
No ano de 1976, quando se comemora o bicentenário da independência norte-americana e se vive um tempo de comunidade internacional em mudança (Moreira, 1976), há três novos governos na Europa: o de Raymond Barre, em França (25 de Agosto de 1976), que durará até 1981, o de Adolfo Suárez, em Espanha, e o de Mário Soares, em Portugal, tal como na Grã-Bretanha James Callaghan sucede a Wilson (16 de Março de 1976). Entretanto, os sociais-democratas perdem as eleições na Suécia (19 de Setembro de 1976), continuam a vencê-las na República Federal da Alemanha (1 de Outubro de 1976), o antigo governador da Geórgia, James Earl Carter (1924-) é eleito presidente norte-americano (2 de Novembro de 1976) e dá-se um golpe militar na Argentina (24 de Março de 1976). Já na China morrem Chu En -lai (8 de Janeiro de 1976) e Mao Tse Tung (9 de Setembro de 1976), acabando por dominar o poder Deng Xiao Ping (6 de Outubro de 1976).
Refira-se que a derrota dos sociais-democratas de Olof Palme na Suécia, já tinha sido antecedida pelas eleições de 1973, onde o bloco dito burgês empatou em mandatos, com a coligação de sociais-democratas e comunistas, estabelecida desde 1970.
Tratado URSS EUA limitando ensaios nucleares (28 de Maio)
V Conferência dos Não Alinhados em Colombo, com 86 países (Agosto)
Acordo de Genebra entre a URSS e os EUA sobre a proibição da guerra meteorológica (3 de Setembro)
Jimmy Carter eleito presidente dos EUA (2 de Novembro)
Em Zurique o dissidente Vladimir Bukovsky é trocado por Corvalan, secretáriogeral do PC do Chile (18 de Dezembro)
·No plano da integração europeia, de uma Europa saboteée (Écotais, 1976), entre le déperissement et l’empire (Thorn, 1976), quando o Conselho Europeu declara Jean Monnet cidadão honorário da Europa (28 de Abril de 1976), depois da apresentação pública do relatório de Leo Tindemans sobre a União Europeia (7 de Janeiro de 1976), o presidente da Comissão, François-Xavier Ortolli, rejeita a ideia de Europa a duas velocidades aí preconizada (8 de Janeiro de 1976), pelo que o Conselho Europeu de Haia acaba por não adoptá-lo (30 de Novembro de 1976), ficando-se por uma vaga declaração de intenções sobre a união europeia. É, entretanto, criado o Partido Popular Europeu (28 de Abril de 1976), que se assume como a Federação dos Partidos Democratas-Cristãos da Comunidade Europeia, enquanto o Conselho Europeu de Bruxelas (12 a 13 de Julho de 1976) chega a acordo sobre o processo de eleição por sufrágio universal do Parlamento Europeu.
·Iniciam-se os contactos entre a Comunidade Europeia e o COMECON (16 de Fevereiro de 1976), dá-se a reunião constitutiva da assembleia constitutiva da Convenção de Lomé (1 a 3 –06-1976) e torna-se operacional o sistema Stabex (8 de Julho de 1976), o mecanismo de estabilização das receitas de exportação dos países ACP.
O alargamento para o Sul e a adesão de Portugal
As decisões sobre o alargamento e as questões económico-monetárias. O Conselho de Breme, em Julho de 1978, vê surgir o ECU, que entra em vigor em 1 de Janeiro de 1981, e aprova as linhas gerais do SME. O Conselho de Paris, de Março de 1979 faz entrar em vigor o SME, resolvida que foi a questão dos montantes compensatórios.
Contudo os britânicos, face à subida ao poder de Thatcher insistiam na redução da respectiva contribuição. Aprovada em 30 de Maio de 1979
A mundialização e o Tokyo Round que iniciado em Setembro de 1973, se concluiu em Novembro de 1979
Jean Monnet que foi declarado cidadão honorário da Europa, em 2 de Abril de 1976, faleciais em 16 de Março de 1979.
A democracia e os direitos do homem como conditio sine qua non
O terrorismo
Numa altura em que o espectro do terrorismo e as tentações pacifistas assolam a Europa.
A Rote Armee Fraktion, as Brigate Rosse, o IRA, a ETA, as FP25.
