1973
 

Setembro
O derrube de Allende

 

 

 

IV Conferência dos Não Alinhados em Argel, com 86 Estados (Setembro). Kadhafi insurge-se contra a presença de Cuba e do Vietname do Norte. Tanto Fidel de Castro como Indira Ghandi sustentavam que a URSS não podia ser simetricamente colocada face ao imperialismo norte-americano.

Começa o Tokyo Round, a negociação multilateral no seio do GATT, iniciada em Tóquio e que começou por chamar-se Nixon Round. As partes concordam com a necessidade de estabelecer um sistema monetário que proteja a economia mundial dos choques e desequilíbrios; reconhecem igualmente que a nova fase de liberalização do comércio deve facilitar o funcionamento adequado do sistema monetário (12 a 14 de Setembro de 1973)

Admissão da RFA e RDA na ONU (18 de Setembro)

Chile: Junta Militar, dirigida por Pinochet derruba Allende (11 de Setembro). Este tinha denunciado formalmente junto da ONU a tentativa da multinacional ITT de promover um golpe de Estado.

 

Reunião entre Monnet e Heath (16 de Setembro)

Segunda fase da CSCE em Genebra (18 de Setembro)

Encontro entre delegações do PS e do PCP (Setembro), onde se subscreve um acordo, equivalente ao programa comum de esquerda, à maneira francesa, visando o fim da guerra colonial e negociações com vista à independência dos povos de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique.

Surge o segundo decreto de Sá Viana Rebelo sobre os milicianos (20 de Setembro).

Generais divididos – Almoço de Kaúlza de Arriaga, António de Spínola, Venâncio Deslandes e Pinto Resende, onde se critica a política ultramarina do governo (14 de Setembro). Algum tempo mais tarde Kaúlza propõe a Spínola que se estude o derrube militar do governo. Este recusa, dizendo preferir o recurso à intervenção presidencial. Neste dia 14, Bettencourt Rodrigues toma posse como governador da Guiné.

Concentram-se no Monte Sobral, em Évora, 136 oficiais, os quais manifestam solidariedade com os camaradas da Guiné, principalmente nas críticas aos diplomas de Sá Viana Rebelo. Se domina a discussão de problemas profissionais, há, entre os promotores, alguns oficiais já marcadamente politizados, como Vasco Lourenço e Dinis de Almeida (9 de Setembro).

PAIGC proclama a independência da Guiné-Bissau em Madina de Boé, depois de uma reunião da chamada Assembleia Nacional Popular (24 de Setembro), com a proclamação da independência a ser lida por José Bernardo Vieira, Nino.

 

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©  José Adelino Maltez, História do Presente (2006)

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