1962
 

Dezembro
Acordos de Nassau e guerra na Guiné-Bissau

 

 

França: novo governo Pompidou (7 de Dezembro)

Primeira infiltração do PAIGC na Guiné (Dezembro)

Acordo sovietico-americano sobre a exploração pacífica do espaço (5 de Dezembro)

Resolução da ONU relativa à soberania permanente sobre os recursos naturais (14 de Dezembro)

Quatro anos de Mercado Comum: PNB de 21,5% contra 18% dos USA; produção industrial aumenta 37% contra 28% dos USA; comércio entre os seis aumenta 100%; a exportação dos seis para o resto do mundo aumenta 38% e as importações 30% (31 de Dezembro)

Acordos de Nassau nas Bahamas; Kennedy obtém de MacMillan a adopção dos mísseis norte-americanos Polaris; falha o plano de De Gaulle para a criação de uma espécie de directório franco-britânico (21 de Dezembro).

Os britânicos tinham encomendado aos norte-americanos mísseis próprios, os Skybolt. A opção de Nassau foi diluir a pequena força estratégica de Londres no gigantismo norte-americano, sob a égide da NATO. Washington pretendia que os franceses tomassem a postura britânica.

De Gaulle vai responder vetando a adesão de Londres à CEE, já em 14 de Janeiro de 1963.

Conferência da oposição em Praga (19 a 21 de Dezembro) dá origem à Frente Patriótica de Libertação Nacional (FPLN), onde se integram as Juntas de Acção Patriótica, criadas pelo PCP em 1959.

Rádios clandestinas da oposição – No âmbito do PCP começa também a emitir a Rádio Portugal Livre, a partir de Bucareste, fazendo parelha com os noticiários em português de Rádio Moscovo e a que, no ano seguinte, vai juntar-se a Rádio Voz da Liberdade, a partir de Argel, na dependência da FPLN.

Remodelação – Em 4 de Dezembro: saem Adriano Moreira, Lopes de Almeida, Kaúlza de Arriagaö e Ferreira Dias.

No ministério da defesa, Gomes de Araújo substitui Salazar; no Exército, Luz Cunha, cunhado de Arriaga; na educação, Inocêncio Galvão Teles, então director da faculdade de direito de Lisboa; no ultramar, Peixoto Correia, apoiado pelo marcelista Silva Cunha, também professor no ISCSPU, e responsável pela contratação de Adriano Moreira; na economia, Teixeira Pinto; na saúde, Pedro Soares Martinez.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, importava parar a ascensão notória de Adriano Moreira, manter as Forças Armadas sob seu controlo directo, travar os marcelistas e alargar, um pouco, à direita e à esquerda, o campo de gestão do Governo.

 

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©  José Adelino Maltez, História do Presente (2006)

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