1967
 

Maio
Começa a Guerra do Biafra

 

Fim do Kennedy Round;.acordo entre os EUA e a CEE para abaixamento das taxas aduaneiras (15 de Maio)

Proclamada a independência do Biafra* (30 de Maio)

Reino Unido, Irlanda e Dinamarca pedem formal adesão à CEE (10-11 de Maio).

Discurso do General de Gaulle sobre o pedido de adesão britânico, põe algumas reservas ao processo (18 de Maio)

Cimeira Europeia em Roma (29-30 de Maio)

 

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Abril Maio Junho
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A saga dos papéis da extrema-esquerda: Lançado o boletim O Proletário, órgão do Comité Marxista-Leninista Português, editado em Paris (Maio). Surge em Lovaina o primeiro número dos Cadernos Socialistas com Manuel Sertório e Manuel Lucena, (Julho). Emitem-se, em Paris, os Cadernos de Circunstância com Alfredo Margarido, Fernando Medeiros e Manuel Vilaverde Cabral (Novembro).

Papa em Portugal: Paulo VI visita Fátima sem passar por Lisboa (13 de Maio), com Salazar a recebê-lo na base de Monte Real. Vários oposicionistas lançam um panfleto onde protestam contra a manipulação política feita pelo regime em torno da visita do papa. As cerimónias são transmitidas em directo pela televisão estatal, sendo particularmente marcante o encontro com a vidente Lúcia. O Papa proclama homens, sede homens!

Antifascismo assalta bancos – Uma brigada oposicionista, em 17 de Maio, liderada por Palma Inácio, assalta a agência do Banco de Portugal na Figueira da Foz, desviando 29 mil contos. Tomam um pequeno avião no campo de aviação de Cernache e conseguem escapar. A LUAR (Liga de Unidade e Acção Revolucionária) é fundada em Paris, em 19 de Junho, sob a liderança do chefe operacional de tal assalto e mobilizando Emídio Guerreiro e José Augusto Seabra.

Comunistas: Vaga de prisões de dirigentes comunistas na margem Sul do Tejo (Maio) Agitação entre os bancários, por causa de um novo contrato colectivo (Agosto). Álvaro Cunhal publica em O Militante, de Novembro, um artigo ortodoxamente leninista, A Questão do Estado, Questão Central de cada Revolução, onde considera que a parte do aparelho de Estado que não for destruída no decurso do processo insurreccional deve ser destruída urgentemente, sem perda de tempo, logo após. Se isso não for feito, não só não poderá ser realizada uma política democrática, como a contra-revolução não tardará.

 

 

©  José Adelino Maltez, História do Presente (2006)

© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 22-04-2009