
Celebra-se em Estocolmo uma conferência da ONU sobre o ambiente (5 de
Junho)

Presos na Alemanha os líderes do grupo terrorista Baader-Meinhof*
(Junho).

Nacionalização da Iraq Petroleum Company (Junho). As
participações francesas na companhia mantiveram-se por mais dez anos,
porque o Estado de Paris foi considerado pró-árabe. Foram afectadas as
acções da Fundação Calouste Gulbenkian.

Acordo entre socialistas e comunistas franceses quanto a um
programa comum de governo; os comunistas franceses aceitam pela
primeira vez o princípio da alternância de poder e o empenho na política
europeia (27 de Junho)

O Conselho decide alargar o âmbito das preferências generalizadas
para abranger os países em desenvolvimento que aderiram ao grupo dos
setenta e sete, juntamente com uma série de outros países e territórios,
com efeitos a partir de Janeiro de 1973 (5 e 6 de Junho). Chega
igualmente a acordo sobre as linhas a seguir pela Comunidade no exame do
Tratado de Adesão ao Acordo Geral sobre Pautas Aduaneiras e Comércio (GATT).

Brigadas Revolucionárias assaltam o paiol de uma pedreira no Algarve (11
de Junho)
Reeleição de Tomás – Caetano formaliza por escrito
junto de Tomás a disponibilidade deste para a reeleição (23 de Junho). Na
altura, Francisco Sá Carneiro tenta encontrar um candidato alternativo, chegando
a contactar, por carta, António de Spínola, em 15 de Junho. Através de Francisco
Balsemão, procuram-se, aliás, outras alternativas, desde Venâncio Deslandes a
Kaúlza de Arriaga. Sá Carneiro contacta Spínola indirectamente, através de
Carlos Azeredo e chega a falar no Porto com Almeida Bruno e Dias Lima,
colaboradores do general. Entretanto, António de Spínola chega a Lisboa (24 de
Junho), antes da reunião da comissão central da ANP, onde se decide propor a
Américo Tomás a recandidatura, depois deste responder por escrito no
sentido da aceitação (30 de Junho).
OIT condena a política colonial portuguesa (27 de
Junho).