

Novo governo de coligação nos
Países Baixos, entre socialistas e democratas-cristãos (6 de Agosto)

Criada a República da Coreia do Sul
(15 de Agosto)

Grécia:
general Markos é exonerado de comandante das forças armadas, acusado de
ligação aos comunistas* (20 de Agosto)

Espanha, que continuava sujeita à quarentena internacional, vê,
contudo, reabertas as fronteiras com a França (10 de Fevereiro),
enquanto Franco consegue ter um encontro com Don Juan de Borbón, no iate Azor, ao largo de San Sebastián (25 de Agosto), que permitiu a
educação do príncipe D. Juan Carlos em Espanha. Os próprios socialistas espanhóis, em nome do realismo, desligavam-se
dos comunistas e Indalecio Prieto aproximava-se da oposição monárquica,
liderada por Gil Robles. É também nesse ano que chega a Madrid a primeira missão militar
norte-americana.

Governo presidido por Robert Schuman em
França (31 de Agosto)

A zona francesa de ocupação da
Alemanha integra-se nas unificadas zonas de administração anglo-americana.
Passa-se da chamada Bizona à Trizona (1 de Agosto). Os organismos
quadripartidos de ocupação deixam de funcionar e os soviéticos criam o seu
próprio espaço de influência.

Memorando de Paul Ramadier aos vários
governos europeus onde se estabelece o projecto de uma assembleia europeia de
carácter consultivo (18 de Agosto). Com efeito, o comité dos movimentos europeus, já presidido por Paul Ramadier, apresenta um memorando aos vários governos
europeus, onde se estabelecia o modelo de uma assembleia europeia que,
começaria por ser meramente consultiva até que as nações decidissem a
transferência se alguns dos seus direitos soberanos para uma autoridade
europeia. A proposta naturalmente apoiada pelo governo francês, contou, mais
uma vez, com a adesão imediata de Spaak, mas teve também o apoio de Dirk
Stikker e Joseph Bech, ministros dos estrangeiros da Holanda e do
Luxemburgo, respectivamente. Faltava o apoio do quinto subscritor do
Tratado de Bruxelas, a Grã-Bretanha. Mas os britânicos continuavam
reticentes a qualquer tipo de transferência de soberania.
Para superar-se o impasse, os cinco subscritores do tratado de
Bruxelas nomearam um grupo de trabalho sob a presidência de Édouard
Herriot (1872-1957) e o comité de coordenação dos movimentos europeus,
onde participavam activamente os conservadores britânicos, enviou para
aquele grupo de trabalho um memorando sugerindo a criação de dois
órgãos: uma assembleia consultiva formada por representantes dos
parlamentos nacionais e um conselho de ministros que, com base nas
propostas da assembleia, já teria carácter deliberativo. Ainda assim, o
governo britânico reagiu contra a existência de uma assembleia, não
aceitando senão a existência de um conselho de delegados governamentais.
Coube a Spaak encontrar a solução de compromisso: uma assembleia com
poderes bem delimitados mas com delegados de nomeação governamental.