O rapto de Aldo Moro (1916-1978) entre Março e Maio de 1978. O atentado terrorista neofascista na estação de Bolonha, em 22 de Agosto de 1980. Assassinato pela Mafia do General Della Chiesa, em Setembro de 1982,
Em Julho de 1982 recomeçam os atentados da ETA em Espanha
Em Outubro de 1979 começam as vagas pacifistas na República Federal da Alemanha. Redobram de vigor em Outubro de 1981 e atingem o seu clímax em 1983
No ano anterior subira ao poder na URSS Brejnev
As vitórias de Reagan e o SDI
O novo estilo dos comunistas. Em Itália o PCI apoia parlamentarmente um governo democrata-cristão
Cronologia oficial da história da União Europeia
1976
Janeiro 1 O Luxemburgo assume a Presidência do Conselho das Comunidades Europeias.
7 Leo Tindemans, primeiro-ministro da Bélgica, publica um relatório sobre a União Europeia, elaborado a pedido dos Chefes de Governo (07-01-1976).
7-8 Reunião do comité interino do Fundo Monetário Internacional em Kingston, Jamaica. No contexto da questão da reforma do sistema monetário internacional, são conseguidos acordos em matéria de quotas, de situação do ouro, de sistema de taxas de câmbio e de maior acesso aos recursos do fundo.
21 A Itália suspende a cotação oficial das moedas estrangeiras perante a lira.
Fevereiro 2-16 A Comissão participa numa conferência, realizada em Barcelona, Espanha, em que é adoptado um projecto de convenção para a protecção do Mediterrâneo.
4 Com a intenção de apoiar a cotação da lira, o governo italiano adopta medidas para aumentar os depósitos junto do banco central e para reduzir o período máximo autorizado para que os exportadores procedam à conversão de montantes em moeda estrangeira.
9 O Conselho pronuncia-se a favor da candidatura da Grécia a país membro da Comunidade (09-02-1976).
Março 1 A Itália reconduz a cotação oficial das moedas estrangeiras perante a lira.
4 Assinatura dos protocolos com Malta. Extensão do campo de aplicação do Acordo da Associação de 1970, para tomar em consideração a agricultura e a cooperação.
15 O Conselho elabora uma análise da situação económica da Comunidade com base em dois documentos publicados pela Comissão, um quadro recapitulativo das políticas económicas levadas a cabo em 1975 e uma comunicação sobre o ajustamento das directrizes de política económica para 1976.
17-18 O governo italiano adopta medidas para prevenir a descida de cotação da lira e para melhorar a situação das finanças públicas.
Abril 1 Entrada em vigor da Convenção CEE - ACP, assinada em Lomé em 28 de Fevereiro de 1975 (01-04-1976).
1-2 Conselho Europeu no Luxemburgo. Os Chefes de Governo procedem a uma troca de impressões inicial sobre o relatório Tindemans, de 7 de Janeiro, sobre a União Europeia (01 a 02-04-1976).
6 Nas negociações comerciais multilaterais do GATT, denominadas Tokyo Round, a Comissão apresenta a sua oferta de concessões aos países em vias de desenvolvimento no que se refere aos produtos tropicais (06-04-1976).
8 Acórdão Defrenne. O Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias determina que o principio da igualdade de salários entre mulheres e homens é directamente aplicável.
14 A Comissão decide recusar formalmente o pedido do governo irlandês para beneficiar duma derrogação da aplicação do principio da igualdade de salários entre mulheres e homens.
26-27 A Comunidade assina acordos de cooperação com três países do Magrebe (Argélia, Marrocos e Tunísia).
Maio 5 A Comissão autoriza a Itália a tomar medidas de protecção da lira, permitindo-lhe que exija um depósito sem juros de três meses junto do Banco de Itália para a compra de divisas e o depósito de liras nas contas no estrangeiro.
6-7 A direcção da Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho realiza a sua primeira reunião em Dublin, Irlanda.
11 Em resposta ao pedido da Itália, os governadores dos bancos centrais dos Estados membros decidem conceder-lhe uma assistência monetária a curto prazo.
