain.

A partir de 1808, depois de oficializada a união com a Irlanda, passa a designar-se por Reino Unido. Constituído por England, Principality of Wales (2 798 000); união desde 1536; Scotland (4 957 000); união desde 1707; Ulster (1 570 000); união oficializada em 1800.

 

1.       Winston Churchill (1ª vez) 

10-05-1940

2.       Clement Attlee        

26-07-1945

3.       Winston Churchill (2ª vez)

26-10-1951 

4.       Anthony Eden             

6-04-1955 -

5.       Harold Macmillan             

10-01-1957 -

6.       Alec Douglas-Home

19-10-1963 -

7.       Harold Wilson (1ª vez)     

16-10-1964

8.       Edward Heath                  

19-06-1970 - 

9.       Harold Wilson (2ª vez)     

4-03-1974 - 

10.   James Callaghan              

5-04-1976

11.   Margaret Thatcher

4-05-1979

12.   John Major                   

28-11-1990

13.   Tony Blair                   

2-05-1997

242 407 km2 e 57 410 000 habitantes; segundo a fórmula de Cline, 68. O núcleo genético dominante do Reino Unido, a Inglaterra, é de origem medieval; a ele se foram juntando o País de Gales, em 1563, a Escócia, em 1707, e a Irlanda, em 1800, embora esta parcela, a partir de 1921, se tenha cindido, apenas permanecendo o Ulster.

Com ou na Europa?

Foi este Reino Unido que sempre manteve uma relação ambígua com a restante Europa, bem expressa por Winston Churchill que quando pugnava por uns estados Unidos da Europa sempre dizia que we are with it but not of it. Com efeito, os britânicos, sempre assumiram relativamente aos assuntos europeus, não uma relação de alheamento, mas sim um pleno intervencionismo marcado pelo ritmo da balance of power, isto é, uma promoção das divisões entre as potências dominantes no continente, para que o processo de intervenção fosse o menos custoso possível.

  Henrique VIII

O Reino Unido é sobretudo Henrique VIII e a formação da Estado-Igreja anglicano, feito contra Roma, mas também contra os luteranos e os calvinistas. Um anglicanismo que constitui uma espécie de catolicismo de Estado. bem como o estabelecimento do conceito de balance of power. Aquela que vai ser  a matriz do liberalismo, da tolerância, da separação de poderes e da democracia constitucional, tem o seu ponto de partida na tirania de uma coroa que torna súbditos os dependentes e até vai entrar na modernidade teórica com o soberanismo de Thomas Hobbes.

Com Isabel I, a Inglaterra vê chegar a rainha dos mares. Sobe ao trono em 1558. Perante a pressão espanhola em terra, prefere a guerra no mar. Começa o conflito com Espanha em 1585. Adopta a política do compromisso continental, mandando tropas para apoiar os rebeldes holandeses contra Filipe II. O objectivo era o de impedir os objectivos de Filipe II em terra e de arrasar o seu império no mar.

Estratégia indirecta

A estratégia da balança do poder britânica, além do imperialismo ultramarino, marcado pela triáde do comércio (free trade), marinha (poder naval) e colónias, não era exclusivamente ribeirinha. Sempre assumiu uma intervenção continental, embora envolvente, ou através da chamada estratégia indirecta, procurando conter no terreno os inimigos principais, apoiando os adversários destes. Apoia os holandeses em terra contra a Espanha; apoia os franceses contra a Espanha.

Cromwell e a republica dos santos

A primeira revolução inglesa, de 1642-1660, leva Cromwell a  cria uma república de santos, a primeira grande ditadura dos tempos modernos. Em 1649 Carlos I era decapitado. Era Hobbes a mandar. É durante a governação de Cromwell que se desencadeia a guerra comercial com os holandeses em 1652-1654, na sequência do Navegation Act de Outubro de 1651, quando Cromwell estabelece o proteccionismo e o mercantilismo Novas guerras em 1652-1654, 1665-1667 e 1672-1674. Pela Paz de Westminster de 1654, os holandeses reconhecem o Navigation Act. O que permite a Cromwell aliar-se à França de Mazarino contra os espanhóis, com efeitos no aumento do Império (em 1655 eraocupada a Jamaica). No plano interno, importa assinalar o nascimento em 1647 dos Levellersm defensores de um povo orgânico, dirigido por uma elite. Individualistas, não atacam a privada e defendem o parlamento como mero delegado do poder soberano. Já os Diggers, aparecidos em 1649, assumem-se como os verdadeiros niveladores e combatem a propriedade privada. O respectivo líder, Wistanly chega a publicar em 1652 uma obra intitulada Law of Freedom, onde se assume como um dos primeiros socialistas, defendendo a própria propriedade colectiva da terra.

