1948
 


Janeiro

Do Benelux ao assassinato de Gandhi

 



 

Entra em vigor a nova Constituição de Itália e surge o Benelux (1 de Janeiro)

Israel: sionistas destroem à bomba hotel Semiramis em Jerusalém (4 de Janeiro)

Reino Unido: nacionalização dos caminhos de ferro (4 de Janeiro)

Ernest Bevin sustenta na Câmara dos Comuns o princípio da unidade europeia (22 de Janeiro)

Britânicos reconhecem a independência do Iraque (15 de Janeiro)

Proclamada a República Popular da Coreia do Norte (16 de Janeiro)

Em 4 de Janeiro é reconhecida a independência da Birmânia, assumindo U Nu o cargo de primeiro-ministro. O caso birmanês é bastante complexo, dado que, ainda sob ocupação japonesa, em 01-08-1943, foi concedida a independência, sob a liderança do Exército Independentista Birmanês, que, depois de ter colaborado com os japoneses, acabou por lhes declarar guerra (27-03-1945), sendo reconhecidos pelos britânicos já como Exército Patriota Birmanês. Foi com eles que se organizou um governo de transição em 1947

Índia: assassinato de Gandhi* por um fanático hindu (30 de Janeiro). O lendário guru que lança as bases do movimento independentista, tanto com o movimento de não-cooperação, de 1920, com boicote dos produtos têxteis britânicos, como com a marcha do sal, de 1930. Contudo, o bapu acaba por retirar-se da direcção do Indian National Congress, que havia sido fundado em 1885, e abandona a própria vida política, dois anos depois.

Na Itália, com a entrada em vigor da nova Constituição (01-01-1948) e com a eleição de um novo presidente da república, Luigi Einaudi (1948-1955), surgem eleições em 18-04-1948, onde a democracia-cristã sai vencedora, com 48,5%, formando governo de coligação, mais uma vez presidido por Alcide De Gasperi, com os republicanos e os sociais-democratas de Saragat, que, em 1947 haviam deixado o PSI de Nenni, quando este decidiu manter a aliança com o PCI.

Criado o Centro de Acção Popular Grupo dentro da União Nacional, ligado a Marcello Caetano, com Joaquim da Silva Cunha, Luís Quartin Graça, Gastão de Melo Matos, Maximiano Alves, Alberto de Sousa, Joaquim Lança, Horácio de Carvalho, Caetano Barcelos, Humberto Cruz e Mário de Oliveira (22 de Janeiro).

 

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© José Adelino Maltez, História do Presente. Última revisão em: 04-08-2006        

 

 

 

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