31 Conclusão da 4ª sessão da Conferência das Nações Unidas sobre Comercio e Desenvolvimento (CNUCED). A conferência decide que deve ser lançado um programa integrado que inclua o estudo e a negociação de acordos sobre cada um dos principais produtos de base e um fundo comum para coordenar o financiamento das reservas reguladoras, que deve ser criado um código de boa conduta para transferências de tecnologias e que deve ser modificada a Convenção de Paris sobre a propriedade industrial a fim de abranger a defesa dos interesses dos países em vias de desenvolvimento e que deverão ser fixadas directrizes, antes de finais de 1976, para a resolução caso-a-caso das dívidas dos países em vias de desenvolvimento (31-05-1976).
Junho 1 A CEE e o Paquistão assinam um acordo de cooperação comercial.
16 O Parlamento procede à discussão e votação da moção de censura apresentada em 13 de Maio e da forma em que o Parlamento foi consultado sobre o assunto. A moção de censura, a primeira a ser proposta à votação, foi derrotada por 109 votos contra 18, com 4 abstenções.
24 Conferência tripartida sobre a situação económica e social, no Luxemburgo. Assistem à conferência a Comissão, os representantes dos governos e os interlocutores sociais dos Estados membros.
Julho 1 Os Países Baixos assumem a Presidência do Conselho das Comunidades Europeias.
6 O Canadá e a CEE assinam, em Otava, um acordo-quadro de cooperação económica e comercial.
12-13 Conselho Europeu em Bruxelas, Bélgica. Acordo quanto ao número e à distribuição de mandatos no Parlamento, que passará a ser eleito por sufrágio universal directo. O Conselho nomeia Roy Jenkins Presidente da Comissão (12 e 13-07-1976).
14 Acórdão Kramer. O Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias define os papéis respectivos da Comunidade e dos seus Estados membros no âmbito das actividades internacionais do sector das pescas.
27 Abertura formal das negociações de adesão da Grécia à Comunidade.
Setembro 13 A Comunidade assina a Convenção de Barcelona para a protecção do Mediterrâneo contra a poluição.
17 Termina a 5ª sessão da Conferência das Nações Unidas do Direito do Mar. A delegação comunitária pede que a futura o Convenção contenha uma cláusula para permitir que a Comunidade como tal se torne parte contratante (17-09-1976).
20 Assinatura dos instrumentos referentes à eleição do Parlamento Europeu por sufrágio universal directo.
22 O governo francês adopta o plano Barre de luta contra a inflação; uma das medidas previstas é a redução das taxas de IVA.
Outubro 1 O governo italiano adopta o plano Andreotti para suster a desvalorização da lira mediante medidas nos domínios fiscal, monetário e social.
Novembro 3 O Conselho decide que os Estados membros ampliem os limites das zonas de pesca para as 200 milhas nas suas costas do Mar do Norte e do Atlântico Norte a partir de 1 de Janeiro de 1977. Esta decisão marca o início da Política Comum das Pescas (03-11-1976).
29-30 Conselho Europeu em Haia, Países Baixos. O Conselho procede à analisa da situação económica, reafirma o seu interesse pelos problemas relativos ao diálogo Norte - Sul e publica uma declaração sobre a construção da União Europeia (29 e 30-11-1976).
Dezembro 13 Os representantes dos governos dos Estados membros designam os membros da nova Comissão para o período de 6 de Janeiro de 1977 a 5 de Janeiro de 1981.
Apresentação de uma moção de censura por causa da recusa da Comissão em enviar ao subcomité de controlo do Parlamento um relatório do serviço de Controlo Financeiro sobre o sector do malte. A moção é retirada sem chegar a ser posta à votação.
Recortes da história oficiosa do Centre Virtuel de la Connaissance sur l’Europe (CVCE:
1980-1986 L'élargissement vers le Sud et l'Acte unique européen
Au cours des années quatre-vingt, la Communauté européenne connaît plusieurs changements importants. Après avoir été longtemps limitée au cadre géographique des pays industrialisés du Nord de l'Europe, elle s'étend aux pays du Sud désormais dotés de régimes démocratiques, accueillant la Grèce (1981), puis l'Espagne et le Portugal (1986). Elle contribue ainsi à la stabilisation politique et au développement économique de l'Europe méditerranéenne. Mais l'élargissement entraîne aussi l'accroissement des disparités régionales des Douze, rendant toujours plus nécessaire une politique régionale commune. En effet, des obstacles économiques et sociaux importants se dressent encore sur le chemin de l'intégration de ces pays, fortement agricoles, dans l'ensemble communautaire très industrialisé. De laborieuses négociations et de longues périodes de transition seront nécessaires pour pouvoir accepter les nouveaux membres.
