

Reabilitação e reintegração de Imre Nagy na Hungria (14 de Outubro)
Revolta popular na Hungria (23 de Outubro). Num primeiro momento, há uma rápida intervenção das
tropas soviéticas que, entretanto, evacuam de Budapeste no dia seguinte e
Moscovo tem de aceitar o regreso ao poder de Imre Nagy. Este, em 1 de Novembro,
forma um governo de coligação, anuncia que a Hungria se retirará do pacto de
Varsóvia e pede à ONU que reconheça a neutralidade do país. Depois de algumas
hesitações, dá-se, então, a brutal intervenção das tropas soviéticas, no dia 4,
ao mesmo tempo que se constitui novo governo sob a presidência de Janos Kadar.
Da revolta vão resultar cerca de 25.000 mortos e 160.000 refugiados. A
resistência fora da capital termina no dia 13 e Nagy, depois de preso no dia 25,
será executado, ao mesmo tempo que são deportadas cerca de 15.000 pessoas.
Libertação de Wyszinski (28 de Outubro).

Franz-Josef Strauss nomeado ministro da defesa da RFA (16 de Outubro)
Bundeswehr já possui doze divisões operacionais

Tratado entre a URSS e o Japão formaliza o fim do estado de guerra
(19 de Outubro)
Dirigentes soviéticos em Varsóvia (19 a 20 de Outubro)

Tratado do Luxemburgo entre a França e a RFA sobre a questão do Sarre,
que seria integrado politicamente na RFA a partir de 1957 e
economicamente em1960 (27 de Outubro)

Começa a campanha dos israelitas no Sinai (29 de Outubro)

Desembarque franco-britânico em Port-Said, no Egipto (31 de Outubro).
Apesar de Moscovo proclamar
a coexistência pacífica (24-02-1956) e dissolver formalmente o próprio
Kominform (17-04-1956), o Egipto de Nasser começa a receber armamento
soviético (10-07-1956) e os norte-americanos recusam o financiamento da
barragem do Assuão (19-07-1956). Segue-se a intervenção israelita no
Sinai (29-10-1956) e o desembarque de tropas franco-britânicas em
Port-Said (31-10-1956), que, depois da pressão de norte-americanos e
soviéticos (06-11-1956) são obrigadas a uma desonrosa retirada
(24-12-1956). A primeira das tentativas de intervenção autónoma dos
europeus nos negócios mundiais depois de 1945, que foi prontamente
rebatida pela conjugação das diplomacias norte-americana e soviética,
obrigando a uma humilhante retirada

Sessão comemorativa da oposição no Teatro-Cine da Covilhã (5 de Outubro). Neste dia,
comemorações da implantação da república em Lisboa, onde houve estralejar de foguetes, pela primeira vez desde 1928, com romagem ao cemitério do Alto de
São João e sessão no Centro António José de Almeida.
Frente Nacional Liberal e Democrática – Em Outubro, é
criada uma Frente Nacional Liberal e Democrática, por iniciativa de Nuno
Rodrigues dos Santos e chefiada pelo general Ferreira Martins, com o apoio de
Alberto Madureira. Opõem-se à linha oposicionista liderada por Mário de Azevedo
Gomes, apoiada por António Macedo e Carlos Cal Brandão.