1948

 

Agosto
Acordo entre Franco e Don Juan de Borbon


 

 

Novo governo de coligação nos Países Baixos, entre socialistas e democratas-cristãos (6 de Agosto)

Criada a República da Coreia do Sul (15 de Agosto)

Grécia: general Markos é exonerado de comandante das forças armadas, acusado de ligação aos comunistas* (20 de Agosto)

Espanha, que continuava sujeita à quarentena internacional, vê, contudo, reabertas as fronteiras com a França (10 de Fevereiro), enquanto Franco consegue ter um encontro com Don Juan de Borbón, no iate Azor, ao largo de San Sebastián (25 de Agosto), que permitiu a educação do príncipe D. Juan Carlos em Espanha. Os próprios socialistas espanhóis, em nome do realismo, desligavam-se dos comunistas e Indalecio Prieto aproximava-se da oposição monárquica, liderada por Gil Robles. É também nesse ano que chega a Madrid a primeira missão militar norte-americana.

Governo presidido por Robert Schuman em França (31 de Agosto)

A zona francesa de ocupação da Alemanha integra-se nas unificadas zonas de administração anglo-americana. Passa-se da chamada Bizona à Trizona (1 de Agosto). Os organismos quadripartidos de ocupação deixam de funcionar e os soviéticos criam o seu próprio espaço de influência.

Memorando de Paul Ramadier aos vários governos europeus onde se estabelece o projecto de uma assembleia europeia de carácter consultivo (18 de Agosto). Com efeito, o comité dos movimentos europeus, já presidido por Paul Ramadier, apresenta um memorando aos vários governos europeus, onde se estabelecia o modelo de uma assembleia europeia que, começaria por ser meramente consultiva até que as nações decidissem a transferência se alguns dos seus direitos soberanos para uma autoridade europeia. A proposta naturalmente apoiada pelo governo francês, contou, mais uma vez, com a adesão imediata de Spaak, mas teve também o apoio de Dirk Stikker e Joseph Bech, ministros dos estrangeiros da Holanda e do Luxemburgo, respectivamente. Faltava o apoio do quinto subscritor do Tratado de Bruxelas, a Grã-Bretanha. Mas os britânicos continuavam reticentes a qualquer tipo de transferência de soberania.

Para superar-se o impasse, os cinco subscritores do tratado de Bruxelas nomearam um grupo de trabalho sob a presidência de Édouard Herriot (1872-1957) e o comité de coordenação dos movimentos europeus, onde participavam activamente os conservadores britânicos, enviou para aquele grupo de trabalho um memorando sugerindo a criação de dois órgãos: uma assembleia consultiva formada por representantes dos parlamentos nacionais e um conselho de ministros que, com base nas propostas da assembleia, já teria carácter deliberativo. Ainda assim, o governo britânico reagiu contra a existência de uma assembleia, não aceitando senão a existência de um conselho de delegados governamentais. Coube a Spaak encontrar a solução de compromisso: uma assembleia com poderes bem delimitados mas com delegados de nomeação governamental.

 

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© José Adelino Maltez, História do Presente. Última revisão em: 23-04-2009        

 

 

 

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