1961
 

Janeiro
Começa a era Kennedy, referendo francês aprova a autodeterminação da Argélia e Guevara ministro da indústria

 

 

Ruptura diplomática entre Cuba e os EUA (3 de Janeiro). Che Guevara assume a titularidade do ministério da indústrai, depois de em 1959 ter sido presidente do Banco Central de Cuba. Defende a nacionalização total do tecido industrial e a planificação centralizada, de acordo com o modelo soviético

Khruchtchev considera sagradas as guerras de libertação nacional, prometendo ajuda soviética para as mesmas (6 de Janeiro)

Constituição do Grupo de Casablanca entre o Ghana, a Guiné, Mali, Marrocos e República Árabe Unida (7 de Janeiro). Opõe-se vigorosamente ao chamado "neocolonialismo" das antigas metrópoles. Diverge do grupo dito de Brazaville, dos Estados francófonos, e do grupo de Monrovia, dos anglófobos, ambos ditos moderados

Referendo aprova ao processo de autodeterminação na Argélia proposta por De Gaulle (8 de Janeiro). Aprovado em França por 95% e na Argélia por 65%.

PC da China adopta o princípio da liberalização da economia, depois de falhar o chamado Grande Salto em Frente (14 a 18 de Janeiro)

Lumumba é assassinado em 17 de Janeiro de 1961 por oficiais e diplomatas belgas, com aval do governo de Eyskens

Posse de Kennedy; Dean Rusk*, secretário de Estado e Robert Mc Namara na defesa (20 de Janeiro)

Terceira redução tarifária na CEE, em 10% e primeira harmonização das taxas aduaneiras externas (1 de Janeiro)

Incidentes na Baixa do Cassange em Angola (Janeiro)

Assalto ao paquete Santa Maria pelo capitão Henrique Galvão, no âmbito da chamada Operação Dulcineia (23 de Janeiro). Comanda o processo um proclamado Directório Revolucionário Ibérico de Libertação Nacional, pouco antes constituído na Venezuela e ao qual também pertencem os portugueses Vítor da Cunha Rego e Miguel Urbano Rodrigues.

O paquete navegava entre Curaçau e Miami e os assaltantes pretendiam dirigir-se a Angola. Mas, doze dias depois, o navio desembarca no Recife onde é entregue às autoridades brasileiras que o devolvem ao governo português (dia 30). Galvão, em ligação com Humberto Delgado, assumiu o comando do navio, rebaptizando-o como Santa Liberdade. Delgado declara, então, a jornalistas que quatro organizações ligadas a si passariam à luta armada em Angola.

Segundo declarações de Fernando Morán a José Freire Antunes, o Santa Maria foi um caso tremendo que fez perder aos portugueses a fé na aliança inglesa, porque a Inglaterra lhes falhou nessa altura.

Jânio Quadros, que está de visita particular a Portugal, abandona Lisboa inesperadamente, a bordo de um navio de carga, sem se despedir das autoridades (7 de Janeiro). Nesse dia, vários oposicionistas, entre os quais Mário Soares, têm um encontro com o presidente eleito do Brasil

 

Incidentes na Baixa de Lisboa (22 de Janeiro).

 

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©  José Adelino Maltez, História do Presente (2006)

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