1994
 

Junho
Rússia e NATO em parceria para a paz


 

Federação da Rússia assina o acordo de parceria para a paz com a NATO; é reconhecida como potência europeia, internacional e nuclear maior (22 de Junho)

Parecer do Parlamento Europeu sobre as adesões à UE (4 de Junho)

Quartas eleições para o Parlamento Europeu. Partido Socialista, com 200 deputados, em 567 (9-12 de Junho)

Referendo na Áustria aprova a adesão, por 66,4% (12 de Junho)

Ucrânia assina acordo de parceria com a UE (14 de Junho)

Conselho Europeu de Corfu; Boris Yeltsine assina acordo de partenariado com a UE; John Major veta o nome do belga Jean-Luc Dehaene* para a presidência da Comissão (24-25 de Junho)

Eleição para o Parlamento Europeu (12 de Junho) 8 565 822 eleitores. 3 044 001 votantes. PS: 10 deputados, 34,87%. PPD/PSD: 9 deputados, 34, 39%. CDS/PP: 3 deputados, 12, 45%. CDU: 3 deputados, 11,19%. Uma abstenção recorde de 64 %. A partir de Março, depois do Congresso do CDS, a temperatura política começa a subir, quando Manuel Monteiro, invocando pátria, nação e família e criticando os deputados sanguessugas, vinte anos depois do 25 de Abril, provoca nos concorrentes um regime de histeria discursiva, onde os fantasmas de direita e de esquerda explodem de forma ridícula. Assumindo o euro-pessimismo soberanista, estruturado pelas crónicas de Paulo Portas, desfaz o quase unanimismo euro-fatalista do discurso dominante na classe política, obrigando a profundas turbulências nas mensagens típicas do PS e do PSD, com Eurico de Melo em cabeça de lista e José Pacheco Pereira a querer ser a voz ideológica no deserto doutrinário do cavaquismo que apenas diz que se distingue do conservadorismo e do revolucionarismo

Da guerra das portagens à degenerescência cavaquista. Inicia-se o processo contra o pagamento das portagens na ponte sobre o Tejo (de 20 a 25 de Junho). Recomeça a campanha de luta na ponte sobre o Tejo (1 de Setembro). Ladeiro Monteiro, obediente a Fernando Nogueira, abandona o SIS, em conflito com o ministro Dias Loureiro (23 de Maio). Surge o escândalo Duarte Lima, no mesmo dia em que José Augusto Seabra se demite do PSD (9 de Dezembro). Leonor Beleza é acusada pelo Ministério Público no processo da importação de sangue contaminado pelo vírus da SIDA (15 de Dezembro). O processo apenas terminará em 2002. Pedro Santana Lopesö demite-se de Secretário de Estado da Cultura, ao que parece em conflito com o estilo de austeridade imposto por Cavaco Silva e rigorosamente vigiado pela esposa do primeiro-ministro. Conseguira resistir à demissão de dois dos respectivos sub-secretários, como António Sousa Lara, depois de uma tentativa de não apoio à candidatura de José Saramago a um prémio literário internacional, certamente do conhecimento do respectivo superior governamental, e, depois, Maria José Nogueira Pinto, em conflito com um presidente do Sporting Clube de Portugal, lugar que o demitido secretário de Estado exercerá depois de sair do governo (21 de Dezembro).

 

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©  José Adelino Maltez, História do Presente (2006)

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