Turquia (Turkiye Cumhuriyeti)

(Turkiye Cumhuriyeti)
Türkiye Cumhuriyeti (Republic of Turkey)

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Türkiye Büyük Millet Meclisi (Grande Assembleia Nacional da Turquia) |
18-04-1999 (só tem representação parlamentar o partido que obtiver, pelo menos 10%) |
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550 |
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Demokratik Sol Partisi |
DSP Partido da Esquerda Democrática, fundado em 1985. Dirigido por Bulent Ecevit |
22.3 |
136 |
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Milliyetçi Hareket Partisi |
MHP Partido da Acção Nacionalista, de direita. Fundado em 1983. |
18.1 |
129 |
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Fazilet Partisi |
FP Partido da Virtude. Surgiu em 1983 com este nome, mas baseia-se no partido nacionalista muçulmano fundado em 1970 com o nome de Partido da Ordem Nacional (Nizam). Dissolvido em 1971, torna-se Partido da Salvação Nacional e é novamente dissolvido em 1980. Dirigido por Ismaïl Alptekin, próximo de Necmettin Erbakan. |
15.5 |
111 |
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Anavatan Partisi |
AnaP Partido da Mãe Pátria, da direita liberal, fundado em 1983. Dirigido por Mesut Yilmaz, desde 1991 |
13.3 |
86 |
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Dogru Yol Partisi |
DYP Partido da Justa Via, fundado em 1983, da direita agrária. Dirigido sucessivamente por Süleyman Demirel e Tansu Ciller, desde 1993 |
12.1 |
85 |
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Cumhuriyet Halk Partisi |
CHP Partido Republicano do Povo, fundado em 1923 por Mustafa Kemal, proibido em 1981, foi recriado em 1992, tendo a dirigi-lo, desde 1995, Deniz Baykal |
8.9 |
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Halkçi Demokratik Partisi |
Hadep Partido da Democracia do povo, socialista, de tendência comunista, defende os kurdos |
4.7 |
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Büyük Birlik Partisi |
BBP Partido da Grande União, da extrema-direita islâmica, fundado em 1993 |
1.5 |
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Presidente |
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Chefe do governo |
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Ismet Inönü |
11-11-1938 |
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9-07-1942 |
Sükrü Saracoglu |
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7-08-1946 |
Recep Peker |
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9-09-1947 |
Hasan Saka |
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16-01-1949 |
Semsettin Günaltay |
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Mahmud Celal Bayar |
22-05-1950 |
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22-05-1950 |
Adnan Menderes |
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Cemal Gürsel |
27-05-1960 |
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28-05-1960 |
Cemal Gürsel |
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30-10-1961 |
Fahri Özdilek (interinamente) |
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20-11-1961 |
Ismet Inönü (3ª vez) |
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21-02-1965 |
Suat Hayri Ürgüplü |
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Cevdet Sunay |
28-03-1966 |
- 26-03-1971 (s.a.) - 17-04-1972 (n.1912 - d. 1980) - 15-04-1973 (n.1906 - d. 1988)
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27-10-1965 |
Süleyman Demirel (1ª vez) |
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26-03-1971 |
Nihat Erim |
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17-04-1972 |
Ferit Melen |
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Tekin Ariburun |
29-03-1973 |
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Fahri Korutürk |
6-04-1973 |
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15-04-1973 |
Naim Talu |
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25-01-1974 |
Bülent Ecevit (1ª vez) |
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17-11-1974 |
Sadi Irmak |
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31-03-1975 |
Süleyman Demirel (2ª vez) |
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21-06-1977 |
Bülent Ecevit (2ª vez) |
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11-07-1977 |
Süleyman Demirel (3ª vez) |
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5-01-1978 |
Bülent Ecevit (3ª vez) |
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12-11-1979 |
Süleyman Demirel (4ª vez) |
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Ihsan Sabri Çaglayangil |
6-04-1980 |
- 13-12-1983 (n.1923) - 9-11-1989 (s.a.)