Restauração dos Stuarts

A república dura apenas dois anos depois da morte de Cromwell em 1658, dura dois anos até à restauração dos Stuarts na pessoa de Carlos II que vai reinar de 1660 a 1685. Neste reinado, nova guerra com os holandeses entre 1665 e 1667, com a humilhante raid de Ruyter no Tamisa. Entretanto os ingleses pelo Tratado de Breda de 31 de Julho de 1667 aumentam os seus domínios colonais, passando a dominar a colónia holandesa de Nova Amsterdão, que passa a Nova York. Nova guerra com a Holanda em 1672-1674. O parlamento obriga Carlos II a abandonar a aliança coma França em 1674 e a abandonar a guerra com a Holanda.

A Carlos II sucede em 1685 o irmão, o duque de Iorque, católico, que se assume como Jaime II. Nesse mesmo ano Luís XIV revoga o edito de Nantes. Surge então o confronto entre os tories, que defendem a supremacia do poder real face ao parlamento, e os wighs, que defendem e votam a exclusão do rei, dominando o parlamento, mas cujas pretensões são sucessivamente adiadas pela Câmara dos Lordes até 1690.

Glorious Revolution.

A segunda revolução começa em 1688, instaurando-se o regime parlamentar. Contra o católico Jaime II, surge a candidatura de uma filha deste, Mary, casada com o protestante Guilherme de Orange. Em 5 de Novembro de 1688, dá-se o desembarque de Guilherme de Orange, depressa reconhecido como regente do reino.  Desembarca em nome da Liberdade, Parlamento e Protestantismo, levando ao triunfo da monarquia contratual defendida pelos wighs. Em Fevereiro de 1689, chega a rainha Mary, acompanhada por John Locke, e é emitida a Declaration of Rights. A Glorious Revolution não nasce de um banho de sangue e assume o consenso entre o rei e o parlamento.

Na Guerra da Sucessão de Espanha, os ingleses participam de 1700 a 1712. São os grandes beneficiários dos tratados de Utrecht (1713) e Rastadt (1714). Ganham Gibraltar e Minorca na Europa. Nas colónias obtêm a Nova escócia, a Terra Nova a baía de Hudson e importantes concessões comerciais na América do Sul. Asseguram a sucessão da monarquia protestante.

A união da Inglaterra com a Escócia, oficialmente constituída em 1707, com a rainha Ana (1702-1714) culmina um processo de união pessoal, conseguida a partir de 1603, quando os Stuarts assumiram o trono inglês.

Casa de Hanôver.

Sobe ao poder Jorge I em 1714, inaugurando-se a casa de Hanôver, inaugurando-se um novo sistema de governo, com base num partido e chefia de um primeiro-ministro. Conflitos com a França: No período que decorre de 1689 a 1815, o principal inimigo britânico é a França. Entre as duas potências vai haver sete guerras. O jogo da balança do poder.  Há intervenções militares directas dos ingleses no continente.  Há apoio financeiro aos inimigos da França (entre 1756 e 1760, a Prússia vai receber subsídios britânicos). Alia-se com a Áustria na guerra da Sucessão da Áustria (1740-1748).  Alia-se com a Prússia na guerra dos Sete Anos (1756-1763), utilizando Frederico II como a sua espada continental, ao mesmo tempo que se desenrola uma guerra colonial franco-inglesa entre 1755-1763. Nesta sequência a Paz de Paris de 10 de Fevereiro de 1763 entre a Inglaterra, a França e a Espanha, onde a Inglaterra obtém o Canadá e a Louisiana, a leste do Mississipi, dos franceses, e a Florida, dos espanhóis. As possessões francesas na Índia são comprimidas.. Destrói o império colonial francês no Canadá e na Índia (Tratado de Paris de 1763). A Inglaterra assume-se como primeira potência colonial, mas eleva a Prussia à categoria de grande potência continental. Começa também a Revolução Industrial. Perde com a independência norte-americana, reconhecida pela Paz de Versalhes de 1783. A França, a partir de 1778, os holandeses, a partir de 1779, e os franceses, a partir de 1780, apoiam os revoltosos. Os ingleses estavam isolados. Tinham rompido com a Prússia a partir de 1762. Estavam sem aliados na Europa. Na década de oitenta tinha aliás surgido em Portugal, na Dinamarca e na Rússia uma espécie de neutralidade armada.

