

Bundestag vota lei sobre o serviço militar obrigatório (7 de
Julho)

Egipto começa a receber armamento soviético (10 de Julho)
USA recusam financiar a barragem de Assuão (19 de Julho)
Começo da
crise do Suez. Nasser nacionaliza o Canal de Suez, sem
aviso prévio: daqui em diante o Canal é nosso, só nosso (26 de
Julho).

Saragat demite-se do governo italiano (13 de Julho)

Por iniciativa britânica é criado no seio da OECE o comité
Maudling para estudar a criação de uma vasta zona de comércio livre
entre os Estados membros da organização (17 de Julho)

Encontro de Brioni entre Tito, Nasser e Nehru; condenado o
colonialismo e proclamado o neutralismo (17 a 21 de Julho)

Rakosi demite-se de secretário-geral do Partido dos Trabalhadores
Húngaros (18 de Julho)

Greve dos operários da British Motor Corporation contra a automação
(23 de Julho)

Calouste Sarkis Gulbenkian (1869-1955) Morre em 20 de
Julho o milionário arménio, residente em Portugal desde 1942. Cidadão otomano,
forma-se em engenharia em Londres e, durante a Segunda Guerra Mundial, vive em
França, sob o regime de Vichy, onde se torna amigo do nosso embaixador Caeiro da
Mata. É este que lhe indica como advogado Azeredo Perdigão e o leva a
instalar-se em Lisboa, no velho Hotel Aviz, onde tem como médico pessoal o
Professor Fernando da Fonseca. Passa a gostar do viver habitualmente do
regime de Salazar, de quem é admirador, nessas delícias da nossa retardada
belle époque. Já é na nossa capital, que redige, com a ajuda de Perdigão, um
segundo testamento, em 18 de Junho de 1953, a partir do qual vai surgir a
Fundação Calouste Gulbenkianö em 18 de Julho de
1956. Os estatutos da Fundação são directamente redigidos por Salazar, Marcello
Caetano e Azeredo Perdigão.