

Novo governo de coligação na Bélgica, presidido por Edmond
Leburton (Janeiro)

Pompidou na URSS (11 de Janeiro)

Acordo de cessar fogo entre os EUA e o Vietname do Norte é
assinado em Paris (27 de Janeiro)

Entra em vigor o tratado de adesão da Dinamarca, Irlanda e
Reino Unido; aplicação de uma política comum da CEE com o Leste, no
âmbito da competência exclusiva da Comunidade em matéria de política
comercial comum (1 de Janeiro)

Continua a Vigília da Capela do Rato. Católicos
progressistas e cristãos pelo socialismo e pela revolução apoiam a justa
luta dos povos das colónias. 70 detidos (1 de Janeiro).
Vários funcionários
públicos implicados nos incidentes são suspensos (10 de Janeiro).
Afastado o
responsável pela capela, Padre Alberto Neto. Miller Guerra interpela o governo
sobre o caso na Assembleia Nacional (23 de Janeiro).
Expresso – Surge o primeiro número do semanário
Expresso (6 de Janeiro), dirigido por Francisco Pinto Balsemão, detentor de
50% do capital social, o ex-deputado liberal da União Nacional, que havia sido
colaborador directo de Soarez Martinez, como secretário, de Kaúlza de Arriaga,
como director da revista Mais Alto da Força Aérea, de 1961 a1963, e de
Adriano Moreira, como colaborador da Academia Internacional da Cultura
Portuguesa. Tem a ajuda de Marcelo Rebelo de Sousa, como administrador-delegado,
o apoio do escritório de André Gonçalves Pereira e é financiado por Manuel
Bulhosa, Vasco Vieira de Almeida e Sociedade Central de Cervejas. A primeira
manchete traz uma sondagem onde se revela que 63 por cento dos portugueses
nunca votaram. Um dos principais colaboradores é Francisco Sá Carneiro, que
também participa num colóquio da SEDES sobre Lisboa: monopólio da
participação política, juntamente com Marcelo Rebelo de Sousa e Rui Vilar
(15 de Janeiro), pouco antes de apresentar formalmente a renúncia ao cargo de
deputado (26 de Janeiro).
Guerra colonial – Assassinato de Amílcar Cabral em
Conakry (20 de Janeiro).