

Intervenção norte-americana na República Dominicana (3 de
Maio). No dia 29 de Abril tinha havido um golpe de Estado, promovido por
oficiais liberais que queriam o regresso ao poder do presidente eleito
Juan Bosch. OEA apoia Washington. No dia 3 de Junho, anúncio da retirada
dos marines.

Reino Unido adopta o sistema métrico (24 de Maio)

Derrota da coligação de Lefèvre/Spaak na Bélgica. Crescimento
dos liberais. O social-cristão Pierre Harmel* forma novo governo (23 de
Maio)

CEE: Primeira comunicação da Comissão sobre a política regional
(11 de Maio)

Em Maio é preso Domingos Abrantes, do
Comité Central do PCP,
no âmbito de uma operação policial onde se desmantela parte da rede clandestina
do partido no Sul do país.
Conselho Geral da Ordem dos Advogados apresenta
documento ao Ministro da Justiça, enumerando as
ilegalidades cometidas pela PIDE e pela PJ, solicitando-se um inquérito às
actividades daquelas polícias (19 de Maio). Neste dia também começa greve dos
operários do mármore na zona de Pero Pinheiro, que dura durante cerca de doze
dias. Apelo dos oposicionistas por uma amnistia, demissão de Salazar, dissolução
da Assembleia Nacional e nomeação de um governo de transição (20 de Maio). Um
dos organizadores do documento é Francisco de Sousa Tavares.
Em 21 de Maio a Sociedade Portuguesa de Escritores,
presidida por Jacinto Prado Coelho, atribui um prémio literário a Luandino
Vieira, nome literário do independentista angolano, José Vieira Mateus Graça,
pelo seu livro Luuanda. Há vários protestos de grupos ligados ao regime e
a defesa militar do património africano, um assalto à instituição e a
consequente dissolução da mesma por despacho do ministro da educação nacional,
Inocêncio Galvão Teles. Os escritores Joaquim Paço d'Arcos e Luís Forjaz
Trigueiros, em protesto, chegaram a pedir a demissão da sociedade.