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20-09-1980 |
Bülent Ulusu |
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13-12-1983 |
Turgut Özal |
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Kenan Evren |
12-09-1980 |
- 24-06-1991 (n.1935)
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9-11-1989 |
Yildirim Akbulut |
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Turgut Özal |
9-11-1989 |
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24-06-1991 |
Mesut Yilmaz (1ª vez) |
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20-11-1991 |
Süleyman Demirel (5ª v3z) |
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Hüsamettin Cindoruk |
17-04-1993 |
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Süleyman Demirel |
16-05-1993 |
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16-05-1993 |
Erdal Inönü (interinamente) |
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25-06-1993 |
Tansu Çiller |
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6-03-1996 |
Mesut Yilmaz (2ª vez) |
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28-06-1996 |
Necmettin Erbakan |
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30-06-1997 |
Mesut Yilmaz (3ª vez) |
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11-01-1999 |
Bülent Ecevit (4ª vez) |
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Ahmet Necdet Sezer |
16-05-2000 |
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774 815 km2 e 62 800 000 habitantes; segundo a fórmula de Cline, 18. Depois da conquista de Constantinopla em 1453, os turcos prosseguiram a sua marcha conquitadora na Europa; em 1473 já estão na Bósnia, e na Albânia; em 1475 retiram os genoveses da Albânia e ficam com as possessões genovesas e venezianas no mar Egeu e na Moreia; em 1499 vencem os venezianos em Lepanto; em 1521 conquistam Belgrado e cinco anos depois quase toda a Hungria, chegando mesmo a cercar Veneza em 1529; dominando o Mediterrâneo estendem-se para ocidente e conquistam também Argélia em 1520.
Depois da conquista de Chipre em 1570, os otomanos entram em declínio, quando o papa Paulo V promove a criação de uma liga europeia, cuja armada, comandada por D. João de Áustria, lhes inflinge a derrota de Lepanto em 1571. Em 1664 já são derrotados em Saint-Gothard pelos exércitos do Imperador, mas retomam a ofensiva, conquistam Creta em 1668 e cercam Veneza em 1683, onde são derrotados por um exército polaco-alemão que veio em socorro dos sitiados. Os exércitos do Imperador passam então à ofensiva, reconquistam Buda em 1686 e penetram na Bósnia e na Sérvia no ano seguinte; sob o comando do príncipe Eugénio vencem os otomanos em Zenta em 1697 e pela paz de Karlowitz, conseguem a restituição da Hungria e da Transilvânia a Viena, da Podólia à Polónia e da Moreia e da Dalmácia a Veneza. Entre 1715 e 1718, nova ofensiva do príncipe Eugénio que termina com o Tratado de Passarowitz que permite à Áustria anexar o Banat. Entretanto os otomanos começam a sofrer a pressão russa, quando Pedro o Grande conquista Azov em 1696, entretanto recuperada a partir de 1712.
O império otomano, que servia de tampão entre o império britânico e o império russo, participa na Grande Guerra de 1914-1918, ao lado dos impérios centrais, sendo um dos derrotados. Pelo Tratado de Sèvres de 10 de Agosto de 1920, tem de renunciar a todas as suas possessões na Europa, à excepção de Constantinopla; enquanto grande parte do império no Médio Oriente passa para mandato britânico, ficando a França com a Síria.
Logo em Setembro de 1820, o general Mustafá Kemal que, desde 1919, estabelecera em Ankara um governo revolucionário, declara recusar as cláusulas de Sèvres. E vence a guerra contra a Grécia de 1921-1922, obtendo o reconhecimento internacional das actuais fronteiras turcas pelo tratado de Lausanne de 1923. Depois de depor o sultão e de abolir o califado torna-se o primeiro presidente da República Turca até 1938. Reforma a Turquia no sentido laico e estabelece uma economia centralizada, um partido único e um clima nacionalista. Os seus adversários no plano externo são os gregos e os arménios e no plano intErno os curdos, cerca de 20% da população.
A Turquia distancia-se do mundo árabe e do mundo muçulmano, procurando assumir-se como a ponte entre o ocidente e o oriente. Beneficiando do facto de não ter participado na Segunda Guerra Mundial e de ser um adversário tradicional da Rússia, aproveita-se da guerra fria e participa na NATO e na OCDE, enquanto se torna na pedra básica do Pacto de Bagdad.