

RFA: Willy Brandt, chanceler alemão, num governo de coligação SPD/FDP;
Walter Scheel nos estrangeiros; na declaração governamental de 28 de
Outubro é desencadeada a ostpolitik pela oferta de negociações
com a RDA, segundo a fórmula dois Estados, uma Nação (21 Outubro).
Revalorização do marco de 9,29% (24 de Outubro)

General Garrastzu Medici é designado presidente da república no
Brasil (7 de Outubro)

Olof Palme* assume a chefia do governo da Suécia, após vinte e
três anos de governo Tage Erlander ( 9 de Outubro)

Golpe de Estado na Somália (21 de Outubro).
A república, independente desde 1960, vai passar a ser liderada pelo general Siad Barre,
que se assume como socialista e se alia à URSS

Eleição nº 62 para a Assembleia Nacional (26 de
Outubro). Lei nº 2 137 de 26 de Dezembro de 1968, estabelece o sufrágio
feminino. Decreto-lei nº 49 229 de 10 de Setembro também permite que se atinja
um recorde de 1 809 000 eleitores. Lista da União Nacional obtém 980 000 votos.
Eleições relativamente livres com a participação de três listas de oposição. CDE obtém em Setúbal 34,7%; em Lisboa, 18,5%; no Porto, 5,1%. CEUD obtém 7,8% no
Porto. CEM apenas 0,8. Rejeitados cinco candidatos da oposição e toda a lista
que esta apresentou em Moçambique, aqui com o argumento de não fazerem prova
de serem portugueses. Entre os potenciais candidatos, António Almeida
Santos, Carlos Adrião Rodrigues, Eugénio Lisboa e Rui Knopfli.
O regime introduz mecanismos propagandísticos, cabendo a
tarefa à agência Latina, dirigida por Jorge Tavares Rodrigues que também produz
vários trabalhos de contra-informação para Marcello Caetano, em conjugação com
César Moreira Baptista e Clemente Rogeiro. O slogan de campanha da União
Nacional é Tenha confiança no futuro, enquanto a CDE opta por Na tua
voz, a força do povo e a CEUD prefere ser
Por um Portugal livre e melhor.
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síntese do ano