Les 17 et 28 février 1986, l'Europe des Douze adopte l'Acte unique européen (AUE). Ce faisant, la Communauté, tout en visant une intégration économique accrue par la création d'un marché unique pour le 1er janvier 1993 et d'un espace européen sans frontières intérieures, abandonne progressivement son caractère purement économique pour tendre vers une Communauté dotée de compétences politiques et sociales élargies. L'objectif vers lequel tend la Communauté devient alors celui d'une Union européenne (UE) que réalisera le traité signé à Maastricht le 7 février 1992.
Les négociations d'élargissement
Les changements de régime politique survenus en Grèce, en Espagne et au Portugal au milieu des années soixante-dix permettent d'étendre progressivement la Communauté économique européenne (CEE) vers le bassin méditerranéen.
Néanmoins, des obstacles économiques et sociaux importants se dressent encore sur le chemin de l'intégration de ces pays, fortement agricoles, dans l'ensemble communautaire très industrialisé. De laborieuses négociations et de longues périodes de transition sont nécessaires pour pouvoir accepter les nouveaux membres.
L'adhésion de la Grèce
Depuis l'Accord d'Athènes signé le 9 juillet 1961, la Grèce jouit du statut de membre associé de la Communauté. La Grèce a d'ailleurs été le premier État à demander, dès le 8 juin 1959, l'application de l'article 238 du Traité de Rome qui prévoit la procédure d'association d'un État tiers, d'une union d'États ou d'une organisation internationale à la Communauté. L'accord d'association, entré en vigueur en novembre 1962, prévoit notamment l'instauration, au terme d'une période transitoire de vingt-deux ans, d'une union douanière entre la Grèce et la Communauté ainsi que la conclusion d'un protocole financier et l'harmonisation de certaines politiques, notamment agricoles et fiscales. La libre circulation des personnes, des services et des capitaux est planifiée à l'expiration d'une période de douze ans. L'article 72 de l'accord d'association reconnaît aussi à la Grèce sa vocation d'adhérer, à terme, à la Communauté européenne. Un Conseil d'association et une Commission parlementaire mixte sont également mis sur pied.
Le coup d'État militaire du 21 avril 1967, qui inaugure une période de dictature armée et d'isolement diplomatique, entraîne la suspension du régime d'association, en pratique limité à sa gestion courante, jusqu'à sa réactivation au lendemain de la chute de la junte des colonels le 24 juillet 1974. La monarchie est abolie en juin 1973. Le retour à la démocratie républicaine, dans le pays qui dès l'Antiquité fut le berceau historique de l'idée politique de démocratie, déclenche une vague d'enthousiasme et de solidarité en Europe occidentale. Le 28 novembre 1974, la Grèce réintègre d'ailleurs le Conseil de l'Europe qu'elle a préféré quitter en décembre 1969 se sachant alors menacée d'exclusion pour non-respect des droits de l'homme par le régime des colonels.
La Grèce, portée par ces sentiments favorables et par ses aspirations au développement économique, dépose officiellement sa candidature d'adhésion à la Communauté économique européenne (CEE) le 12 juin 1975. Ce faisant, le pays espère en même temps consolider la démocratie renaissante et renforcer son ancrage occidental tout en s'affranchissant de la tutelle politique et économique américaine favorisée par les militaires. Le 17 août 1974, la Grèce annonce d'ailleurs son retrait de la structure militaire intégrée de l'OTAN comme l'avait fait la France du général de Gaulle. Le Marché commun apparaît aussi comme la promesse d'un progrès économique. Alors que le Parti conservateur ND-Nouvelle démocratie (Nea Dimokratia), dirigé depuis sa fondation en octobre 1974 par Constantin Karamanlis, soutient activement la procédure d'adhésion, le Parti socialiste (Panhellinio Socialistiko Kinima ou PASOK), fondé en septembre 1974 par Andréas Papandreou, et les communistes pro-soviétiques du KKE (Kommounistiko Komma Ellados) s'y opposent fermement car ils craignent une plus grande dépendance économique et politique du pays. Par ailleurs, les communistes donnent priorité au développement des relations commerciales avec le Conseil d'assistance économique mutuelle (CAEM ou Comecon) qui, depuis 1949, regroupe les pays d'Europe centrale et orientale d'obédience soviétique. Karamanlis, qui s'est installé à Paris après avoir quitté le pouvoir en 1963, compte en revanche sur le soutien de la France pour défendre la candidature grecque auprès des institutions communautaires et des États membres de la CEE.
