1970
 

Janeiro
Do fim da guerra do Biafra ao Plano Barre

 

Fim da Guerra do Biafra (12 Janeiro). Capitulação de Ojukwu que vai para o exílio na Costa do Marfim. O confronto durou trinta meses e provocou cerca de um milhão de mortes.

Espanha: greve de cerca de 30 000 mineiros nas Astúrias (5 de Janeiro)

A Bélgica assume a Presidência do Conselho das Comunidades Europeias (1 de Janeiro)

Aprovado o Plano Barre, acordo entre os Seis sobre a criação de um mecanismo de apoio monetário a curto prazo (26 de Janeiro)

 

SEDES e tecnocratas – Anunciada a criação da SEDES, Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (25 de Janeiro). Depois de requerimento apresentado em 25 de Fevereiro, o respectivo funcionamento é autorizado, através da aprovação dos estatutos em 2 de Outubro. Entretanto, João Salgueiro é demitido de sub-secretário de Estado do planeamento para poder continuar presidente da associação (30 de Outubro de 1970), onde, se integram muitos militantes da oposição, o que desagrada a Marcello Caetano que gostaria de a ver como uma das margens do regime, servindo de compensação aos ultras.

Criado um gabinete de Planeamento no Ministério das Corporações e da Previdência Social (Decreto nº 8/70, de 6 de Janeiro), que vem a ser dirigido por Maria de Lurdes Pintasilgo. É o primeiro de uma série prevista pelo DL 49 194 de 19 de Agosto de 1969, visando a interligação dos diversos departamentos governamentais para a preparação do Plano de Fomento. No gabinete de planeamento da agricultura, há-de destacar-se o professor Eugénio de Castro Caldas.

A repressão continua – Oposição promove várias comemorações por ocasião do 31 de Janeiro, nomeadamente no Porto, com discurso de Mário Soares.

Cheias – Nas primeiras semanas do ano, há grandes cheias, especialmente no Ribatejo. Os jornais dizem mesmo que se trata das maiores do século. A revista Vida Mundial de 16 de Janeiro comenta: o Tejo subiu, como todos os anos, alagando a parte baixa de Santarém e isolando muitas localidades. Isto 5 000 anos depois dos egípcios aproveitarem as inundações do Nilo, um dos maiores rios do Mundo, para criarem uma civilização florescente.

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© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: