1968
 

Dezembro
Da Ostpolitik ao Plano Mansholt

 

 

Acordos de Varsóvia entre a Polónia e a RFA reconhecem linha Oder-Neiss (7 de Dezembro).

Surge o Plano Mansholt, um memorando da comissão sobre o melhoramento das estruturas agrícolas, onde se prevê a criação de grandes unidades de produção e o progressivo desaparecimento da exploração familiar clássica (18 de Dezembro)

Uma primavera sem degelo – Afonso Marchueta toma posse como governador civil de Lisboa (10 de Dezembro). Segue-se a nova Comissão Executiva da União Nacional, a XV, presidida por José Guilherme de Melo e Castro e tendo como vogais Domingos Braga da Cruz, Hermes dos Santos e João Pedro Neves Clara (19 de Dezembro).

Universidades ultramarinas. Conselho de Ministros converte em Universidades os Estudos Gerais de Angola e Moçambique (3 de Dezembro).

A nova extrema-esquerda – Surge O Comunista, órgão de uma dissidência do Comité Marxista-Leninista Português, depois da chamada segunda conferência da organização (Dezembro). O jornal é dirigido por um grupo onde milita Hélder Costa, publicando-se até Julho de 1972. Tem ligações aos maoístas do Porto, liderados por Pedro Baptista e José Pacheco Pereira.

José Pacheco Pereira assume-se, então, como agitador cultural, tentando mesmo boicotar cursos realizados pela Cooperativa Confronto de Francisco Sá Carneiro, onde participa César Oliveira (1941-1997), acusado de tentar difundir o ideário anarco-sindicalista. O futuro defensor e propagandista do cavaquismo quer, então, criar um verdadeiro partido comunista, fielmente marxista-leninista. Há-de qualificar tal atitude como luta pela liberdade, sendo aplaudido unanimemente por toda a grande burguesia devorista que sempre adorou este jogo de fingimentos e cambalhotas que, apesar de radicalmente verboso, não afecta os respectivos interesses, dado que até lhe pede subsídios e avenças.

 

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©  José Adelino Maltez, História do Presente (2006)

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