Jusqu'au début des années 1970, la CEE était à la fois dominée par la façade atlantique, protestante et catholique de l'Europe. L'adhésion de la Grèce change cependant le visage de la Communauté en renforçant son caractère méditerranéen tout en y ajoutant une dimension balkanique et orthodoxe. Le centre de gravité de l'Europe communautaire, jusque-là plutôt orienté au Nord, tend du même coup à se rééquilibrer avec l'entrée de la péninsule ibérique. Mais le niveau de développement économique et l'isolement géographique de la Grèce, qui ne partage aucune frontière commune avec un des États membres de la Communauté européenne, renforcent davantage les disparités régionales des Dix.
Les problèmes économiques de la Grèce
Consultée par le Conseil, la Commission manifeste une attitude relativement réservée à l'égard de la candidature grecque. Le 29 janvier 1976, la Commission formule son avis détaillé dans un rapport transmis au Conseil. Consciente de l'importance politique de cet élargissement, la Commission pointe surtout du doigt le retard économique de la Grèce et de ses structures agraires par rapport aux neuf pays plus industrialisés qui composent alors la Communauté économique européenne (CEE).
Persuadée qu'une longue période de transition sera nécessaire pour permettre l'adaptation et l'intégration de l'économie grecque dans l'ensemble communautaire, la Commission propose aux Neuf de fixer une période de pré-adhésion. Elle met également les États membres en garde contre le danger d'impliquer indirectement la Communauté dans le contentieux qui oppose la Grèce et la Turquie, pays également associé depuis 1963, et qu'a ravivé la crise de Chypre, en juillet 1974, suite à l'occupation de la partie nord de l'île par les troupes turques. Certaines réserves contenues dans l'avis de la Commission provoquent en Grèce de vives réactions. Pressé d'asseoir sa légitimité retrouvée sur la scène intérieure et internationale, le gouvernement grec que dirige Constantin Karamanlis agite quant à lui surtout des raisons politiques, à savoir la consolidation de la démocratie, pour réclamer une adhésion aussi complète et rapide que possible. Il se dit aussi prêt à accepter l'ensemble de l'acquis communautaire.
En réalité, les relations économiques entre la Communauté et la Grèce sont bien antérieures à la demande d'adhésion de la Grèce. Depuis les années soixante, la CEE est en effet le premier partenaire commercial de la Grèce. En 1976, la Grèce exporte près de 50 % de sa production nationale vers les États membres de la Communauté tandis qu'elle importe de ces pays près de 40 % de ses importations totales. Et plus de 240.000 Grecs, héritiers d'une longue tradition de diaspora, travaillent déjà dans la Communauté européenne, essentiellement en Allemagne, au Royaume-Uni et en France.
Les difficultés économiques à surmonter sont importantes. La Grèce a en effet un produit intérieur brut (PIB) nettement plus faible et un taux de chômage plus élevé que ceux de ses futurs partenaires européens. Son PIB est de 50 % inférieur à la moyenne communautaire. Par l'adhésion, la Grèce espère notamment bénéficier des prix agricoles garantis et de certains fonds structurels communautaires. Elle escompte également une augmentation de la fréquentation touristique et l'apport de devises étrangères fortes. Mais les disparités entre les structures économiques grecques et communautaires rendent difficile l'application uniforme et immédiate de règles de fonctionnement d'un marché intérieur telles que celles prévues pour des économies développées. Plus de 26 % de la population active grecque reste employée dans l'agriculture alors que le secteur primaire n'occupe plus que 8 % des actifs dans la Communauté. Certains produits agricoles grecs (huile d'olive, vin, fruits et légumes) risquent par ailleurs de concurrencer des productions déjà excédentaires en Italie ou en France dans le cadre de la politique agricole commune (PAC). D'où la suggestion de la Commission d'établir une période transitoire de sept à huit ans. Les Neuf craignent également de voir affluer sur leur territoire une abondante main d'œuvre grecque désireuse d'échapper au chômage chronique qui frappe le pays. Certains lobbies maritimes européens s'inquiètent enfin de la concurrence provoquée par l'arrivée de la marine marchande grecque qui ferait pourtant de la flotte des pays européens la plus importante du monde.
