1973
 


Dezembro
Do assassinato de Carrero Blanco à procura da identidade europeia

 

 

 

Reunião em Washington do Conselho do Atlântico; Kissinger propõe a institucionalização de um mecanismo de cooperação política (10 de Dezembro)

OPEP anuncia aumento dos preços do petróleo bruto para o dobro, depois de reunião em Teerão (23 de Dezembro)

Kissinger adverte contra o eventual separatismo europeu, face à aliança ocidental (12 de Dezembro)

Tratado entre a RFA e a Checoslováquia (11 de Dezembro)

Atentado em Espanha mata Almirante Carrero Blanco* (20 de Dezembro)

Sexta Cimeira Europeia de Copenhaga; adoptada uma Carta sobre identidade europeia; em plena crise energética, as decisões constituiram um fracasso, não tendo sido possível pôr em prática a decisão sobre a criação de um fundo de desenvolvimento regional (14 de Dezembro).

A crise energética conduz os Estados-Membros a chegarem a acordo sobre a introdução de uma política energética comum. É emitida uma declaração sobre a identidade europeia, elaborada no contexto dos acordos de cooperação política e aprovada pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros (14 e 15 de Dezembro de 1973).

MOFA opta pelo estudo da hipótese de resolução do impasse com uma revolta militar (1 de Dezembro).

Segue-se outra reunião na Costa da Caparica da comissão coordenadora do Movimento de Oficiais das Forças Armadas onde se institui um secretariado executivo com Vasco Lourenço, Otelo Saraiva de Carvalho e Vítor Alves (8 de Dezembro)

Carlos Fabião em plena sessão do Instituto de Altos Estudos Militares (18 de Dezembro), denuncia um hipotético movimento golpista daquilo que considera ultras, onde estariam implicados Kaúlza de Arriaga, Silva Cunha, Silvino Silvério Marques e Adriano Moreira. Também Vasco Lourenço comunica a Costa Gomes que se prepararia um golpe militar a ser liderado por Kaúlza.

Por seu lado, Costa Gomes opta por denunciar o processo a Silva Cunha, enquanto, Spínola, informado por Kaúlza sobre a hipótese, conversa com Silva Cunha sobre a matéria. Kaúlza é, então, chamado ao gabinete de Andrade e Silva. Também é neste mês que Spínola inicia contactos com o movimento dos capitães, através de António Ramos.

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©  José Adelino Maltez, História do Presente (2006)

© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: