

Fim do Kennedy Round;.acordo entre os EUA e a CEE para
abaixamento das taxas aduaneiras (15 de Maio)

Proclamada a independência do Biafra* (30 de Maio)

Reino Unido, Irlanda e Dinamarca pedem formal adesão à CEE
(10-11 de Maio).
Discurso do General de Gaulle sobre o pedido de adesão britânico, põe
algumas reservas ao processo (18 de Maio)
Cimeira Europeia em Roma (29-30 de Maio)
Ver
síntese do ano
A saga dos papéis da extrema-esquerda: Lançado o
boletim O Proletário, órgão do Comité Marxista-Leninista Português,
editado em Paris (Maio). Surge em Lovaina o primeiro número dos Cadernos
Socialistas com Manuel Sertório e Manuel Lucena, (Julho). Emitem-se, em
Paris, os Cadernos de Circunstância com Alfredo Margarido, Fernando
Medeiros e Manuel Vilaverde Cabral (Novembro).
Papa em Portugal: Paulo VI visita Fátima sem passar
por Lisboa (13 de Maio), com Salazar a
recebê-lo na base de Monte Real. Vários oposicionistas lançam um panfleto onde
protestam contra a manipulação política feita pelo regime em torno da visita do
papa. As cerimónias são transmitidas em directo pela televisão estatal, sendo
particularmente marcante o encontro com a vidente Lúcia. O Papa proclama
homens, sede homens!
Antifascismo assalta bancos – Uma brigada oposicionista,
em 17 de Maio, liderada por Palma Inácio, assalta a agência do Banco de Portugal na Figueira da Foz, desviando 29 mil
contos. Tomam um pequeno avião no campo de aviação de Cernache e conseguem
escapar. A LUAR (Liga de Unidade e Acção Revolucionária) é fundada em Paris, em
19 de Junho, sob a liderança do chefe
operacional de tal assalto e mobilizando Emídio Guerreiro e José Augusto Seabra.
Comunistas: Vaga de prisões de dirigentes comunistas
na margem Sul do Tejo (Maio) Agitação entre os bancários,
por causa de um novo contrato colectivo (Agosto). Álvaro Cunhal publica em O
Militante, de Novembro, um artigo ortodoxamente leninista, A Questão do
Estado, Questão Central de cada Revolução, onde considera que a parte do
aparelho de Estado que não for destruída no decurso do processo insurreccional
deve ser destruída urgentemente, sem perda de tempo, logo após. Se isso não for
feito, não só não poderá ser realizada uma política democrática, como a
contra-revolução não tardará.