

Socialistas abandonam o governo italiano (1 de Novembro)

Sukarno e os holandeses chegam a acordo quanto à independência da Indonésia (2 de Novembro)

Um marechal soviético, Rokossovski* torna-se ministro da defesa da Polónia (7 de Novembro).
O alinhamento da Polónia com a
URSS foi de tal ordem que o cargo de Ministro da Defesa desse governo, em 7 de
Novembro de 1949, até chegou a ser ocupado por um marechal soviético de origem
polaca, Konstantin Rokossowsky (1896-1968). Desencadeou-se, a partir de então,
uma tenaz perseguição à Igreja Católica, com nacionalização dos respectivos bens
e, em 26 de Setembro de 1953, o primaz da Polónia, Wyssinsky chegou a ser
encarcerado.

Nacionalização da indústria siderúrgica no Reino Unido (24 de
Novembro)

Primeiro comício do Partido Popular de N’Krumah na Costa do Ouro,
rejeitando a proposta britânica de autonomia progressiva (20 de
Novembro)

ONU vota a indepenência a prazo das antigas colónias italianas. Para
a Líbia em 1952. A Somália estará sob tutela italiana
durante dez anos.

Eleição nº 57 da Assembleia Nacional (13 de
Novembro). 120 deputados. Não participam no acto eleitoral os grupos políticos
que haviam integrado o MUD. Listas da oposição em Castelo Branco, com Cunha Leal
(2,45%), e Portalegre, com José Pequito Rebelo (14, 39%). A lista encabeçada por
Cunha Leal tem um carácter híbrido, integrando monárquicos como o marquês da
Graciosa e o padre Ribeiro Cardoso. A de Portalegre assume-se como
regionalista e agrária, sendo maioritariamente composta por monárquicos e
recusando assumir-se como lista da oposição.
Galvão descontente – Em Novembro começa o conflito
entre Henrique Galvão e o salazarismo. Galvão, que entrara em crise com Teófilo
Duarte, não é convidado para as listas de deputados e escreve um violento artigo
no Jornal de Notícias, onde escolhe como alvo Mário de Figueiredo,
entretanto nomeado administrador da CP. Ele, que se insinuara como íntimo
colaborador do anterior ministro das colónias, Marcello Caetano, é acusado,
pelos homens do regime, de comportamento pouco escrupuloso na gestão dos
dinheiros públicos, coisa que, a ser verdade, era ocultada quando o mesmo regime
instrumentalizava a respectiva criatividade militante, assim se demonstrando
como até a corrupção pode ser analisada segundo os princípios maquiavélicos.
Resta saber se os honestos que gerem desonestos não serão tão corruptos quanto
os próprios corruptos.