Le pari européen n'est pas non plus dénué de risques pour la Grèce. Face à la concurrence communautaire, la restructuration d'une industrie peu développée peut en effet entraîner la disparition des petites et moyennes entreprises les moins compétitives. Et l'accroissement des échanges avec le reste de la Communauté peut augmenter le déficit commercial avec la CEE.
L'appui de l'Allemagne et de la France
Alors que la France, et surtout le président de la République Valéry Giscard d'Estaing, appuie la candidature grecque pour des raisons avant tout politiques, la République fédérale d'Allemagne (RFA) la soutient davantage pour des motifs économiques. Le gouvernement grec peut donc compter sur le soutien de deux des plus influents pays de la Communauté. Pour la France, la consolidation du régime démocratique apparaît comme une priorité absolue. Il s'agit en effet d'assurer la stabilisation de la Grèce aux marges de l'Europe balkanique. Symboliquement, l'adhésion grecque doit également concrétiser l'appartenance pleine et entière de la culture hellénique à la civilisation européenne et occidentale. L'Allemagne se soucie plutôt de ses intérêts économiques. Elle a en effet des relations commerciales déjà très développées avec la Grèce, dont elle est le premier fournisseur, et mise sur l'adhésion du pays pour les intensifier davantage. Face aux hésitations de la Commission, les ministres des Affaires étrangères d'Allemagne, Hans-Dietrich Genscher, et des Pays-Bas, Max van der Stoel, décident d'activer la décision politique et persuadent leurs homologues européens de répondre positivement à la demande grecque. Le 9 février 1976, le Conseil des ministres des Neuf accepte la candidature grecque sans donner suite à la proposition de la Commission européenne d'imposer une période probatoire de préadhésion.
Le traité d'adhésion et les dispositions transitoires
Les négociations d'adhésion commencent officiellement le 27 juillet 1976. Elles s'achèvent le 23 mai 1979 et aboutissent à la signature du traité d'adhésion, le 28 mai 1979 à Athènes. Le Parlement hellénique ratifie l'Acte d'adhésion le 28 juin 1979 et la Grèce devient, le 1er janvier 1981, le dixième État membre de la Communauté européenne. Les conditions d'adhésion de la Grèce lui sont assez favorables. La volonté de consolider le régime démocratique constitue en effet un argument de poids suffisamment important pour faire fi des considérations économiques plutôt négatives de la Commission à l'égard de l'adhésion grecque.
D'une façon générale, la Grèce obtient une période transitoire de cinq ans pour adapter son économie aux règles communautaires. Au terme de ce délai, le pays doit pouvoir s'intégrer dans l'Union douanière et aligner ses prix agricoles sur ceux de la Communauté. Il est même prévu d'intégrer la drachme dans le Système monétaire européen (SME) où elle représente 1,3 % de la European currency unit (ECU).
Certains aspects de l'adhésion, jugés plus sensibles par les Neuf, font néanmoins l'objet d'une période transitoire portée à sept ans. Ainsi, la libre circulation des travailleurs grecs ou de produits agricoles tels que les pêches et les tomates ne pourra être effective qu'à partir du 1er janvier 1988. La dispense d'une certaine partie des versements au titre de la taxe sur la valeur ajoutée (TVA) permet aussi à la Grèce d'être un bénéficiaire et non un contributeur net au budget communautaire. Ce faisant, on espère éviter l'apparition du scénario de la renégociation financière qui envenime de façon récurrente les relations entre le Royaume-Uni et la CEE. A peine acquise, l'adhésion de la Grèce fut remise en cause par le gouvernement de gauche d'Andréas Papandréou, arrivé au pouvoir après les élections du 18 octobre 1981, qui exigeait des dérogations et des aides accrues pour rester dans la Communauté (à l'instar des travaillistes britanniques en 1974). Il n'obtint pas la modification des règles fondamentales des traités mais un accroissement des aides communautaires qui ne seront pourtant guère utilisées pour moderniser les structures de l'économie grecque.
Compte tenu du retard considérable de l'économie grecque par rapport au reste de la Communauté, de nombreux programmes d'aide sont aussi élaborés par la Commission, notamment dans le cadre de la politique régionale et de la Politique agricole commune (PAC).
© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: