
Governo austríaco da OVP e da FPO (3 de Fevereiro). A composição governamental
de 2000 suscita uma vaga de repúdio por toda a Europa, principalmente por causa
do líder do FPO, Jorg Haider,
governador da Caríntia. Este partido que ainda em 1986 apenas obtivera 5% dos
sufrágios atingiu em Outubro de 1999 o nível dos 23%. Utilizando como principal
bandeira a luta contra o situacionismo corrupto da Proproz, a coligação
entre os sociais-democratas do SPO e dos democratas-cristãos do OVP, foi acusado
de racismo e de xenofobia, nos seus projectos de restrição da emigração. Com
efeito, a Áustria possui cerca de 750 000 emigrantes, vindos principalmente do
Leste, correspondentes a 9% da população, mas atingem o nível dos 20% em Viena.
Estes dois temas levaram a que o partido conseguisse um eleitorado onde dominam
os cidadãos masculinos (cerca de 62%), um em cada dois operários e um terço dos
novos eleitores (35% dos votos no FPO são se pessoas com menos de 30 anos).
Outros temas secundários, mas mobilizadores, são os da luta contra os burocratas
de Bruxelas e da desconfiança face ao alargamento da Europa para os países de
Leste. Assumindo este populismo, num vivo ataque ao clientelismo Haider também se assume como o
protector dos fracos, dos desmepregados aos reformados, com a habitual
incorência dos populistas, dado que muda o discurso conforme os públicos.
Inserindo-se magnificamente nos modelos do Estado Espectáculo, torna-se numa
autêntica pop star. Reforça-o a imagem como governador da Caríntia, onde
obteve 43% dos votos, e tem intensas relações com Umberto Bossi o líder da vizinha
Liga do Norte. Insere-se no processo da xenofobia defensiva típica das paixóes
identitárias. Os Estados da União Europeia tiveram uma imediata reacção,
principalmente através das declarações do presidente em exercício, António Guterres, invocando a
circunstância da Europa ter princípios, isto é, o Estado de Direito, a
Democracia e os Direitos do Homem, e o próprio Parlamento Europeu aprova uma
moção contra as declarações xenófobas e racistas de Haider, insurgindo-se contra
esta pretensa legitimação da Extrema Direita na Europa (03-02-2000).

Maioria absoluta de Aznar (12 de Fevereiro). Novo líder do PSOE, José
Luís Zapatero (22 de Julho)

É iniciada em Bruxelas, Bélgica, a conferência intergovernamental
sobre a reforma institucional (14 de Fevereiro)

Chuvas torrenciais e cheias em Moçambique (4 de Fevereiro)

X Conferência da CNUCED (12 de Fevereiro)

Kumba Yalá toma posse como presidente da Guiné-Bissau (16 de
Fevereiro)

Timor e incineradoras. Já o Presidente Sampaio visita oficialmente Timor-Leste (Fevereiro)