1966
 

Dezembro
Grande coligação na RFA

 

 

Após a demissão de Erhard, forma-se uma coligação CDU/SPD na RFA, o governo da grande convergência com a presidência de Kurt-Georg Kiesinger; Brand, vice-chanceler e ministro dos estrangeiros; Karl Schiller na economia; Strauss nas finanças; até Outubro de 1969 (1 de Dezembro)

Acordo eleitoral entre socialistas e comunistas em França (20 de Dezembro)

Preso o antigo ministro da defesa da China Peng Dehuai (4 de Dezembro)

 


Aprovada a constituição do IBERLANT (5 de Dezembro)

Rodésia retira-se da Commonwealth (22 de Dezembro)

De Veiga Simão a Hermano Saraiva – Começa uma série de conferências comemorativas do 40º aniversário do 28 de Maio, com discurso de Kaúlza de Arriaga sobre a defesa nacional, onde critica abertamente o comportamento dos militares em Goa, em Dezembro de 1961 (15 de Outubro). Outros conferencistas são José Manuel Fragoso, Ester de Lemos, Daniel Barbosa (denuncia o condicionamento industrial), José Veiga Simão (sobre a investigação científica), António Furtado dos Santos, Álvaro da Costa Pimpão, José Canto Moniz e Joaquim Trigo de Negreiros. De 15 de Outubro a 22 de Dezembro. Já no próprio dia 28 de Maio, Salazar deslocou-se de avião a Braga, fez um discurso elogiando o imperialismo de Norton de Matos e reconfortou-se com um Te Deum na Sé, com homília de D. Francisco Maria da Silva.

Encerram, na Assembleia Nacional, as comemorações do 40º aniversário da Revolução Nacional. Na presença de Tomás e Salazar, discursam Baltazar Rebelo de Sousa, José Hermano Saraiva e Melo e Castro (29 de Dezembro). Este último, de forma inconformista, dirige-se, deste modo, a Salazar: ainda um grande serviço tem de pedir-se-lhe, após tantos e tamanhos que tem prestado ... o de afeiçoar os mecanismos da governação ... de modo que o país possa progredir à medida do tempo presente e sem que tenha de depender do impulso da sua autoridade ou de abrigar-se à sombra do seu prestígio. Conclui defendendo a necessidade de autêntica vida representativa, à participação do maior número nas tarefas do governo que a todos respeitam. A RTP, apesar de gravar, não transmite o discurso. O de José Hermano Saraiva é divulgado, mas, como não tinha sido gravado, tem que ser encenado à noite, com o discursador a ter que falar para um hemiciclo vazio.

 

 

 

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©  José Adelino Maltez, História do Presente (2006)

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