
Gustav Heinemann, Presidente da RFA (5 de Março)
Cimeira franco-alemã
entre De Gaulle e Kiesinger em Paris;
decidida a construção do airbus (13-14 de Março)

Referendo em França sobre a regionalização e a reforma do
Senado rejeita as propostas de De Gaulle. Contra estas, tinham surgido
posições dos comunistas, socialistas e dos centristas de Lecanuet, bem
como das grandes centrais sindicais (27 de Março)

URSS/ China: conflitos sino-soviéticos na ilha de Damansky, no
Ussuri; troca de tiros, 60 mortos. (2 de Março).

EUA: morte de Eisenhower (28 de Março)

Mario Scelba eleito presidente do Parlamento Europeu (Março)

Remodelação governamental (27 de Março). Mudança na
equipa económica. Dias Rosas substitui Correia de
Oliveira na economia, mantendo as finanças. Entra a ala tecnocrática do
marcelismo a nível dos secretários de Estado: Rogério Martins, na Indústria;
Xavier Pintado, no Comércio; Costa André, no Tesouro; João Salgueiro, como
subsecretário de Estado do Planeamento Económico. Rogério Martins chama para
colaboradores João Cravinho (Gabinete de Planeamento), José Torres Campos
(Direcção-Geral da Indústria) e Magalhães Mota (chefe de gabinete). Isto é,
parte dos colaboradores do gabinete de estudos do grupo CUF ascende brevemente
Às antecâmaras do poder, uns preparando funções governamentais no abrilismo,
outros ensaiando futura militância
socialista.
Eleições livres! O governo anunciou já com todas
as letras que as eleições vão ser eleições a
disputar em igualdade para todas as candidaturas de deputados da nação (José
Guilherme de Melo e Castro).