Sírio, de Damasco, de
etnia árabe e de religião ortodoxa grega.
Um dos fundadores em 1944
do partido Baas. Professor de história, formado em Paris, na Sorbonne, e
novelista.
Teórico do nacionalismo
árabe, considerado como uma realidade evidente, mas de carácter
espiritual, dado colocar o amor acima de tudo, considerando
esta atitude como uma fé superior às religiões.
Distingue o nacionalismo
árabe do nacionalismo ocidental, considerado colonizador e
fanático. Salienta que a nação árabe não é uma nação como as outras,
mas uma nação eleita, portadora de mensagem eterna, universal e
humanista: o profetismo.
Neste sentido, tem um
destino revolucionário e está condenada a mudar a civilização que entrou
em decadência.
Defende a insurreição para
que a nação árabe se liberte da alienação e recupere a sua essência
profética, portadora de uma língua miraculosa, não por ser a língua
do Corão, mas por ser uma língua natural, adâmica.
Assume uma perspectiva
laica, defendendo a separação entre a Igreja e o Estado, embora recuse o
ateísmo e se considere como um crente, mas na tal fé superior às religiões
particulares.
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