O nome de Grã-Bretanha: Em 1707, quando se deu a união definitiva entre a Inglaterra e a Escócia, em regime de união pessoal desde 1603, essa entidade passa a constituir a Grã-Bretanha; o tratado refere  que as duas entidades forever united into one kingdom by the name of Great-Britain.

Reino Unido:

A partir de 1808, depois de oficializada a união com a Irlanda, passa a designar-se por Reino Unido. Constituído por England, Principality of Wales (2 798 000); união desde 1536; Scotland (4 957 000); união desde 1707; Ulster (1 570 000); união oficializada em 1800.

 

Governo de Pitt (1783-1801 e 1804-1806)

William Pitt the Younger  (1759-1806) sobe ao poder em 1783, apenas com 24 anos. Ganha as eleições de 1784. Consolida o sistema parlamentar, institui a lei da responsabilidade ministerial. Adopta os princípios de Smith e institui um sistema livre-cambista. A partir da Revolução Francesa surgem os anos reaccionários.

Os grandes proprietários levam à adopção das corn laws  de 1815, instituindo-se o proteccionismo. Nos anos vinte a questão irlandesa, depois da fundação da associação católica em 182 por O’Connel. Apesar de entre 1821 e 1827 os comuns terem adoptado vários bills para a emancipação dos católicos, a Câmara dos Lordes nunca deixou passou a medidade. Só em 1829 dá-se a emancipação dos católicos que passam a cidadãos de primeira.

A era vitorina (1837-1901)

Neste período surge o rotativismo entre liberais e conservadores. Face à reforma eleitoral de 1832 desencadeia-se o movimento do chartism  a favor do sufrágio universal que consegue mobilizar em 1839 uma petição subscrita por um milhão de pessoas, mas que fracassa na greve geral de 1842, organizada a partir de Manchester.

Em 1939, sob a liderança de Richard Cobden organiza-se a Anti-Corn Law League

De 1841 a 1846 surge o governo de Robert Peel, um tory marcado pelo livre-cambismo que revoga as corn laws em 1846, provocando uma dissidência entre os conservadores entre os peelists, adeptos do livre-cambismo, entre os quais se encontra o futuro líder dos liberais Gladstone, e os proteccionistas, chefiados por Disraelli

Governo de Aberdeen (1852-1855)

Governo de Palmerston (1858-1866)

Reforma eleitoral de 1867 promovida por Disraelli duplica o número dos eleitores (de 1 364 000 para 2 148 000)

Governo de Gladstone (1868-1874). O antigo membro dos governos de Aberdeen e Palmerston, que se manteve sem partido entre 1846 e 1859, transformou-se num defensor das perspectivas livre-cambistas de Peel. No seu governo destaca-se o Education Act de 1870, que estabeleceu um sistema nacional de educação elementar.

Ballot Act de 1872 adoptado por influência de Gladstone garante o segredo de voto

Governo de Disraelli (1874-1880)

Rainha Vitória assume-se como imperatriz da Índia em 1877

Apoio ao império otomano contra os russos

Ocupação do Egipto 1882

Governo de Gladstone

Aprovado o Land Act de 1881 visando pacificar a Irlanda

Home Rule de 1886 concede autonomia à Irlanda, leva os liberais unionistas, contrários a esta autonomia a apoiarem os conservadores

Governo de Salisbury 1886-1892

Partilha de África )1885-1890 na sequência da Conferência de Berlim.

Guerra dos boers (1899-1902)

Rosebery 1894-1895

Governo de Salisbury )1895-1902)

Governo de Balfour (1902-1905)

Salisbury propõe em 1903 a criação de um sistema de prefereências imperiais

Campbell-Bannerman (1905-1908). Governo liberal

Governo Asquith (1906-1916). Governo liberal

Começa o reinado de Jorge V )1910-1936)